Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 O consumo responsvel faz parte do
seu dia-a-dia? Ed e Trabalho I 8
Porque estou comprando isto? Matemtica I e II 9
Colagem de Marcas Artes I e II 10
Consumo consciente e meio ambiente Geografia II 11
Uso de tere vir Portugus I e II 12
SAC Artes I e II 13
2 Soja, alimentaao e sade Cincias I e II 14
Trangnicos e as lavouras do Brasil Geografia II 15
Sujeitos de infinitivo Portugus II 16
3 Danando conforme a musica Ed e Trabalho I e II 17
La piratera fonogrfica perjudica muchos
puestos de trabajo Espanhol II 18
Falsificaes: os piratas modernos Histria I e II 19
Pirataria no  legal Matemtica I e II 20
Coeso Textual; Uso de MAS e PORM Portugus I e II 21
4 Cadeia produtiva e aquecimento global:
percebendo relaes Matemtica I e II 22
Fast-food e aquecimento global Geografia II 23
Semente de linhaa na alimentao natural Cincias I e II 24
El calientamiento de la Tierra y los
alimentos fast food Espanhol II 25
Hbitos alimentares e aquecimento global Geografia II 26
Matching Ingls II 27
O crescente consumo de produtos
industrializados e o aquecimento global. Matemtica II 28
5 Calculando o desperdcio Matemtica I e II 29
Somos o que comemos e o que desperdiamos Artes I e II 30
Sal e a sade Cincias I e II 31
4  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
5 A fome num cenrio de desperdcio Geografia I e II 32
Festa na sala  .Uso de A e "H
(cartazes e caderno de receitas) Portugus I e II 33
6 Direitos do consumidor Ed e Trabalho I e II 34
Clculos e planejamento de consumo Matemtica II 35
Identificando informaes para requisitar
direitos Matemtica I e II 36
O cdigo de defesa dos trabalhadores/
consumidores. Ed e Trabalho I e II 37
O Cdigo de Defesa do Consumidor:
artigo 6 da lei n 8.078, de 11 de
Setembro de 1990 Histria I e II 38
Uso das expresses  PROIBIDO,
 NECESSRIO,  BOM Portugus I e II 39
7 Alimentao versus Medicamentos Matemtica II 40
Como controlar o colesterol Cincias I e II 41
Dinmica da Cozinha - Argumentao Portugus II 42
8 A necessria articulao entre os processos
de produo, circulao e consumo de
mercadorias. Ed e Trabalho I e II 43
Leite Cincias I e II 44
O ciclo das mercadorias Geografia II 45
Trabalho e consumo: o que o leite esconde? Histria II 46
Passive Voice Ingls II 47
O jogo do Tirar  Expresses coloquiais
com o verbo tirar Portugus I e II 48
9 Slogans Ingls II 49
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6  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
10 Alternativas al consumo del tabaco Espanhol II 50
11 Trabalho, consumo, direitos e cidadania. Matemtica II 51
Consumo consciente: voc tem fome de qu? Ed e Trabalho I e II 52
Vida de consumidor Artes I e II 53
Voc  um consumidor consciente? Ed.Fsica I e II 54
O que significa ser um consumidor consciente? Histria I e II 55
Uso do hfen em expresses que repetem
palavras. Portugus I e II 56
12 A roupa faz o monge? Histria I e II 57
A moda e o consumo Geografia I e II 58
Moda, modismo, consumo e consumismo Histria I e II 59
13 Vrus e vacinas Cincias I e II 60
Jogo do ler, dar, crer e ver. Portugus I e II 61
14 Oramento familiar: receitas e despesas Ed e Trabalho II 62
Analisando os juros Matemtica II 63
Dvidas do consumidor Matemtica I e II 64
Ortografia: a vista e  vista Portugus I e II 65
15 Somente vendedor ambulante e camel
praticam vendas ilegais? Matemtica II 66
A (in)formalizao da economia (in)formal Ed. e Trabalho II 67
Feira de pirateados Artes I e II 68
A coeso e a coerncia textual.
Uso de Vende-se e Vendem-se Portugus I e II 69
16 Criana e consumo Ed. e Trabalho I 70
Crianas vtimas do consumo Matemtica II 71
Criana e TV: um par que nem sempre d certo. Matemtica I e II 72
O pequeno consumidor Artes I e II 73
Criana e propaganda Histria II 74
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  7
16 Advertisement Ingls II 75
Criao de texto opinativo. Portugus II 76
Los ms jvenes, nuevos objetivos
de la publicidad Espanhol II 77
17 O almanaque Artes I e II 78
Do que  feito o usque Cincias II 79
Alcoolismo, sade e qualidade de vida Histria I e II 80
Jogo da Placa  Uso de se no e seno Portugus I e II 81
19 O outro lado da histria. Artes I e II 82
Laticinios Cincias I e II 83
20 Canto do consumo Artes I e II 84
El consumo consciente y
la responsabilidad social Espanhol II 85
Do you know? Ingls II 86
Consumo consciente e o futuro do planeta Geografia I e II 87
A foto que me comove - Relatrio de atividade Portugus I e II 88
21 Trabalho, capital e salrio Matemtica I e II 89
Mundo(s) do trabalho Ed. e Trabalho II 90
O Jogo do Emprego  argumentao Portugus I e II 91
22 Tratamento de gua Cincias I e II 92
23 A produo de petrleo,
meio ambiente e cidadania Histria II 93
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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8  Caderno do professor / Educao e trabalho
Nvel I
Atividade P O consumo responsvel faz parte do seu dia-a-dia?
1
Te x t o
rea: Educao e Trabalho
Apresente para os alunos a seguinte questo: o
que  um consumidor responsvel? Registre no
quadro as respostas. Leia o texto, coletivamente.
Aps a leitura, redija com eles uma lista com as
caractersticas de um consumidor responsvel.
Em seguida pea-lhes que elaborem propostas de
utilizao de energia eltrica, gua, alimentos,
reciclagem, transporte, em seu dia-a-dia, como
consumidor responsvel. Apresentar os resultados
em forma de uma cartilha com o tema O
consumo responsvel faz parte do seu dia-a-dia?
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Objetivo
 Refletir criticamente a sua posio de consumidor
responsvel.
Introduo
Nem sempre foi assim, mas hoje escolher decidir,
saber dos seus direitos e deveres so tarefas de
qualquer consumidor. No entanto, temos ainda
um longo caminho a percorrer para nos tornarmos
uma sociedade de consumidores conscientes. Um
consumidor responsvel exercita a reflexo crtica
e adota prticas coerentes. Suas escolhas levam
posicionamentos ticos, ecolgicos, econmicos
e sociais. Isto implica nos debruarmos sobre
algumas questes bsicas, entre outras, sempre
que vamos s compras: esse produto ou servio 
mesmo necessrio?  econmico? No-poluente?
 reciclvel? Seus ingredientes ou componentes
so obtidos respeitando-se a preservao do
meio ambiente e da sade humana? Ele  seguro?
A empresa respeita os direitos dos seus trabalhadores?
Dos consumidores? Consumindo este
produto eu contribuo para a construo de uma
sociedade justa e sustentvel?
Resultados esperados: Elaborao da cartilha
O consumo responsvel faz parte do seu dia-adia?.
Dicas do professor: Este site ajudar os alunos na elaborao
da cartilha: Guia do consumo consciente:
www.brde.com.br/asse.midia.consumo.asp
Se possvel, aplique em seus alunos o teste: Voc  um consumidor
responsvel? www.idec.org.br
www.idec.org.br/images/inmetro_meioambiente
Cdigo de Defesa do Consumidor:
www.mj.gov.br/dpdc/servicos/legislacao/pdf/cdc
www.reclamaradianta.com.br/codigos/codigo_consumidor
www.portaldoconsumidor.gov.br/procon.asp
www.maisprojetos.com.br/bench/artigos/mkt_verde
Guia de Responsabilidade Social Empresarial para o consumidor:
http://www.idec.org.br/arquivos/guia_RSE.pdf
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  9
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Coloque na lousa as perguntas seguintes,
pedindo aos estudantes que as respondam em
seus cadernos: a) quais so as razes que a/o
levam a comprar coisas b) o que voc leva em
conta quando vai comprar alguma coisa, ou
para escolher entre um ou outro produto?
2. Depois organize a turma em quatro ou cinco
grupos e proponha que eles juntem e organizem
suas respostas agrupando-as por semelhanas.
Para cada grupo de respostas que organizarem
eles devem fazer um ttulo sntese. Como a
pergunta  aberta, oriente para que encontrem
nas respostas de cada um aquela frase ou
palavra que faz a sntese da idia. Oriente-os
a organizar as resposta em uma tabela. Damos
um exemplo abaixo para as respostas  pergunta
b, em um grupo de 6 pessoas:
3. Oriente os grupos a calcularem as porcentagens
do nmero de respostas obtidas em cada
agrupamento.
4. Aps as apresentaes dos grupos, voc pode reunir
os trabalhos em uma nica tabela na lousa.
Descrio da atividade
Promova uma leitura silenciosa do texto e
organize uma reflexo fazendo um paralelo
entre as respostas dos alunos e as idias do
texto. Pergunte: Quem se aproxima de um
consumo engajado, como prope o texto? 
fcil ser um consumidor engajado? O que dificulta?
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Por que estou comprando isto?
Resultados esperados:
a) Clculos de porcentagem sobre hbitos de
consumo.
b) Percepo das possibilidades de alterao (ou
no) dos hbitos de consumo.
1
Te x t o
Objetivos
 Organizar por semelhana e classificar hbitos
de consumo.
 Utilizar clculos porcentuais para analisar
situao cotidiana.
Introduo
Somos consumidores. Assim somos tratados
pelos meios de comunicao, assim somos vistos
pelo comrcio, pela indstria, enfim pelo poder.
E por ns mesmos, como somos vistos na nossa
relao com nossas necessidades? Do que de fato
sentimos necessidade? O que nos constitui como
consumidores? Sempre sabemos por que estamos
comprando tal e qual coisa? Diz o texto que
o consumidor mais atento e informado j
percebe as relaes de seu nvel de consumo e os
efeitos disso no plano social, econmico e ambiental.
Quem j se deu conta disto? Na sua
cidade ou regio existe empresa que tem preocupao
com os valores que seus produtos
propagam? A atividade a seguir aceita o convite
do texto e prope uma reflexo sobre hbitos de
consumo. A matemtica vai ajudar na organizao
da discusso, na classificao e identificao
de padres de comportamento e suas causas.
Dicas do professor: Pesquisar se na regio existe alguma
empresa socialmente responsvel e o que ela faz neste sentido.
Verificar tambm os casos contrrios: empresas que
poluem o ambiente, que usam mo-de-obra infantil, etc.
Com estes dados proponha uma campanha incentivando
que no se comprem produtos de tais empresas.
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rea: Artes Nvel I e II
1. O aluno dever trazer de casa uma relao
das marcas dos eletrodomsticos, eletroeletrnicos,
alimentos, vestimentas e produtos de
higiene presentes em sua casa, bem como dever
relacionar o produto  razo ou razes
que motivaram a sua aquisio (preo, qualidade,
marca, costume, publicidade, necessidade,
etc.). Dever tambm trazer o maior
nmero possvel de embalagens e rtulos dos
produtos encontrados em casa;
2. Os alunos apresentaro suas listas e discutiro
as razes para a sua aquisio;
3. As razes sero listadas na lousa segundo categorias
(preo, qualidade, etc.) como as apresentadas
no item 1, por exemplo;
4. Ao trmino da apresentao, a classe ser
dividida em grupos e com as embalagens, os
alunos devero criar uma colagem que relacione
as embalagens a uma das categorias listadas
na lousa;
5. Cada grupo ficar responsvel pela pesquisa
da empresa/indstria responsvel pela fabri-
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cola, tesoura, cartolina,
jornal, revistas, etc.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Colagem de marcas
Resultados esperados:
a) Que o aluno conhea a origem dos produtos
que consome;
b) Que o aluno reflita sobre o grau de importncia
da marca na escolha e consumo de produtos;
c) Que o aluno perceba a fora do consumidor e
torne-se mais responsvel na aquisio de produtos.
1
Te x t o
Objetivos
 Construir uma obra plstica a partir de embalagens
e etiquetas.
Introduo
Ditados populares, como dize-me com quem
andas e te direi quem s, poderiam bem ser utilizados
como ponto de partida para a discusso
sobre a presena ou ausncia de certas marcas
no cotidiano das pessoas. O que leva algum a
adquirir algo? Que importncia uma marca
desempenha na hora da aquisio? Em que a
posse de determinado produto ou marca pode
aumentar ou diminuir a auto-estima de algum?
Em que medida o consumidor  responsvel pela
manuteno, por exemplo, do trabalho escravo,
do uso irresponsvel da natureza, etc.?
10  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
cao dos produtos utilizados na obra pelo
grupo, segundo os pontos discutidos no texto;
6. Apresentao das obras e dos resultados da
pesquisa;
7. Discusso final do exerccio tendo por foco a
relao consumo e origem do produto.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  11
rea: Geografia Nvel II
1. Ler o texto com os alunos;
2. Procurar os significados das palavras desconhecidas;
3. Dividir a turma em grupos e solicitar que discutam
os oito pontos do Guia e que elaborem
uma lista de 10 coisas simples que podemos
fazer para preservar o meio ambiente. Fazer
um desenho e escrever uma frase para explicar
cada uma das atitudes, como exemplo:
a) abrir a porta da geladeira somente quando
for preciso;
b) no jogar fora latinhas de alumnio, elas
podem ser recicladas inmeras vezes;
c) trocar as lmpadas incandescentes por lmpadas
fluorescentes que gastam menos energia;
d) preferir comprar produtos que venham em
embalagens reciclveis;
e) fechar a torneira enquanto escova os dentes;
f) descartar pilhas e baterias em locais adequados;
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Papel e lpis de cor
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Consumo consciente e meio ambiente
Resultado esperado: Expresso de atitudes
que demonstrem responsabilidade de um consumidor
para com o meio ambiente.
1
Te x t o
Objetivo
 IEstabelecer relaes entre consumo consciente e
atitudes de respeito ao meio ambiente
Introduo
Responsabilidade social, consumidor responsvel
e empresa responsvel so expresses do
momento, bastante utilizadas nas propagandas
de indstrias, bancos, empresas em geral. Muitas
vezes, no paramos para pensar sobre o que elas
podem significar para a vida em sociedade e o
meio ambiente, no ? Pois bem, o texto alm
do preo e da marca nos leva a pensar em algo
mais, quando vamos escolher um determinado
produto para o nosso consumo dirio. As lutas e
os debates sobre os direitos humanos e trabalhistas,
o meio ambiente, a diversidade levaram o
Idec a elaborar o Guia de Responsabilidade
Social para o Consumidor. Neste Guia a preservao
do meio ambiente  um dos pontos a
serem observados pelo consumidor. Voc deve
estar pensando: Como o consumidor deve agir
para ser considerado responsvel? Quais prticas
contra o meio ambiente so condenveis e devem
ser denunciadas? Vamos discutir sobre isto
com os nossos alunos?
g) preferir o uso de produtos biodegradveis;
h) desligar a luz onde ela no for necessria;
i) separar, reciclar ou reutilizar o lixo;
j) Levar uma sacola grande quando fizer compras
para no usar os saquinhos plsticos;
k) habituar-se a ler as indicaes ambientais
que vm nos rtulos dos produtos.
4. Solicitar que cada grupo apresente a sua lista
e explique as atitudes que o grupo sugere ao
consumidor para que, conscientemente, possa
contribuir para preservar o meio ambiente;
5. Fazer uma exposio dos trabalhos.
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos e refletir sobre
hbitos de consumo, influncia da mdia nos
gastos e tipos de apelos (a mdia cria necessidades,
no vende propriamente produtos,
mas, sim, sonhos, lugares retricos: juventude
(cremes de beleza), sade (vitaminas em geral),
status (bebidas carssimas), beleza (roupas,
jias), infncia feliz (lojas com lanches
carssimos e apelos para o consumo das crianas),
etc.
2. Escrever na lousa a frase do texto: Procurar
saber se a empresa tem um balano social e
solicitar informaes a respeito. Pedir que
passem a frase para o plural: Procurar saber
se as empresas tm balanos sociais e solicitar
informaes a respeito. Explicar que, em portugus,
grafamos: ELE/ELA TEM  ELES/
ELAS TM. O mesmo acontece com o verbo
VIR: ELE/ELA VEM; ELES/ELAS VM.  Os
derivados desses verbos seguem a regra: contm
/ contm; advm/advm.
3. Redao: Painel do Leitor: Perguntar aos alunos
quais so, na opinio deles, as embalagens
de produtos que so prticas e ideais para uso
e quais so as complicadas (difceis de abrir,
frgeis, etc.) e pedir que escrevam uma carta
de reclamao para a seo do leitor de um
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Uso de "ter" e "vir"
Resultado esperado: Ampliar capacidade de
bem escrever. Aguar o esprito crtico.
1
Te x t o
Objetivo
 Grafar corretamente os verbos ter e vir no presente
do indicativo. Escrever, adequadamente, uma
reclamao de leitor para um jornal.
Introduo
Tem ou tm? Vem, vm ou vem?
Contexto no mundo do trabalho: Direitos do consumidor.
12  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
jornal de grande circulao e comentem os
problemas encontrados numa dessas embalagens.
O objetivo  sensibilizar a empresa
responsvel para que tenha preocupao com
a praticidade das embalagens e respeito pelo
consumidor.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  13
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, cada aluno dever
fazer uma relao de situaes ou casos presenciados
ou vividos que envolveram ou comprometeram
algum servio essencial (gua,
luz, esgoto, telefone, etc).
2. O aluno dever separar em sua lista as situaes
que se relacionava diretamente a um descuido
ou foram de responsabilidade do
cidado comum daquelas que foram de exclusiva
responsabilidade do setor que gerencia o
servio.
3. A classe dever escolher uma imagem ou smbolo
para representar o servio de atendimento
ao cidado  SAC (o C da sigla significa na
verdade consumidor, mas por tratarmos de
servios pblicos, aqui ser considerado como
cidado).
4. A imagem ou smbolo escolhido ser recortado
em papelo, em tamanho grande, e pintado.
5. Os alunos escolhero uma cor para representar
a responsabilidade do cidado e uma cor para
a do servio pblico. Papis com as cores escolhidas
serviro de base para as observaes
feitas pelos alunos. Os alunos escolhero um
tamanho e um modelo para esta base.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P papelo, cola, tesoura,
papis coloridos, revistas
velhas, canetas coloridas,
barbante ou fio de nylon,
tinta e pincis.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P SAC
Resultados esperados:
a) Que o aluno seja capaz de identificar a parcela
de responsabilidade do cidado comum na
qualidade de prestao de servios pblicos.
b) Que o aluno perceba a importncia de reclamar
e de unir foras para cobrar a melhoria da
prestao de servios.
1
Te x t o
Objetivos
 Construo coletiva da obra aberta: SAC (servio
de atendimento ao cidado).
Introduo
Os servios pblicos, resultado do nascimento
das cidades, foram criados para organizar e
garantir para o cidado comum o acesso aos
servios essenciais  sobrevivncia e  ordem das
cidades. Com o tempo e em alguns pases,
acabou por se tornar uma mquina poderosa
para gerao de leis e impostos que, como o
texto aponta, s vezes nem sequer o cidado
usufrui. Todavia, h que se ressaltar tambm a
parcela de responsabilidade do cidado comum
para a me-lhor ou pior prestao do servio e
como ele poderia contribuir para torn-lo mais
eficiente.
6. Sero criados sobre os papis (base) desenhos
ou colagens de recortes de revistas, representando
por palavras ou imagens as situaes
listadas.
7. Os papis sero aplicados (colados ou dependurados)
sobre o smbolo do servio de
atendimento ao consumidor.
8. A obra coletiva poder ficar exposta na classe,
permitindo aos alunos acrescentar ou retirar
situaes.
9. Discusso final do exerccio tendo por foco os
diretos e deveres do cidado.
CP06_08_51P2.qxd 1/18/07 11:33 PM Page 13
rea: Cincias Nvel I e II
Com exceo do seu leo, a soja no  popular
no pas. Para melhor conhecer a soja e seus possveis
usos em nossa alimentao, pea aos
alunos que faam uma pesquisa sobre a utilizao
da soja na alimentao e tragam para a aula
amostras de soja em gros e, se possvel, alimentos
derivados da soja.
1. Divida a turma em grupos e pea aos alunos
que sugeram possveis usos da soja e de seus
derivados na alimentao. Os alunos devem
fazer analogia com o uso de outros gros em
nossa alimentao (feijo, gro de bico, etc.).
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Soja em gros e seus
derivados.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Soja, alimentao e sade
Resultados esperados:
a) Identificao dos benefcios do uso da soja na
alimentao;
b) Reconhecimento dos efeitos fitoterpicos da
soja na preveno do cncer.
2
Te x t o
Objetivos
 Identificar os efeitos benficos da utilizao da
soja na alimentao;
 Reconhecer os efeitos fitoterpicos da soja na preveno
do cncer.
Introduo
O texto trata da polmica causada pela introduo
na agricultura dos organismos geneticamente
modificados, estando a soja entre os gros
liberados para o plantio. A soja  benfica  sade,
por reduzir riscos de certas doenas degenerativas
e/ou crnicas, alm de possuir tambm
propriedades nutricionais. So essas caractersticas
que lhe conferem a propriedade de ser um
alimento funcional. Podemos encontrar na soja
minerais importantes, como ferro, potssio, magnsio,
mangans e cobre. Possui ainda vitaminas
do complexo B, alm de protenas e cidos graxos
poliinsaturados. Os efeitos fitoterpicos da
soja foram observados nas populaes que consomem
o alimento em quantidade, como nos
pases do Oriente, nos quais cnceres de mama,
colo de tero e prstata e doenas cardiovasculares
possuem menor incidncia do que nos pases
ocidentais. As isoflavonas, substncias qumicas
presentes na soja, podem reduzir os riscos de
alguns tipos de cncer, alm de contribuir para a
preveno da osteoporose e alvio de sintomas
associados  tenso pr-menstrual e  menopausa.
O rgo que trata de regulamentos para
medicamentos e para a produo de alimentos
nos Estados Unidos j recomenda o consumo de
soja diariamente para controlar nveis de colesterol
e triglicerdios, minimizando riscos de
enfarte, trombose, aterosclerose e acidentes vasculares
cerebrais (AVC), mais conhecidos como
derrame. A dose recomendada  de cerca de 60
g de gros de soja por dia.
Contexto no mundo do trabalho A soja, atualmente,
 dos cultivos mais importantes do Brasil, principalmente
na regio Centro-Oeste.
14  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
2. Propor a elaborao de um cardpio incluindo
a soja na alimentao diria.
3. Os grupos devem escolher um relator, para
fazer uma apresentao  turma das sugestes
do grupo.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  15
rea: Geografia Nvel II
1. Realizar a leitura do texto em sala de aula e em
grupos. Na medida da leitura sugerir a anotao
das idias principais bem como das dvidas;
2. Inicialmente esclarecer as dvidas que o texto
proporcionou e, em seguida, realizar uma discusso
em sala sobre o seu contedo a partir
das idias principais destacadas pelos grupos
e outras que o professor julgar necessrias;
3. Conceituar o significado de Organismos Geneticamente
Modificados (OGMs) e transgnicos,
destacando, no Brasil, a sua aplicao em
culturas de importao e de consumo interno,
como a soja, o algodo e o milho;
4. Solicitar aos alunos que pesquisem duas informaes
sobre as lavouras citadas acima: os
principais pontos de produo no Brasil e o
destino desta produo (exportao ou consumo
interno, ou mesmo ambos);
5. Associar a introduo de tecnologia transgnica
a produtos de grande consumo, seja no
mercado interno, seja no externo, como o caso
das lavouras de soja, milho e algodo;
6. Solicitar aos alunos que faam um pequeno
texto com as suas opinies sobre o assunto.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Transgnicos e as lavouras no Brasil
Resultados esperados:
a) Incorporar conhecimentos sobre o significado
e as conseqncias para o meio ambiente e a
sociedade da produo e consumo de OGMs;
b) Participar das discusses que se estabelecem
no pas sobre os efeitos dos OGMs nos seres
humanos;
c) Acompanhar e participar das movimentaes
sociais sobre a efetiva identificao dos produtos
que contenham esta nova tecnologia;
d) Desenvolver o hbito de se inteirar e participar
das discusses da atualidade que dizem
respeito  sade e bem-estar de si prprio como
cidado.
2
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a compreender o significado do
termo transgnico, qual a importncia do controle
destas lavouras e as incertezas que rondam
a sua utilizao. Possibilitar ainda com que o aluno
conhea maiores detalhes do peso que a soja
tem na movimentao do agronegcio no Brasil,
alm do milho e do algodo.
Introduo
O debate sobre a utilizao de produtos geneticamente
modificados ganhou terreno especialmente
na ltima dcada, quando estudos foram
apresentados mostrando a inexistncia de efeitos
nocivos ao consumo humano. De outro lado
pesquisas mostram que as incertezas so mais
consistentes do que as certezas sobre a ingesto
de OGMs. De qualquer modo um controle e fiscalizao
rigorosos devem ser exercidos, alm do
incentivo  participao pblica nos debates e da
maior exposio possvel de identificao dos
produtos que contm esta nova tecnologia.
Dicas do professor: O Site :
(http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagri
cultura/apostilatransgenicos/) disponibiliza uma cartilha gerada
por ONGs brasileiras sobre a questo dos transgnicos.
O site do MST (http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?
cd=329) apresenta razes contrrias ao cultivo de OGMs.
O site do IBGE (www.ibge.gov.br) contm variadas informaes
sobre o cultivo de soja, milho e algodo no Brasil,
especialmente nos censos agropecurios.
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rea: Portugus Nvel II
1. Trabalhar com o conhecimento prvio dos alunos
sobre transgnicos. Sugerimos as seguintes
perguntas:
a) Que so transgnicos? Resultam de experimentos
da engenharia gentica nos quais o
material gentico  movido de um organismo
a outro, visando a obteno de caractersticas
especficas.
b)  verdade que os transgnicos podem ser
usados com fins medicinais? O organismo
transgnico apresenta caractersticas impossveis
de serem obtidas por tcnicas de cruzamento
tradicionais.
c) Como os transgnicos alteram nossa qualidade
de vida? A alterao gentica  feita para
tornar plantas e animais mais resistentes e,
com isso, aumentar a produtividade de plantaes
e criaes.
d) Como os transgnicos podem afetar o meio
ambiente? A resistncia a agrotxicos pode
levar ao aumento das doses de pesticidas aplicadas
nas plantaes. As pragas que se alimentam
da planta transgnica tambm podem
adquirir resistncia ao pesticida. Para
combat-las seriam usadas doses ainda maiores
de veneno, provocando uma reao em
cadeia desastrosa para o meio ambiente
(maior quantidade de poluio nos rios e solos)
e para a sade dos consumidores. Uma
vez introduzida uma planta transgnica  irreversvel,
pois a propagao da mesma  incontrolvel
e no se podem prever as alteraes
no ecossistema que isso pode acarretar.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Sujeito de Infinitivo
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de escrever na norma culta.
2
Te x t o
Objetivos
 Utilizar, corretamente, sujeitos de infinitivo na
norma culta.
Introduo
Apesar do ou Apesar de o...?
16  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
2. Prticas lingsticas:
a) Pedir aos alunos que passem os verbos do
primeiro pargrafo para o infinitivo (fazer,
ter, ocorrer, surgir, agregar, ampliar).
b) Solicitar que observem a frase do texto: A
liberao definitiva, no entanto, veio acompanhada
de algumas condies, entre elas a
necessidade DE O agricultor ASSINAR uma
declarao.... Perguntar se, no padro culto,
essa frase possui algum erro. Solicitar que
observem a presena do verbo no infinitivo
na estrutura frasal. Observar que no houve
contrao (do agricultor), pois o agricultor
 sujeito do infinitivo e, pela norma culta,
no h sujeito preposicionado. Assim:
Apesar DE O produto transgnico PARECER
til, ainda no temos provas suficientes DE
ELE no ser NOCIVO ao homem.
c) Levar os alunos a perceber que a maioria dessas
construes acontece com as expresses:
PELO FATO DE, APESAR DE, ANTES DE,
DEPOIS DE, A POSSIBILIDADE DE, O DIREITO
DE.
d) Solicitar que criem frases com as expresses
acima e os verbos do primeiro pargrafo de
modo a no flexionar a preposio e o artigo
antes de sujeitos de infinitivo.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  17
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Pea que um estudante leia o texto em voz
alta; depois pea que outro estudante repita a
leitura.
2. Solicite que faam interpretao do texto,
respondendo em seus cadernos:
a) como traduzir para o portugus as siglas
CD e DVD?
b) Oual lugar ocupa o Brasil no mercado mundial
de DVD musical? O que diz o Relatrio
da pirataria musical? Por que a Federao
Internacional da Indstria Fonogrfica
quer acabar com a Pirataria?
3. Leitura dos escritos.
4. Divida a turma em trs grupos:
a) o primeiro, representando os interesses do
Estado, vai atacar a pirataria;
b) o segundo, representando os interesses dos
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Danando conforme a msica
Resultado esperado: Relacionar a questo da
represso  pirataria aos diferentes interesses do
Estado, empresrios e trabalhadores.
3
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os significados da pirataria, tendo
em conta os diferentes interesses de classe e/ou de
grupos sociais.
Introduo
Por que o texto diz que  preciso aumentar a
represso  pirataria? Quem ganha e quem perde
com a produo e venda dos CDs e DVDs piratas?
Para responder a estas perguntas, precisamos considerar
que a sociedade capitalista est calcada na
contradio entre capital e trabalho. Sem dvida,
perde o Estado que deixa de arrecadar impostos
dos fabricantes e comerciantes destes produtos.
Perde a populao brasileira, na sua imensa maioria
composta de pessoas pertencentes  classe trabalhadora,
que deixa de usufruir, ainda mais, da
prestao dos servios pblicos pelo Estado:
sade, educao, etc. Perdem os trabalhadores
autores que deixam de receber os seus direitos
como compositores e msicos. Sendo perseguidos
pela fiscalizao e pela polcia, perdem os trabalhadores
que, sem nenhum tipo de proteo trabalhista,
esto nas ruas tentando vender a mercadoria.
Perdem todos os trabalhadores que, ao vender
sua fora de trabalho para o capitalista, so explorados
no processo de fabricao do CD (sendo ele
pirata ou no!). Se no existisse a contradio
entre capital e trabalho, no seriam os trabalhadores
as principais vtimas dos processos de explorao
de seres humanos. Mas no podemos esquecer
que os empresrios que participam da Federao
Internacional da Indstria Fonogrfica tambm
perdem. Afinal, o que eles perdem?
empresrios da Federao Internacional da
Indstria Fonogrfica, tambm vai atacar a
pirataria;
c) o terceiro grupo, representando os interesses
dos trabalhadores, vai indicar o que os
trabalhadores ganham e perdem com a
pirataria musical.
5. Apresentao: cada grupo deve dispor de at
15 minutos para argumentar.
6. Debate: quem ganha e quem perde com a
pirataria?
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rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. A partir do texto, desenvolva a compreenso
leitora por meio das questes em espanhol, a
seguir:
a) Cules seran las causas del aumento de la
piratera fonogrfica en Brasil?
b) Es necesario combatir la piratera a nivel de
importadores, mayoristas, minoristas e incluso
ambulantes?
c) Cmo creen que debe actuar el gobierno?
d) Comenta la frase: La piratera es una actividad
ilegal sin ningn tipo de tributacin.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1 horas
Atividade P La piratera fonogrfica perjudica muchos puestos de trabajo
Resultado esperado: Produo de textos
argumentativos sobre a pirataria como atividade
ilegal e as propostas de aes para combat-la.
3
Te x t o
Objetivo
 Tomando como referncia o contexto social brasileiro,
identificar as causas do aumento da pirataria
e apontar propostas para seu combate.
Introduo
Em funo do aumento do comrcio pirata de
DVD no Brasil, muitos consideram que a pirataria
fonogrfica no  coisa de polcia, mas sim
um problema social que deve ser combatido com
campanhas educativas e publicitrias, porque 
preciso convencer os jovens. Os talentos da msica
no Brasil esto sendo lesados pela pirataria.
Calcula-se que 80 mil postos de trabalho desapareceram
desde 1997. Em entrevistas  BBC
Brasil, o atual ministro da Cultura, Gilberto Gil,
disse que a pirataria  comum em pases como o
Brasil, China e Rssia porque todos eles tm vastos
territrios e classes mdias empobrecidas que
atuam como mercado consumidor de discos ilegais.
Segundo ele, cabe ao Ministrio da Cultura
criar campanhas de esclarecimento contra a pirataria,
mas que coibir essa prtica compete 
Receita Federal e aos rgos policiais. O ministro
defendeu a criao de fruns antipirataria entre
os pases do Mercosul, para que um pas possa se
garantir e ainda ajudar seus vizinhos. E seus alunos
o que acham dessa prtica? De que maneira
eles observam essa questo: so consumidores
desses produtos ou se consideram profissionais
lesados pelo desaparecimento de postos de trabalho?
18  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  19
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler a notcia sobre falsificaes. Ouvir as opinies
dos alunos sobre produtos piratas. Debater
as opinies. Motiv-los para um julgamento;
2. Promover um jri simulado. Organizar tudo.
Escolher um promotor, um juiz, o jri popular,
um ou mais advogados de defesa e outros de
acusao. No centro, em julgamento, no banco
dos rus os produtos falsificados: CDs,
DVDs, cpias de livros e outros, ao lado a figura
em cartaz de um pirata moderno;
3. Cada grupo dever preparar seus textos, suas
falas, e, em seguida, a turma deve organizar a
sala em forma de tribunal. Se for possvel,
usar roupas, objetos que representem uma
situao real. O grupo deve investigar a legislao
em vigor. (O professor poder trazer para
a sala textos sobre essa legislao);
Descrio da atividade
Atividade P Falsificaes: os piratas modernos
Resultados esperados:
a) Que os alunos discutam, sistematizem e expressem
suas opinies sobre o tema em questo.
b) Jri simulado: julgamento pblico
3
Te x t o
Objetivo
 Analisar os impactos da pirataria na economia e na
cultura do pas
Introduo
Os produtos piratas, especialmente os culturais:
cpias de livros, CDs, DVDs so comuns em nosso
pas. Circulam em escolas, ruas, universidades,
bares, lares, etc., livremente na maioria das vezes.
De onde vem este termo usado para designar produtos
e produtores? Do italiano pirata, palavra
derivada do latim piratae e este do grego peirates).
Surgiu no fim do sculo XV e incio do sculo
seguinte, junto com o holands piraat, o sueco e
dinamarqus pirat e o alemo Pirat. Antes, porm,
j eram registrados o francs pirate (em 1448) e o
ingls pirate em 1426; o grego peirats, oriundo
do verbo grego peirn (significando atacar, assaltar)
e o latim pirta, com sentido semelhante (-
ladro do mar). Assim, pirata na histria  o
ladro do mar, aquele que no respeita s leis do
pas nem s convenes internacionais, que ataca
pessoas no mar ou na costa para se apoderar dos
seus bens (http://www.novomilenio.inf.br). A histria
do Brasil registra inmeros ataques de piratas
de vrias naes que navegavam pelo Atlntico
em busca de pau-brasil, especiarias, metais preciosos.
Piratas, bucaneiros, corsrios alvejaram a
costa do Brasil, muitos deles deixaram registros
como Drake, Fenton e Ward, Cavendish e Cook,
Spilbergen e Francisco Duclerc. E a pirataria na
atualidade? Quais so seus impactos na sociedade,
na cultura? Como so combatidos? O que os
piratas urbanos, modernos tm a ver com os antigos
piratas? No Brasil h leis, polticas de combate
 pirataria? Vamos debater essas questes?
Dicas do professor: Site do Ministrio da Justia:
http://www.mj.gov.br/combatepirataria
Materiais indicados:
P Legislao, texto da
Constituio e se possvel
roupas tpicas de um tribunal.
Tempo sugerido: 3 horas
4. Ao final da sesso o juiz deve proferir a sentena
e a justificativa desta, por escrito e oralmente;
5. Os advogados podero fazer um outro texto,
recorrendo da deciso do juiz.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Se em 2004 foram vendidos ilegalmente aproximadamente
456 milhes de DVD musical, e
em 2005 teve um aumento de 2% nas vendas.
Qual o nmero de DVDs vendidos em 2005?
2. Considerando que uma transportadora de cargas
de DVD tem a capacidade de 432 malotes
com 50 DVDs cada malote, responda:
a) Quantos DVDs tm essa carga?
b) Se cada DVD custa R$92,00, encontre qual
 o valor da carga;
c) O pagamento  transportadora ser de 3%
do valor da carga total de DVDs. Calcule
quanto esta transportadora ir receber;
d) Encontre a taxa percentual representada
pelo nmero de discos piratas vendidos no
mundo;
e) Levando em conta que um DVD pirata
custa R$35,00 e um DVD original custa
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Calculadora, CD original
e CD pirata.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Pirataria no  legal.
Resultados esperados:
a) Verificar que ao adquirir um produto pirata o
consumidor est levando para casa um produto
falsificado e ilegal e de qualidade inferior;
b) Resolver situaes matemticas que envolvam
conceitos como: porcentagem e operaes
aritmticas elementares.
3
Te x t o
Objetivos
 Conscientizar que a compra e venda de produtos
piratas  ilegal;
 Envolver o tema pirataria com situaes matemticas
que mostram dados reais de ilegalidade
e perdas.
Introduo
A pirataria diz respeito  cpia, venda e distribuio
de material desconsiderando os direitos
autorais, semelhante ao plgio que  crime, pois
 cpia, ou seja, apropriao do trabalho de
outrem. No Brasil existe a Lei Antipirataria, que
 a de nmero 10.695, criada em 01/07/2003 a
qual faz parte do cdigo de Processo Penal. H
punio e dependendo do caso a pena pode chegar
a quatro anos de recluso e multa. Embora
exista a Lei a pirataria  muito praticada no
Brasil e em muitos outros pases. Muitas pessoas,
por falta de emprego e de alternativas, trabalham
informalmente mesmo sem garantia de
estabilidade e direitos e, ainda, ilegalmente. Qual
seria, em sua opinio, a alternativa para acabar
com essa situao de pirataria? Por que a Lei no
consegue impedir a venda de produtos piratas?
O que ser que levou o Brasil a ser o 7. maior
mercado no mundo de DVD musical?
Dicas do professor:
a) Site: www.1.folha.uol.com.br
b) Site: www.socimpro.org.br
c) Faa comparaes entre CDs originais e piratas.
20  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
R$82,80. Calcule qual  a diferena paga
na compra de 4 DVDs piratas para 4 DVDs
originais.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  21
rea: Portugus Nvel I e II
A) Escrever no quadro ou entregar digitadas as
seguintes frases:
1. O Relatrio da Pirataria Comercial de 2005,
da Federao Internacional da Indstria
Fonogrfica, alerta que, a cada trs discos
musicais vendidos no mundo, um  pirata.
2. No mercado brasileiro, essa proporo 
muito maior: o comrcio pirata supera ligeiramente
o de discos vendidos dentro da lei.
3. O relatrio destaca que as aes de combate 
pirataria musical tm surtido efeito e as vendas
ilegais, no mundo todo, cresceram apenas
2% em 2004, o menor nvel em cinco anos.
4. A IFPI aponta dez pases onde considera
urgente aumentar a represso  pirataria e o
Brasil  um deles.
5. As atenes se voltaram para c porque as
vendas de DVD musicais aumentaram 100%
em 2004, o que levou o pas a ser o 7- maior
mercado no mundo de DVD musical.
B) Informar que todas as frases formam um
nico pargrafo e j esto ordenadas. Foram
omitidas, porm, as palavras PORM e ENTRETANTO,
que fazem parte da constituio
de sentido de dois dos perodos.
C) Solicitar que reescrevam o pargrafo, acrescentando
as duas conjunes.
D) Conferir com o original.
Descrio da atividade
Atividade P Coeso Textual; Uso de MAS e PORM
Resultado esperado: Entendimento do sentido
dado pelas conjunes adversativas nos
perodos.
3
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer correta coeso: uso das conjunes
adversativas.
Introduo
Qual  a idia contida em adversativa?
Tempo sugerido: 2 horas
E) Discutir o valor dessas conjunes no sentido
do texto. Pedir que substituam mas e
porm por outras palavras de igual sentido
(contudo, entretanto, no obstante, todavia).
F) Perguntar: por que o autor usa a palavra
pirata para produtos falsificados? Que
outros termos metafricos poderiam substitulo?
Conversar com os alunos sobre a problemtica
da pirataria.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Divida a turma em grupos e d para cada um
deles duas embalagens de alimentos diferentes:
uma de um produto industrializado (enlatado
de milho, uma caixa de biscoito, de suco
de fruta, de gua-de-coco, uma lata de refrigerante,
etc.) e outra de um produto no industrializado
(fruta, verdura, etc.).  interessante
que cada grupo receba embalagens de produtos
diferentes.
2. Sobre um papel pardo e utilizando pincis
atmicos, gravuras de revistas e esboos, pea
que eles desenhem a cadeia produtiva de cada
um dos alimentos recebidos, desde o plantio
at a mesa. Oriente que os desenhos devem
indicar os produtos que so usados em cada
etapa, tais como combustvel, energia eltrica,
e que tipo de interferncia no ambiente cada
etapa provoca.
3. Ao final dos desenhos pea que os alunos analisem
e justifiquem qual das duas cadeias 
mais prejudicial ao meio ambiente; a do produto
industrializado ou a do no-industrializado?
4. Aps as apresentaes dos trabalhos ao grande
grupo, proponha que os alunos leiam o texto.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Papel pardo, pincel atmico,
revistas para recorte
de gravuras, cola,
tesoura.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Cadeia produtiva e aquecimento global: percebendo relaes
Resultados esperados:
a) Desenho representativo de uma cadeia produtiva.
b) Percepo sobre hbitos de consumo e sua
relao com o meio ambiente.
4
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer uma seqncia temporal e espacial
atravs do desenho de uma cadeia produtiva,
identificando nela momentos ou etapas que
contribuem para o aquecimento global.
Introduo
O texto defende a tese de que os hbitos alimentares
tm relao com o ambiente e o aquecimento
global pela emisso de gases de efeito
estufa durante o processo de industrializao.
Por outro lado, existe a tese de que s  possvel
alimentar o total de pessoas do planeta com a
industrializao dos alimentos. Alm disso, o
ritmo de vida dos tempos atuais leva-nos cada
vez mais ao fast-food.  possvel reverter esta
tendncia? A industrializao do alimento  a
soluo para a alimentao nos dias de hoje? O
Que dificulta ou impede que adotemos hbitos
alimentares mais saudveis?
Dicas do professor: Esta atividade tambm pode ser
elaborada a partir do texto 1.
22  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
5. Com base nas cadeias desenhadas e na anlise
realizada no passo 3, promova um dilogo
sobre a tese do texto: O hbito alimentar tem
influncia sobre o meio ambiente e aquecimento
global? No que podemos contribuir
para mudar esta situao? Como e por que
passamos a utilizar alimentos industrializados?(
Outras questes podem ser propostas.)
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  23
rea: Geografia Nvel II
1. Conversar com os alunos sobre os hbitos alimentares,
os gostos, os produtos mais consumidos
e aqueles que gostariam de consumir;
2. Discutir o fenmeno do fast-food como um
hbito que atinge os trabalhadores dos grandes
centros urbanos;
3. Ler e discutir o texto relacionando-o ao meio
ambiente, ao aquecimento global do planeta;
4. Elaborar uma lista de alimentos, comidas industrializadas
que, consumidos em grande
escala, podem prejudicar o meio ambiente e a
sade. Discuta as razes e as implicaes;
5. Elaborar um cardpio para uma semana, relacionando
alimentos que no prejudicam o
meio ambiente e contribuem para uma vida
mais saudvel, ecologicamente correto.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Papel pardo, pincis, imagens,
cola, tesoura
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Fast-food e aquecimento global
Resultados esperados:
a) Elaborao de um cardpio saudvel e no
prejudicial ao meio ambiente.
4
Te x t o
Objetivo
 Relacionar hbitos alimentares e aquecimento
global
Introduo
Quem diria fast-food, comida rpida, processada
em larga escala por grandes empresas transnacionais
no tem a ver apenas com a sade das
pessoas, mas tambm tem tudo a ver com a sade
do planeta, ou melhor, com o aquecimento
global do planeta. Isto coloca em discusso os
hbitos alimentares da sociedade contempornea.
Os alimentos industrializados ricos em protena
animal contribuem para o agravamento dos
problemas ambientais, enquanto a dieta vegetariana,
os derivados de ovos, leite e aves podem
ter um impacto positivo no meio ambiente.
Quais as principais razes deste fato? Como a
mudana de hbitos alimentares pode trazer
impactos positivos e negativos  sade dos indivduos
e do meio ambiente? Vamos repensar nossos
hbitos com os alunos?
Dicas do professor: Sites: www.akatu.org.br
http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/promocaoalimentacao.
php
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que faam uma lista dos alimentos
funcionais que conhecem;
2. Utilizando esta lista, pea que eles classifiquem
os alimentos que costumam fazer parte
de sua dieta como alimentos funcionais ou no
funcionais.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Semente de linhaa na alimentao natural
Resultados esperados:
a) Reconhecimento de algumas substncias presentes
na semente da linhaa e seus benefcios
potenciais  sade;
b) Diferenciao dos alimentos funcionais dos
demais alimentos.
4
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer algumas substncias presentes na
semente da linhaa e seus benefcios potenciais 
sade;
 Introduzir o conceito de alimento funcional.
Introduo
O texto relaciona o tipo de alimentao com a
energia necessria para sua produo e estocagem,
e conclui que a alimentao vegetariana 
aquela que demanda menor energia. Muitas sementes
fazem parte da alimentao vegetariana,
entre elas se destaca a semente de linhaa, que 
um alimento funcional. Alimentos funcionais,
alm de satisfazerem os requisitos nutricionais,
promovem tambm outros benefcios fsicos e
mentais: preveno de problemas intestinais e de
colesterol, presso alta, cncer, etc. A semente de
linhaa  rica em substncias como o cido graxo
alfa-linolnico, que protege as funes cardiovasculares
e o cido linolico, com funo antiinflamatria,
alm de vitamina B e clcio. Possui tambm
elevadas concentraes de cidos graxos
mega 3 e 6, so importantes para a preveno
de doenas cardacas, j que previnem a formao
de placas de gordura nos vasos sanguneos,
alm de reforar o sistema imunolgico (de defesa)
e de contribuir para a melhoria da pele, cabelos
e unhas e do humor, em casos de depresso.
Esta semente contribui para a renovao das
clulas e auxilia na preveno de sintomas
associados  tenso pr-menstrual. Como  rica
em fibras (solveis e insolveis), ela tambm
contribui para regular as funes intestinais e
auxiliar no tratamento de diabetes e de nveis
altos de colesterol ruim (LDL) no sangue, j que
as fibras absorvem toxinas, acares e gordura. A
linhaa tambm  fonte de lignana, substncia
assemelhada ao hormnio estrognio, e que 
considerada um poderoso antioxidante e anticancergeno,
protegendo as mulheres de tumores
nas mamas, miomas uterinos e dos sintomas da
menopausa. Nos homens, a linhaa poderia contribuir
no tratamento do cncer da prstata.
Contexto no mundo do trabalho A introduo de alimentos
funcionais nas dietas dos trabalhadores do
campo e urbano pode contribuir para a melhoria da
sade e da qualidade de vida desses profissionais,
alm de gerar empregos nos diversos elos da cadeia
produtiva relacionada a esses alimentos.
24  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  25
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Proponha uma atividade de explorao do lxico
espanhol a partir do texto em portugus:
a) Ejemplos: los gases de efecto invernadero  el
calentamiento de la Tierra  el cambio climtico
 los combustibles derivados del petroleo 
los transportes  la salud del planeta  la
comida rpida  los hbitos alimentarios/ alimenticios
 la dieta vegetariana  la carne roja
 el pescado  el consumidor consciente.
b) Os alunos em duplas, devem utilizar os conhecimentos
bsicos do espanhol e de seus
mecanismos como meio para elaborar frases
ou pequenos textos com as expresses acima.
c) Pea a cada dupla que leia o texto elaborado.
d) Faa as correes necessrias.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Revistas, folhetos sobre o
tema
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P El calientamiento de la Tierra y los alimentos fast food
Resultado esperado: Expressar-se por escrito
usando o lxico espanhol sobre os hbitos alimentares
e o aquecimento global.
4
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relaes entre os hbitos alimentares
e a degradao do meio ambiente.
Introduo
De acordo com as Naes Unidas desde o perodo
pr-industrial o aquecimento global vem incrementando
aceleradamente as concentraes
de gases de efeito estufa. As aes humanas,
principalmente as da atividade industrial, so as
grandes produtoras desses gases. So difceis de
avaliar os custos econmicos e sociais da mudana
climtica, mas trs importantes efeitos devem
ser registrados: os danos  sade humana, o
aumento da mortalidade e a destruio de ecossistemas.
O texto nos diz que se tivssemos hbitos
alimentares mais saudveis como uma
dieta vegetariana que  a que menos impactos
traz para o equilbrio climtico da Terra, ou dietas
 base de carnes de aves e dietas com poucos
alimentos industrializados no agrediramos tanto
o meio ambiente. Como cada um de ns pode
contribuir para evitar o aquecimento global? Que
aes podemos fomentar em nossa prpria famlia,
na comunidade e no trabalho em relao aos
hbitos alimentares?
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rea: Geografia Nvel II
1. Realizar uma leitura comentada do texto em
sala de aula, solicitando aos alunos que anotem
as idias principais;
2. Solicitar aos alunos que exponham essas idias
para se construir uma noo bsica coletiva a
partir destes relatos;
3. Identificar os quatro nveis de agresso ao
meio ambiente conforme o grupo de alimentos
consumidos. Apontar ainda os motivos da
agresso de cada um;
4. Debater com os alunos o impacto exercido
pela queima de combustveis fsseis na gerao
de gases poluentes e responsveis pelo
aquecimento global;
5. Identificar quem so os pases desenvolvidos
responsveis pelo consumo exagerado, associando
com os fatores que possibilitam tal
ocorrncia: renda per capita elevada, forte
apelo ao consumo, ideal de vida consumista
associado  felicidade, entre outros;
6. Associar com os alunos o consumismo exacer-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Hbitos alimentares e aquecimento global
Resultados esperados:
a) Compreender a relao entre o modo de vida
das populaes (seus hbitos e costumes) e a
natureza;
b) Incorporar conceitos relativos aos hbitos alimentares,
consumo consciente e meio ambiente;
c) Participar de campanhas pelo consumo sustentvel
e contra o consumismo desenfreado.
4
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar ao aluno compreender a relao
entre os hbitos de consumo alimentares da
populao e seus efeitos sobre o meio ambiente;
 Identificar o grupo de pases que mais consomem
alimentos industrializados e que, portanto,
so responsveis pela maior emisso de
gases geradores de poluio;
 Compreender que a defesa do meio ambiente 
dever de todos os pases, independente de sua
posio econmica.
Introduo
O nvel de consumo das populaes dos pases
ricos  gerador de forte impacto ambiental, seja
pela quantidade de produtos consumidos, seja pela
qualidade.  neste caso que entram os alimentos.
O texto mostra uma relao entre o tipo de alimento
consumido (hbitos alimentares de uma
populao) e seu impacto no meio ambiente, ou
seja, os alimentos industrializados demandam um
suporte em embalagens, refrigerao, transportes
adequados, consumo de energia, entre outros, que
provocam uma mobilizao de recursos gigantesca,
resultando forte agresso ao meio ambiente.
26  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
bado com a degradao do meio ambiente e o
esgotamento das reservas naturais;
7. Comparar o nvel de consumo nos pases ricos
com o dos pases pobres (dependentes) apontando
que o planeta no suportaria que todos
se nivelassem pelos pases desenvolvidos, o
que nos levaria a um colapso ambiental e
social;
8. Produzir uma sntese dos debates e das concluses
da anlise do texto e solicitar aos
alunos que as anotem no caderno e que, em
seguida, produzam slogans, frases de alerta
sobre os hbitos alimentares e seu impacto na
vida do planeta.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  27
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Depois da leitura do texto, pergunte aos alunos
quanto de comida processada eles normalmente
consomem. Pergunte a eles o que
eles fazem com todas as embalagens (de refrigerante,
de comida, de produtos de limpeza,
de roupas e calados, etc.). A grande maioria
dir que coloca essas embalagens no lixo. Ento
diga a eles que eles vo aprender o nome
dessas embalagens em ingls.
2. Apresente os seguintes nomes na lousa (apenas
a primeira coluna):
Carton  Milk / Juice / Eggs
Pack  Toilet Paper / Biscuits
Bottle  Soft Drinks / Water
Can  Tomato Sauce / Tuna Fish / Condensed
Milk
Box  Shoes / Cell phones / TVs
Bag  Salad / Fruits
Gift wrapping paper  Presents
Tube  Toothpaste / Ointments
Aluminium Foil  Prepared Food
Foam tray  Meat (chicken, beef)
3. Depois de ler com eles as palavras da primeira
coluna, d a eles as palavras da segunda coluna,
s que fora de ordem. Eles devero ligar a
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 60 minutos
Atividade P Matching
Resultados esperados: Aprender nomes de
embalagens em ingls.
4
Te x t o
Objetivo
 Ensinar aos alunos o nome de algumas embalagens
de produtos em ingls.
Introduo
O texto trata da relao de nossa alimentao
com o nvel de aquecimentos global, j que
muitos dos produtos consumidos tm alto grau
de processamento.  interessante mostrar aos
alunos como certos tipos de embalagens so
chamados em ingls.
embalagem ao produto correto. Pea a eles que
no consultem nenhum material e apenas usem
a imaginao. Quando terminarem, corrija com
eles, verificando quantos acertos eles obtiveram.
Ento pea a eles que digam quais embalagens
utilizam com mais freqncia e por que.
Eles escrevero nomes de produtos que normalmente
consomem e colocaro ao lado o tipo de
embalagem (em ingls) utilizada.
4. Se quiser, pode pedir a eles que faam uma
pesquisa sobre o tempo necessrio para que
esses materiais sejam reabsorvidos pela
natureza. Pode-se realizar a pesquisa em
ingls ou portugus.
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rea: Matemtica Nvel II
1. Apresente aos alunos o seguinte problema:
a) Considere uma cidade com populao de
100.000 habitantes, em 2000 que cresce a
uma taxa de 10% ao ano. Calcule a populao
a cada ano at o ano de 2005, elaborando
uma tabela como a seguinte:
ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005
populao 100.000 110.000 121.000 133.100 146.410 161.051
b) Imagine que essa cidade consumiu 500 toneladas
de alimentos industrializados no
ano 2000 e o consumo de alimentos industrializados
nessa cidade aumenta 20% a
cada ano que passa. Calcule o consumo
desse tipo de alimento a cada ano at o ano
de 2005, elaborando uma tabela como a
seguinte:
ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Consumo
(em 500 600 720 864 1.036,8 1.244,16
toneladas)
c) Considere que a queima de combustveis fsseis
poderia ser de 20 litros para cada tonelada
de alimento industrializado consumido.
Elabore uma terceira tabela estimando a
queima de combustveis a cada ano:
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Calculadora, papel melimetrado
ou quadriculado
(para os grficos).
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O crescente consumo de produtos industrializados e o aquecimento global.
Resultados esperados: Que os educandos:
a) Estabeleam relaes entre a nossa alimentao
e o aquecimento global;
a) Resolvam clculos matemticos que envolvam
o assunto tratado no texto usando conceitos
de: regra de trs, grficos de linhas e funo de
1. grau.
4
Te x t o
Objetivos
 Desenvolver situaes matemticas que permitam
ao estudante perceber uma relao entre
duas variveis, preparando para a construo
do conceito de funo.
 Despertar no estudante a importncia de sua
parcela de contribuio nas questes do meio
ambiente.
Introduo
Pergunte aos alunos se eles tm idia dessa
relao entre a alimentao e o consumo de combustveis,
tratada no texto. Discuta com eles sobre
o que poderamos fazer para mudar nossos
hbitos alimentares.
28  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Queima
de 10.000 12.000 14.400 17.280 20.736 24.883,2
combustveis
(em litros)
d) Construa dois grficos de linha: o primeiro
representando a variao da populao em
relao ao ano e o segundo representando
a queima de combustveis por ano.
2. Pea que formem grupos para discutir os dois
grupos. Pea que cada grupo escolha um relator
para apresentar as concluses para a turma.
3. Debata com os alunos as concluses apresentadas,
destacando a importncia da mudana
dos hbitos de consumo de alimentos para
contribuir com a preservao do equilbrio
ambiental.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  29
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Pergunte aos alunos se sabem quantos quilos de
alimentos comem em um dia? Proponha que estimem
as respostas em termos de quilo. Problematize
as diferentes situaes que surgirem:
comer em casa, no trabalho, em restaurantes,
etc. Quem come em restaurante a quilo, pode
dizer qual o peso mdio de sua comida ajudando
os demais nas suas estimativas.
2. Pergunte se sabem quanto de alimento eles
jogam fora por dia? Novamente proponha que
faam estimativas em termos de quilo (ou frao).
Ajude-os a pensar em diferentes situaes:
restos de comida (em casa ou restaurante), partes
no aproveitadas como cascas, talos, etc.
3. Organize os alunos em grupos e pea que somem
as quantidades desperdiadas pelo grupo
e comparando com os dados no item 1,
avaliem quantas pessoas se alimentariam com
o desperdcio do grupo.
4. Leia o texto em voz alta com os alunos e chame
a ateno para os nmeros nele presentes.
Destaque os valores muito altos. Compare
com quantidades conhecidas para ajud-los a
significar: num estdio de futebol cabem 10
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Calculando o desperdcio
Resultados esperados:
a) Estimativas adequadas para quantidade de
alimento ingerido e desperdiado por dia.
b) Clculos do desperdcio de alimento.
5
Te x t o
Objetivos
 Compreender o tamanho do desperdcio de alimentos
no Brasil.
 Realizar estimativas sobre seu prprio consumo
e desperdcio de alimentos.
 Identificar, no texto, dados necessrios para
realizar um clculo solicitado.
Introduo
O texto nos pe a pensar sobre dois graves problemas
brasileiros: a fome e o desperdcio de alimentos.
Ambos so indesejveis e um poderia reduzir
o outro. Quando jogamos fora um alimento que
sobrou ou que estragou, pensamos no outro que
tem fome? J nos demos conta do que desperdiamos?
Fazemos idia do que sejam 22 milhes de
pessoas passando fome? A atividade a seguir
prope significar as quantidades indicadas no
texto de modo que se possa compreender a mensagem
do mesmo na relao com nossas prprias
atitudes diante do desperdcio e da fome de alimentos.
mil pessoas, e 22 milhes de pessoas quantos
estdios encheriam? O importante  que eles
percebam que 22 milhes de pessoas  muita
gente.
5. Proponha que os grupos releiam o texto e
respondam as seguintes questes:
a) Se o PIB brasileiro para 2006 est previsto
em cerca de R$ 2 trilhes, qual ser o valor
do desperdcio. (Eles devem procurar no
texto os dados para calcular esta resposta:
1/4 do PIB  desperdiado.)
b) Quantas pessoas se alimentariam com os
500 g/dia de alimentos jogados fora pela
classe mdia em uma semana? E em um
ms? Oriente para que usem as estimativas
do item 1 para realizar estes clculos.
6. Pea que o grupo escreva um texto sobre o que
acham do desperdcio e da fome e o que eles
podem fazer para minimizar estes problemas.
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rea: Artes Nvel I e II
Esta atividade pode ser realizada em grupo ou
individualmente.
1. O aluno dever observar seus hbitos de alimentao.
2. Anotar todos os ingredientes presentes em um
almoo ou jantar que normalmente faa.
3. Anotar todas as partes que normalmente despreza,
tais como: cascas de frutas, talos de
legumes, etc.
4. Pesquisar os nutrientes presentes nas partes
desprezadas.
5. Criar, observando as sugestes do texto selecionado,
possibilidades de utilizao dessas
partes normalmente desperdiadas, atravs de
receita culinria ou outra forma de utilizao.
6. Apresentao e discusso dos resultados. Se
possvel, fazer uma degustao de receitas
pesquisadas.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Somos o que comemos e o que desperdiamos.
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa compreender que os hbitos
alimentares fazem parte da cultura e que,
por isso mesmo, podem ser transformados,
modificados.
b) Que o aluno possa aprender sobre um melhor
aproveitamento dos alimentos e torn-lo parte
de seus hbitos culturais.
c) Que o aluno possa conhecer outros tipos de
alimentos e receitas, colaborando com a chamada
culinria inteligente.
5
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar sobre nutrientes contidos em partes
dos alimentos que normalmente no so
aproveitados (ex. casca de uva);
 Criar receitas com o aproveitamento de alimentos,
seguindo o exemplo do texto selecionado.
Introduo
Dizem que somos aquilo que comemos. As mudanas
alimentares ocorrem de regio para regio.
Mas, ento, o que comemos? Quanto de
cada alimento desperdiamos e desprezamos? O
texto nos forneceu indicaes e informaes muito
valiosas sobre como aproveitar alimentos, principalmente
das partes que nos acostumamos a
desperdiar. Muitas empresas e organizaes juntaram-
se ao programa Mesa Brasil para o aproveitamento
de alimentos de restaurantes e supermercados
que so levados aos locais onde h necessidade.
At mesmo uma grande empresa de
transporte de documentos e encomendas decidiu
incluir nas suas obrigaes dirias a coleta de alimentos
e entrega nos locais cadastrados pelo programa
Mesa Brasil em cada cidade em que tem
escritrio. Iniciativas como essa acontecem cada
vez mais por todo pas. Individualmente tambm
as pessoas passam a participar e colaborar com o
aproveitamento de alimentos.
30  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  31
rea: Cincias Nvel I e II
Alimentos industrializados podem possuir quantidades
elevadas de sdio, que devem estar informadas
no rtulo.
1. Pea aos alunos que tragam embalagens de
produtos industrializados.
2. Usando as informaes das embalagens, os
alunos devem fazer um levantamento da
quantidade de sdio presente nos alimentos -
por poro e por produto.
3. Pea aos alunos que avaliem a contribuio
dos alimentos analisados para se alcanar a
quantidade recomendada de ingesto de sal,
Descrio da atividade
Material indicado:
P Embalagens de alimentos
industrializados.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Sal e a sade
Resultados esperados:
a) Identificao de formas de obteno do sal;
b) Identificao de funes do sal no metabolismo
e conseqncias de seu uso excessivo.
5
Te x t o
Objetivos
 Identificar formas de obteno do sal;
 Identificar funes do sal no metabolismo e
conseqncias de seu uso excessivo.
Introduo
O texto aborda o combate ao desperdcio pelo
programa Culinria Inteligente e apresenta duas
receitas. Ambas contm sal em seus ingredientes.
O sal  a substncia denominada cloreto de sdio
(NaCl), um slido cristalino branco, usado na alimentao.
O NaCl pode ser obtido por meio de
evaporao da gua do mar ou em minas natural
de sal, a cu aberto (sal mineral ou halita). O
sdio presente no sal atua no metabolismo, mantendo
o equilbrio entre os fluidos dentro e fora
das clulas, alm de auxiliar a transmisso de
impulsos nervosos pelo corpo e no crebro. O sal
est presente na maior parte dos alimentos e no
corpo de uma pessoa adulta h cerca de 250 g,
mas seu consumo excessivo causa preocupao
devido ao sdio que ele contm. Excesso de
sdio est relacionado a hipertenso, j que um
aumento do teor de sdio no organismo exige
mais lquido para manuteno da concentrao
de sdio no sangue. Os rins retiram menos lquidos
do organismo e o corao precisa bombear
mais fortemente para manter um volume maior
de lquido em circulao, o que aumenta a
presso arterial. Associa-se tambm o consumo
excessivo de sal a: derrame, catarata, problemas
renais, etc. Recomenda-se a ingesto de cerca de
2,4 g de sal por dia por pessoa saudvel (uma
colherinha de ch de sal). No Brasil, o consumo
pode chegar quase ao triplo, devido ao sal que 
adicionado na preparao do alimento. O sal de
cozinha  uma mistura de sal e de iodo, um
micro nutriente essencial na sntese de hormnios
pela glndula tireide. Seu uso pode prevenir
os distrbios por deficincia de iodo, como
bcio, mau desenvolvimento de crebro e retardamento
mental em crianas, etc.
que  de 2,4 g de sal por dia por pessoa saudvel.
4. Proponha que avaliem se a quantidade de sal
que consomem diariamente est dentro do
considerado saudvel.
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rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto no pargrafo Retrato
da discrepncia  Os nmeros da fome
no Brasil;
2. Solicitar aos alunos que identifiquem no texto
alguns dos dados relativos ao desperdcio de
alimentos no Brasil:
a. Proporo do PIB que  desperdiado (esclarecer
o significado de PIB);
b. Nmero de famlias que poderiam ser beneficiadas
com a eliminao do desperdcio
(realizar uma projeo de quatro pessoas
por famlia para se ter o nmero de habitantes
beneficiados);
c. Percentual de desperdcio de acordo com o
IBGE;
d. Desperdcio de acordo com a Embrapa:
e. O nmero de pessoas que sofrem privaes
nutricionais no Brasil;
f. O nmero de famintos de acordo com o Ipea;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A fome num cenrio de desperdcio
5
Te x t o
Objetivo
 Possibilitar ao aluno uma reflexo a partir da
contraposio entre a fome e suas conseqncias
sociais e o desperdcio de alimentos no
Brasil, duas realidades que se contrapem, mas
que convivem cotidianamente em nosso pas.
Introduo
A fome no  um fenmeno da atualidade: ela
tem acompanhado a histria do Brasil e dos
brasileiros ao longo dos sculos de sua existncia.
A escravido no passado e a renda insuficiente
de hoje transformam grandes parcelas da
populao brasileira em grupos marcados pela
subnutrio ou mesmo desnutrio. A alimentao
bsica do brasileiro decorre diretamente de
sua capacidade em adquirir alimentos variados e
de qualidade e, como vivemos um tempo marcado
pelo desemprego e a constante queda no
poder aquisitivo, o problema em vez de ser
resolvido, agrava-se. Mais dramtica ainda se
torna a situao se considerarmos que boa parte
do que se produz  desperdiada.
32  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
Resultados esperados:
a) Refletir sobre os custos sociais, econmicos e ambientais
do desperdcio de alimentos no Brasil;
b) Adquirir conscincia sobre os hbitos de consumo
de alimentos, evitando ao mximo perdas
e compra de produtos inadequados e inapropriados
ao consumo;
c) Divulgar entre os conhecidos hbitos alimentares
saudveis e o aproveitamento eficiente de
alimentos que so desperdiados diariamente.
g. O nmero de famintos de acordo com a
FAO (ONU);
3. Aps a identificao das informaes acima
extradas do texto, solicitar aos alunos que
escrevam um pequeno texto sobre suas concluses
a partir da comparao dos dados
entre fome e desperdcio;
4. Realizar a leitura dos textos em sala identificando
os pontos em comum entre eles a partir
de suas argumentaes.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  33
rea: Portugus Nvel I e II
1. Discutir o texto com os alunos. Verificar se
conhecem receitas econmicas e o que aprenderam
sobre economia com a leitura.
2. Pedir que observem a frase: A semente para o
preparo integral dos alimentos foi lanada h
dez anos.
Explicar: Na indicao de um espao de tempo,
tanto se pode usar a como h. Usamos
h quando se trata de um espao de tempo
que j passou: (Fiz isso h dez anos. Ela saiu
h dez minutos. (Observar que, normalmente,
 possvel substituir o h por faz). Usamos
o a quando se trata de um espao de tempo
que ainda no passou (Ela voltar daqui a dez
minutos. Implantarei o sistema daqui a dez
anos).
3. Pedir que, em equipe, criem um cartaz para
falar de economia de alimentos que inicie por
H. Depois, pedir que criem outro iniciado
por DAQUI A. Os cartazes podero conter
receitas e, ainda, ser expostos no mural da
escola para que todos possam aprender a
economizar.
4. Solicitar que criem um caderno de receitas
econmicas. Se possvel, criar o dia da
economia. Nessa oportunidade os alunos
prepararo, na escola, algumas receitas que
sero provadas na festa ou traro de casa as
comidas feitas a partir das receitas.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolinas, folhas de sulfite.
Tempo sugerido: 6 aulas
Atividade P Festa na sala. Uso de "A" e "H" (cartazes e caderno de receitas)
Resultado esperado: Praticar a escrita de
diversos gneros textuais e usar corretamente
h e a na norma culta.
5
Te x t o
Objetivo
 Grafar corretamente A e H na indicao de
espao de tempo.  Criar cartazes e livro de
receitas econmicas.
Introduo
Ela saiu A dez minutos? ou Ela saiu H dez
minutos?
CP06_08_51P2.qxd 1/18/07 11:33 PM Page 33
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Em dias anteriores, pea a seus alunos que
faam uma pesquisa com seus familiares, amigos
ou colegas de trabalho perguntando:
Conhece o Cdigo de Defesa do Consumidor?
J recorreu a ele alguma vez? Por qu? Se
no, j se sentiu lesado? Por qu?
2. Em sala, em plenria, pea aos alunos que
apresentem os resultados da pesquisa. Faa
observaes chamando a ateno para o fato
de que muitas vezes nos esquecemos de que
somos protegidos pelo CDC. Valorize os relatos
das pessoas que recorreram a ele. Em
seguida, faa a leitura coletiva do texto. Em
grupos, pea aos alunos que escolham cinco
itens do texto que esto mais prximos do seu
dia-a-dia. Tomar cada item e identificar situaes
cotidianas dos alunos em que o item foi
desrespeitado. Registrar e apresentar em
plenria. Construir, coletivamente, uma lista
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Direitos do consumidor
Resultado esperado: Construo coletiva de
uma lista de situaes vividas no dia-a-dia pelos
alunos e que representam um descumprimento
do CDC. Discutir alternativas para garantir seus
direitos de consumidores.
6
Te x t o
Objetivo
 Conhecer aspectos do Cdigo de Defesa do
Consumidor e discutir seus direitos.
Introduo
A Constituio de 1988 inscreveu entre os direitos
individuais e coletivos a garantia de que o
Estado assegurar a defesa do consumidor. Dois
anos depois a proteo do consumidor  assegurada
na Lei n 8078, de 11 de setembro de 1990,
denominada Cdigo de Defesa do Consumidor -
CDC. Ela define o consumidor como toda pessoa,
fsica ou jurdica, que adquire ou utiliza produto
ou servio como destinatrio final. O fornecedor
 toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada,
nacional ou estrangeira que desenvolvem
atividade de produo, montagem, criao, construo,
transformao, importao, exportao,
distribuio ou comercializao de produtos ou
prestao de servios. Segundo a Lei, o produto
 qualquer bem, mvel ou imvel, material ou
imaterial e o servio qualquer atividade fornecida
no mercado de consumo, mediante remunerao,
inclusive as de natureza bancria, financeira,
de crdito e securitria, salvo as decorrentes
das relaes de carter trabalhista. Apesar
de existir h mais de uma dcada, muitos so
aqueles que no a conhecem ou a ela no recorrem,
mesmo quando so vtimas de abusos ao
adquirirem ou utilizarem produtos e servios
variados. Como garantir nossos direitos de consumidores?
Dicas do professor:
www.NuncaMais.Net
www.mj.gov.br/DPDC/servicos/legislacao/cdc
www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L8078
www.reclamaradianta.com.br/codigos/codigo_consumidor
34  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
de situaes vividas no dia-a-dia pelos alunos
e que representam um descumprimento do
CDC. Discutir alternativas para garantir seus
direitos de consumidores.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  35
rea: Matemtica Nvel II
1. Pea aos alunos que:
a) encontrem o saldo final da conta bancria
de Nicolau que precisou comprar um terno,
uma camisa e uma gravata; estava com
saldo positivo em sua conta de R$ 630,00.
Pagou a compra com dois cheques de R$
112,00 e quatro cheques de R$ 71,29;
b) Determine o valor numrico exato da
expresso 5x2  R$ 360,00. Sendo que
Olga  faxineira, cobra por faxina o valor
de x que  R$ 25,00. Olga planejou trabalhar
5 dias de servio domstico e gastar
do valor total recebido R$ 360,00. (O valor
da expresso resultar no lucro que poder
ser aplicado na caderneta de poupana.)
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Clculos e planejamento de consumo.
6
Te x t o
Objetivos:
 Aplicar situaes matemticas que envolvam a
ampliao de conjuntos numricos;
 Desenvolver o pensamento meditativo que permita
compreender, interpretar e comunicar,
por meio da linguagem matemtica, vivncias
com consumos cotidianos.
Introduo
A rpida e constante evoluo dos valores sociais,
associada  diversidade de interpretaes
de teorias sobre o tema Consumismo, faz com
que haja necessidade de, cada vez mais, ter conhecimento
dos Direitos Bsicos do Consumidor.
O texto trata do artigo 6. do Cdigo de Defesa do
Consumidor, portanto,  um trecho do cdigo.
So dez os itens dos (DBC) em seu 6. artigo.
Discuta com os alunos: quem voc considera
mais consumista, o homem, a mulher, ou ambos?
Quais dos dez incisos, do artigo, voc j teve
experincia? Escolha um dos incisos e comenteo.
Os itens mencionados so reconhecidos pelos
fornecedores de produtos e servios? Voc j
assistiu propaganda enganosa na TV?
Contexto no mundo do trabalho: No sofra danos
materiais ou morais, pois h leis que protegem o cidado
e a cidad brasileiros. Propagandas enganosas, produtos
pirateados, abusos em bancos, comrcio ou outros setores
so de sua responsabilidade tambm denunciar, pois so
considerados irregulares e censurveis.
Dicas do professor: Livro: Del Priore Mary (org.). Histria
das mulheres no Brasil. So Paulo: Contexto, 1997;
Site: www.idec.org.br
Resultados esperados:
a) Trabalhem com expresses numricas envolvendo
potenciao e operaes com nmeros
inteiros (Z);
b) Desenvolvam a linguagem matemtica no que
se refere a potenciao com nmeros inteiros
(Z);
c) Reconheam nmeros opostos;
d) Utilizem nmeros inteiros positivos e negativos
em situaes que envolvem consumo e
saldo bancrio.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Organize a turma em pequenos grupos e apresente
a eles vrias e diferentes embalagens de
produtos.
2. Solicite que encontrem nas embalagens informaes
que lhes resguardem direitos de consumidor.
Eles devem registrar estes dados em
seus cadernos classificando-os, por critrios
adotados pelo grupo, tais como: quantidade
do produto em gramas ou litros, preo, informao
nutricional, composio, alertas de
sade, etc
3. Oriente uma busca ou um dilogo na turma,
para identificar significados desconhecidos de
siglas ou palavras encontradas nas embalagens.
4. Proponha aos educandos que leiam o texto e
analisem se as informaes colhidas naqueles
rtulos e embalagens so suficientes para que
seus direitos de consumidor possam ser requisitados?
Porque sim? Porque no?
5. Oriente uma conversa que levante idias sobre
onde e como buscar direitos do consumidor.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Embalagens de diferentes
produtos
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Identificando informaes para requisitar direitos
Resultados esperados:
a) Informaes contidas em rtulos e embalagens
agrupadas e classificadas com critrios
adequados.
a) Percepo de limites e de possibilidades do
Cdigo de Defesa do Consumidor.
6
Te x t o
Objetivo
 Identificar e reconhecer informaes em rtulos
e embalagens que possibilitem a requisio
de direitos, classificando-as segundo o tipo de
informao
Introduo
 fcil reclamar, requisitar direitos? Onde e como
se faz isto? O Cdigo de Defesa do Consumidor
traz como um direito bsico o acesso  informao
adequada e clara sobre os diferentes produtos
e servios, com especificao correta de
quantidade, caractersticas, composio, qualidade
e preo, bem como sobre os riscos que apresentem
(item III). Quem tem o hbito de ler as
informaes contidas nos rtulos e embalagens
dos produtos? Quem compreende suas unidades
de medidas? Seus cdigos? O direito bsico de
requisitar direitos fica garantido pelas informaes
contidas nos rtulos e embalagens?
36  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  37
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Leia o texto com seus alunos;
2. Tendo em conta suas experincias, pea que
listem exemplos prticos de aplicao e de desobedincia
de cada um dos itens do Cdigo;
3. Com os estudantes, reflita sobre o duplo
papel de ser trabalhador e consumidor, bem
como sobre a dupla explorao a que esto
submetidos;
4. Divida a turma em grupos para debater e sistematizar
formas da comunidade organizar-se
para efetuar levantamentos e vigilncia aos
principais produtos do comrcio local;
5. Estimule-os a apresentar as concluses a outras
turmas e, se possvel, a um rgo de defe-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O cdigo de defesa dos trabalhadores/consumidores.
Resultado esperado: Refletir sobre o porqu
da necessidade de existir um cdigo de defesa do
consumidor, questionando sua eficcia numa
sociedade capitalista.
6
Te x t o
Objetivo
 Compreender um Cdigo de Defesa do
Consumidor ameniza, mas no resolve as contradies
inerentes  sociedade capitalista.
Introduo
Aps a leitura do texto vale refletir por que, em
nossa sociedade,  preciso impor leis que regulem
a convivncia humana a nveis to bsicos!
Ser que vivemos numa selva onde o animal
mais forte precisa sempre devorar o mais fraco
para sobreviver? Na sociedade capitalista, o risco
da falncia  acrescido da ganncia  leva os
empresrios a querer aumentar, mais e mais, os
seus lucros. A empresa que no resistir  concorrncia
vai  falncia, assim, em nome de no
sucumbir no mercado, os empresrios criam uma
tica que justifica os absurdos que eventualmente
vivenciamos ou lemos na imprensa sobre
corrupo de componentes de produtos, degradao,
falsificao, etc. e as conhecidas propagandas
enganosas. Para subsistir a lei da selva, o
povo trabalhador/consumidor, que representa a
grande maioria da populao, busca amenizar os
efeitos da lei do mais forte. Neste sentido, os
trabalhadores/consumidores pressionam o Estado
a proteg-los com leis e cdigos que obriguem
os capitalistas a, pelo menos, respeitar alguns
direitos mnimos dos cidados. Assim,
nascem os Cdigos de Defesa do Consumidor
que ajudam a minorar problemas, mas, em contrapartida,
exigem forte fiscalizao por parte do
governo, alm de propaganda educativa permanente
dirigida aos consumidores para que no
diminuam a vigilncia sobre o mercado confiando
na existncia do Cdigo.
Dicas do professor: Veja o Cdigo de Defesa do
Consumidor na sua ntegra em
http://www.mj.gov.br/DPDC/servicos/legislacao/cdc.htm
Leia Consumidores e cidados. Conflitos multiculturais da
globalizao, de Nestor Garca Clanclini (Ed. UFRJ).
sa do consumidor ou a uma associao de
moradores.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Contextualizar o documento com a turma, levantando
questes como: o que significa este
documento? Do que trata? Quando foi institudo?
Por quem? Quais os objetivos? O que
prev?
2. Ler com o grupo o artigo 6. que trata dos direitos
bsicos do consumidor. Procurar o significado
das palavras desconhecidas;
3. Interpretar o texto com o grupo;
4. Dividir a turma em grupos para que possam
analisar os direitos;
5. Promover um debate: Os direitos do consumidor
so respeitados? Levantar exemplos. O
que podemos e devemos fazer quando nossos
direitos previstos no artigo 6. so desrespeitados?
Quem na classe j recorreu a esse documento?
Descrio da atividade
Materialindicado:
P Texto integral do Cdigo
de Defesa do consumidor.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O Cdigo de Defesa do Consumidor: artigo 6. da lei n. 8.078, de 11 de setembro
de 1990
Resultado esperado: Produo de um
texto/documento de alerta e divulgao dos direitos
do consumidor.
6
Te x t o
Objetivo
 Analisar os direitos do consumidor brasileiro
no Cdigo de Defesa do Consumidor, artigo 6.
da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990.
Introduo
A defesa dos direitos do consumidor, como bem
sabemos, consiste em um conjunto de atividades
que visam a proteo do consumidor por meio de
lutas organizadas de entidades, movimentos sociais,
da informao do consumidor sobre preos,
qualidade, quantidade. Enfim, quando falamos
em defesa do consumidor pensamos em direitos e
deveres, na educao dos cidados que consomem
e tambm punio daqueles que desrespeitam leis
e direitos, como fabricantes, comerciantes, prestadores
de servio, etc... Apesar de ser uma rea
recente do direito, a histria registra que desde os
tempos mais antigos j havia uma preocupao
com a proteo do consumidor, como no Cdigo
de Hamurbi; no sagrado Cdigo de Manu, na
Inda; na Grcia e em Roma antiga. Nos tempos
contemporneos, registra-se, a partir dos anos
1950, a criao de rgos de defesa do consumidor
em vrios pases da Europa e Amrica. No
Brasil, aps inmeras lutas e movimentos, houve
a unio de sistemas e legislaes e, em 1990, foi
institudo em mbito nacional o Cdigo de Defesa
do Consumidor, Lei N. 8078/90, para regulamentar
as relaes de consumo, os vnculos estabelecidos
entre fornecedores e consumidores. Ser
que os nossos alunos conhecem os direitos estabelecidos
no Cdigo? Vamos exercer cidadania,
educando os cidados/consumidores!
Dicas do professor: Site do Idec  Insituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor www.idec.org.br
Site do Frum Nacional das Entidades Civis de Defesa do
Consumidor www.forumdoconsumidor.org.br
38  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
6. Produzir um texto/documento sobre a importncia
do cdigo para a defesa dos direitos de
cidadania.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  39
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Tecer comentrios
sobre os direitos bsicos do consumidor e o
respeito que damos a eles no dia-a-dia. Perguntar
se h, na classe, alunos que tenham
sido vtimas de publicidade abusiva.
2. Escrever no quadro:  necessrio informao
adequada.  necessria a informao adequada.
 permitido facilitao da defesa dos direitos. 
permitida a facilitao da defesa dos direitos. 
proibido no reparao de danos patrimoniais.
 proibida a no reparao de danos patrimoniais.
 proibida a venda de bebidas alcolicas.
 proibido bebidas alcolicas.
 necessria a autorizao dos pais.  necessrio
autorizao.
3. Explicar que nos predicados nominais constitudos
pelo verbo SER seguido de um adjetivo
formando expresses do tipo  BOM, 
NECESSRIO,  EVIDENTE etc. h duas concordncias
possveis:
a) Se o sujeito NO vem precedido de artigo
a expresso fica invarivel:  proibido, 
necessrio.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Cartolinas
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Uso das expresses " PROIBIDO"," NECESSRIO", " BOM"
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de estabelecer correta concordncia em lngua
portuguesa.
6
Te x t o
Objetivo
 Fazer a correta concordncia das expresses
em predicados nominais constitudos pelo verbo
SER mais adjetivo.
Introduo
 proibido venda de bebidas alcolicas? Essa
frase est correta?
Contexto no mundo do trabalho: Trabalho e consumo.
b) Se o sujeito vem determinado por artigo,
pronome ou adjetivo, tanto o verbo como
o adjetivo concordam com o sujeito.
4. Exerccios:
a) Voc tem um irmo adolescente, muito
anti-social. Escreva uma placa para colocar
na porta do quarto dele com a
expresso  proibido ou  proibida.
b) Voc acha importante reivindicar seus
direitos de consumidor. Escreva uma frase
com a expresso  necessrio ou 
necessria para que os anunciadores
sejam honestos.
c) D nova redao aos artigos do Cdigo do
Consumidor, que compem o texto lido,
iniciando-os com  necessrio,  til, 
bom. Faa a concordncia e as modificaes
necessrias.
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rea: Matemtica Nvel II
1. Escreva a frao algbrica representada pela
situao: Tenho m reais para comprar 5 caixas
de estatina e uma caixa de fluoxetina. A
estatina custa z reais e a fluoxetina custa x
reais;
2. Simplifique a expresso considerando a = alimentao
e b = medicamento:
(2a + b)2  6ab  (a  b)2
3. Encontre a produo de uma fbrica que produziu
x unidades de enlatados. Vendeu 30%
da produo a um supermercado, 50% a
outro hipermercado e 1.000 unidades a um
armazm.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Alimentao versus medicamentos.
Resultados esperados:
a) Saibam escrever fraes algbricas, utilizando-
se de situaes de consumo;
b) Simplifiquem expresses algricas;
c) Calculem equaes de 1. grau.
7
Te x t o
Objetivos
 Discutir os maus hbitos alimentares;
 Destacar o uso de medicamentos no combate de
doenas e conseqncia da m alimentao;
 Envolver clculos algbricos em situaes reais de
medicamentos, consumo e alimentao.
Introduo
A alimentao inadequada e o consumo de produtos
enlatados com baixa qualidade nutritiva,
mas de forte apelo comercial, torna-se respossvel
muitas vezes por alteraes de sade.
Pergunte aos alunos: Quais so os enlatados que
na sua famlia so consumidos? Voc tem hbitos
em sua alimentao? Como a realiza? Sabe quais
so as principais causas do colesterol no sangue?
O que voc considera mais indicado: tomar
estatina ou ter alimentao saudvel?
Contexto no mundo do trabalho Os maus hbitos alimentares
podem levar as pessoas a contrair doenas
crnicas.A indstria da alimentao investe na mdia para
que o cidado aumente o consumo de alimentos, muitas
vezes, sem se importar com sua qualidade. Hoje em dia, o
mercado financeiro disponibiliza facilidades para que as
pessoas gastem. O crdito fcil, a longo prazo,  endividamento
fcil.
Dicas do professor:
Filmes: Classe operria vai ao paraso, do diretor Hlio Petri;
Justia, de Maria Augusta Ramos.
40  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  41
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que faam uma listagem de
sua alimentao diria e de suas atividades
fsicas durante uma semana;
2. Ao lado de cada refeio e prtica de exerccio,
os alunos devem colocar um smbolo de
positivo (+) para aqueles itens que contribuem
para a manuteno de nveis adequados de
colesterol em nosso organismo. O smbolo de
negativo () deve ser associado aos itens que
contribuem para o aumento do colesterol
ruim;
3. Os alunos devem relatar para a turma os itens
positivos e negativos, devendo o grupo sugerir
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Como controlar o colesterol
Resultado esperado: Identificao das causas
e conseqncias do colesterol alto e de formas de
preveno.
7
Te x t o
Objetivo
 Identificar as causas e conseqncias do colesterol
alto e formas de preveno.
Introduo
O texto cita um novo medicamento, a estatina,
eficiente no combate ao colesterol alto. O colesterol
 uma substncia qumica que o fgado produz.
Para isso, ele utiliza as gorduras saturadas
presentes nos alimentos. O colesterol  essencial
para as membranas celulares e para a produo
de hormnios sexuais. Para poder ser transportado
pelo nosso organismo, o colesterol associa-se
com lipoprotenas que so transportadas no sangue.
As lipoprotenas de baixa densidade (LDL 
sigla em ingls) so responsveis pelo transporte
do colesterol do fgado para as clulas. As lipoprotenas
de alta densidade (HDL  sigla em ingls)
retornam o excesso de colesterol para o
fgado. O HDL  conhecido como colesterol bom,
j que retira o colesterol das artrias, levando-o
para o fgado, de onde  removido do corpo. O
LDL, colesterol ruim, est comumente associado
Dicas do professor: A utilizao de medicamentos para
controle de colesterol  usualmente feita quando mudanas
na dieta e a prtica de exerccios regulares no conseguem
produzir o efeito necessrio, com o uso de estatinas, por
exemplo.
 aterosclerose (endurecimento das artrias) e a
doenas como angina, ataque cardaco e acidentes
vasculares cerebrais (AVC). Uma alimentao
adequada  imprescindvel para a manuteno
de nveis saudveis de colesterol em nosso organismo.
Alimentos de origem vegetal no contm
colesterol e por isso so importantes no controle
da substncia. Desta forma, recomenda-se a ingesto
de alimentos contendo amido, como, po,
massa, cereais e arroz. Gorduras de origem animal
devem ser evitadas, devendo-se substituir
gorduras saturadas (carnes vermelhas, bacon,
manteiga) por insaturadas (leos vegetais, em
geral). O consumo de gordura mega-3, presente
em peixes oleosos: sardinhas, cavala, surubim,
etc. tambm contribui para o aumento do colesterol
HDL e reduo do colesterol LDL. O efeito
de aumento no colesterol bom tambm  produzido
por atividades fsicas regulares  caminhada,
andar de bicicleta, correr, etc.
medidas para modificar a quantidade de itens
negativos identificados.
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rea: Portugus Nvel II
1. Pedir que comentem a seguinte frase: No sero
os medicamentos que solucionaro os problemas
advindos do tabagismo, do alcoolismo, do
excesso de comida. Perguntar se vivem para
comer ou comem para viver. Verificar a quantidade
de remdios consumida pela classe para
sanar os problemas relativos  obesidade e diabetes.
Provocar a discusso.
2. Dinmica da Cozinha:
PARTE I:
a) Preparar, previamente, cinco caixas que representaro,
geladeira, lixeira, despensa, pia,
fogo.
Preparar tambm aproximadamente 10 filipetas
para cada grupo.
b) Informar aos alunos que o tema ser Maus
Hbitos.
c) Cada aluno relacionar em seu caderno seus
dez principais maus hbitos que prejudicam
a cada um, a famlia e a sociedade.
d) A seguir, pedir que cada aluno relacione dez
atitudes dos outros que lhe causem irritao.
e) Pedir, ainda, que cada aluno relacione dez
propsitos para acabar com seus prprios
maus hbitos.
f) Pedir que relacionem trs solues possveis
para acabar com os maus hbitos dos outros.
PARTE II
a) Montar pequenos grupos e solicitar discusso
dos itens relacionados. Pedir que selecionem
os mais comuns e os escrevam nas pe-
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P papel, caneta, filipetas de
cartolina, seis caixas.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Dinmica da Cozinha  Argumentao
Resultado esperado: Criao de argumentos
coerentes.
7
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de criar argumentos.
Introduo
O que fazer com os maus hbitos?
42  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
quenas filipetas entregues pelo professor.
b) Faro, simultaneamente, uma reflexo sobre
o que foi importante no trabalho de grupo:
dificuldades, descobertas.
PARTE III
a) Os grupos se renem em plenrio. Todas as
filipetas so colocadas numa caixa.
b) Informe aos alunos que iro escolher as filipetas
para orden-las na cozinha. Sero colocadas
na GELADEIRA as filipetas que
representam aquilo que precisa ser conservado,
protegido. Para a LIXEIRA iro as filipetas
que indicam o que precisa ser eliminado,
reciclado, tirado de casa, utilizado de
outra forma. A DESPENSA receber as filipetas
que representam o que est sobrando e
que poder ser til em pouco tempo. A PIA
acolher as filipetas que representam tudo o
que no est limpo, que precisa passar por
uma limpeza, que tem manchas que devem
ser tiradas. Finalmente, o FOGO receber o
que precisa ser preparado, cozido, que
servir para alimentar.
c) A seguir, cada aluno retira uma filipeta da
caixa e, depois de explanar o porqu, colocar
a filipeta em uma das caixas da cozinha.
d) Por fim, o professor pode fazer uma reflexo
sobre o sentido da atividade.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  43
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Leia o texto com seus alunos;
2. Junto com eles, classifique os processos de
produo, circulao e consumo presentes no
texto;
3. Divida a turma em grupos para que faam na
sala uma dramatizao de todos os processos
apontados no texto: da produo do leite at
o consumo na casa das pessoas. Basicamente,
poder ser um grupo para cada processo;
4. Na exposio dos grupos, reflita sobre o papel
dos trabalhadores em todos os processos e sua
participao como consumidor, bem como a
explorao a que esto submetidos. No se esquea
de problematizar sobre o ciclo produzircircular-
consumir como vital para o capitalismo,
mostrando as potencialidades do consumo
consciente.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A necessria articulao entre os processos de produo, circulao e consumo
de mercadoria.
Resultado esperado: Refletir sobre a articulao
dos processos de produzir, circular e consumir
mercadorias e a participao dos trabalhadores
nesses processos.
8
Te x t o
Objetivo
 Analisar a articulao entre os processos de
produo, circulao e consumo como condio
para a sustentabilidade da sociedade
capitalista.
Introduo
Como voc pode observar no texto, o consumo
do leite, ou de qualquer outra mercadoria,
envolve processos complexos, cuja presena do
trabalho humano  condio em todas as suas
etapas. A sociedade capitalista, tambm conhecida
como a sociedade produtora de mercadorias,
potencializou a capacidade humana de produzir
coisas. No entanto, sabemos que para o
capital se realizar no basta apenas produzir. 
necessrio bom fluxo na circulao e consumo
das mercadorias produzidas. Desta forma, outros
processos de trabalho tambm so construdos
envolvendo trabalhadores de diferentes servios.
Um dado importante para nossa reflexo  considerar
que tais processos no so naturais, ou
seja, so produzidos pelos seres humanos como
expresso de sua escolha. O problema  que nesses
processos, onde encontramos a presena dos
trabalhadores em todas as etapas (apesar de invisvel
para muitos), quem controla e usufrui
das riquezas produzidas nesses processos pelo
trabalho assalariado so os donos dos meios de
produo. O que voc acha que aconteceria se a
maioria das pessoas diminusse seu consumo?
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que tragam rtulos e embalagens
vazias do leite que consomem.
2. Os alunos devem identificar se o leite foi pasteurizado
ou ultra pasteurizado, avaliando se
a embalagem utilizada  recomendada para
aquele leite.
3. Os alunos devem identificar tambm o tipo de
leite, A, B ou C, procurando nos rtulos informaes
sobre o teor de gordura do produto.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Embalagens vazias de leite
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Leite
Resultado esperado: Identificao dos conceitos
de pasteurizao e ultra pasteurizao do
leite e suas conseqncias para a qualidade e
para as embalagens do produto.
8
Te x t o
Objetivo
 Identificar os conceitos de pasteurizao e ultrapasteurizao
do leite e suas conseqncias para
a qualidade e para as embalagens do produto.
Introduo
O texto informa que a indstria do leite desenvolveu
diversos tipos de leite para atender aos consumidores.
O leite cru, ainda no tratado, pode
transmitir doenas como tuberculose e brucelose e
no deve ser consumido. A simples fervura no
elimina completamente os agentes transmissores
dessas doenas. No processo de pasteurizao, o
leite  aquecido entre 15-20 segundos a 72-75 C,
sendo ento resfriado a 5 C, embalado e estocado
em cmaras refrigeradas. A refrigerao  fundamental
para a manuteno da qualidade do leite
que foi pasteurizado, j que existem bactrias que
resistem  pasteurizao e podem estragar o produto
fora da geladeira. Leites pasteurizados so
comercializados em saquinho plstico, garrafa
plstica e embalagem cartonada. O processo de
pasteurizao produz leite tipo A, B ou C. O tipo A
resulta de um controle rigoroso e possui menor
quantidade de microorganismos. O tipo C possui
maior quantidade de microorganismos e o tipo B,
uma quantidade intermediria. O leite C possui
3% de gordura, enquanto leites A e B possuem um
teor maior. O processo de ultra pasteurizao
(ultra alta temperatura  UAT ou UHT  sigla em
ingls) d origem ao leite longa vida, quando o
leite  aquecido cerca de 150 C por cerca de 4
segundos e resfriado rapidamente. O processo
elimina agentes que causam doenas e outros
microorganismos no nocivos  sade.  por isso
que leite longa vida, mesmo sem possuir conservantes,
 armazenado sem estragar fora da
geladeira, at a abertura da embalagem do tipo
caixinha, podendo ser consumido sem fervura
adicional. Esta embalagem especial possui seis
camadas protetoras, de diferentes materiais, que
evitam que o leite seja contaminado com algum
agente do meio externo, desde que a embalagem
no esteja amassada. Quando a embalagem  aberta
e h contato com o meio externo, este tipo de
leite tambm necessita ser refrigerado.
Contexto no mundo do trabalho A produo de leite
propicia empregos para trabalhadores da pecuria,
para profissionais da indstria de beneficiamento do
produto e para os trabalhadores do comrcio.
44  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
4. Sugerir que avaliem o leite que consomem em
sua alimentao diria e sua contribuio
para sua sade.
CP06_08_51P2.qxd 1/18/07 11:33 PM Page 44
Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  45
rea: Geografia Nvel II
1. Realizar uma leitura do texto com a sala dividida
em grupos que devero destacar as idias
principais;
2. Solicitar aos grupos que faam uma explanao
das idias centrais do texto a partir da seguinte
estrutura;
a) Quem comprou e quem vendeu o leite;
b) Condies do produto, dinheiro envolvido
e a funo da nota fiscal;
c) Funo dos impostos e das leis de proteo
ao consumidor;
d) O dinheiro ganho pelo proprietrio e o
mercado financeiro;
e) Os meios de transportes e seus trabalhadores;
f) A indstria de laticnios e seus produtos;
g) A propaganda para estimular o consumo
do produto;
h) A produo do leite em si, o proprietrio
da terra e do rebanho bovino.
3. Em cada etapa pode ser feito um estudo do
tipo e trabalho utilizado e suas caractersticas
principais;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O ciclo das mercadorias
Resultados esperados:
a) Apropriar-se de conhecimentos relativos  movimentao
econmica atravs do ciclo de produo,
distribuio e consumo dos produtos;
b) Compreender o papel do estado neste ciclo,
bem como a mo de obra utilizada e as formas
de trabalho.
8
Te x t o
Objetivo
 Possibilitar ao aluno compreender os caminhos
da produo e do consumo, as variveis envolvidas
neste ciclo econmico dos produtos, o
papel do estado e o mundo do trabalho.
Introduo
A produo de leite no Brasil possui caractersticas
bastante peculiares e ao mesmo tempo se
encaixa na produo geral de mercadoria. Do
mesmo jeito que as bacias leiteiras localizam-se
prximas aos grandes centros consumidores
(pela condio de perecvel) e so mantidas pelo
trabalho cooperativado em grande parte, de
outro lado o produto se submete  lgica geral
da produo de mercadorias, sujeito, portanto, 
lei da oferta e da procura.
4. O professor deve em seguida realizar uma sntese
do texto apontando os seus fundamentos
e idias principais, incorporando os relatos
elaborados pelos grupos;
5. Sugerir aos alunos que pesquisem os caminhos
de um outro produto industrializado
(que no o leite) levantando seu trajeto at
chegar ao local de moradia dos alunos (cidade,
bairro, vilarejo, etc.). A estrutura discriminada
no item 2 pode servir de parmetro
para a pesquisa;
6. Para o desenvolvimento da pesquisa  preciso
que o professor prepare, em conjunto com os
alunos, um questionrio bsico que contemple
os estudos sobre o ciclo dos produtos;
7. Aps a pesquisa os alunos podem realizar
uma apresentao dos resultados obtidos para
a classe.
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rea: Histria Nvel II
1. Motivar o grupo a repensar a histria de um
copo de leite. Se for possvel levar um copo de
leite para a sala de aula e, a partir dele, iniciar
a problematizao;
2. Ler e interpretar o texto com o grupo, identificando
as etapas de produo e as relaes
que se estabelecem em torno das diferentes
aes;
3. Discutir os significados da produo e do consumo
de um copo de leite para produtores,
trabalhadores e consumidores. Destacar os
trabalhos nos setores envolvidos: agropecurio,
industrial e comercial;
4. Motivar os alunos para, em grupo, representarem
o texto em uma histria em quadrinhos,
dando asas  imaginao, contando
histrias que um copo de leite esconde.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Lpis de cor e papel sulfite,
rgua, um copo de
leite
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Trabalho e consumo: o que o leite esconde?
Resultados esperados:
a) Que os alunos reflitam sobre e compreendam
todas as relaes sociais de produo e de
consumo implcitas aos produtos que chegam
as nossas mesas;
b) Produo de texto na forma de histria em
quadrinhos.
8
Te x t o
Objetivo
 Identificar na trajetria histrica de um produto
alimentcio as relaes sociais de produo
e de consumo, os significados para produtores,
trabalhadores e consumidores.
Introduo
O texto dos Parmetros Curriculares Nacionais
expe, de forma didtica, por meio do exemplo
de um copo de leite, as relaes de produo, de
trabalho e consumo que esto presentes em um
produto alimentcio consumidos no cotidiano. A
proposta  problematizar e recuperar a histria,
as relaes, as contradies que um copo de leite
esconde. Por exemplo, podemos questionar: Como
o leite e tambm copo foram produzidos,
embalados, transportados e vendidos? Como o
leite chegou at o momento de poder ser consumido?
Quais as etapas da produo? Quem
produziu? Quem auferiu renda? Quais as matrias-
primas envolvidas? O que o consumo de
um copo de leite significa para os proprietrios
das fazendas, das vacas, da usina, dos caminhos
que transportam, da padaria, etc? O que significa
para os trabalhadores envolvidos na cadeia
produtiva? E para os consumidores? Enfim... tantas
perguntas! Vamos buscar respostas?
Dicas do professor: Livro: ORTEGA, Antonio Csar. Agronegcios
e representao de interesses no Brasil. Uberlndia:
EDUFU, 2005.
46  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  47
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque na lousa a seguinte frase:
Eles pasteurizam o leite.
2. Pea ento aos alunos que reescrevam essa
frase, comeando com O leite.
Quando eles derem a resposta O leite  pasteurizado
(por eles), escreva a frase na lousa
e explique aos alunos que isso que eles fizeram
foi transformar a frase de Voz Ativa em
Voz Passiva. Comeamos a frase com o objeto
(que sofre a ao), seguido do verbo SER (devidamente
conjugado) e utilizamos o Particpio
Passado do verbo que indica a ao (escreva
essas informaes circulando os exemplos
na frase escrita na lousa para melhor ilustrar
para os alunos).
Dito isso, diga a eles que o Passive Voice 
idntico em ingls.
3. Coloque a frase:
They pasteurize milk
e logo abaixo:
Milk is pasteurized (by them). Deixe claro que
o BY THEM  opcional, j que o autor da ao
 desconhecido.
4. Lembre aos alunos que o Particpio Passado
dos verbos em ingls pode ser REGULAR (ED
no final do verbo) ou IRREGULAR (termi-
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Lista com os verbos irregulares
(particpio passado)
e dicionrios para
consulta
Tempo sugerido: 60
minutos.
Atividade P Passive Voice
Resultado esperado: Saber utilizar a Voz
Passiva em ingls no presente simples
8
Te x t o
Objetivo
 Ensinar aos alunos como utilizar a Voz Passiva
em ingls.
Introduo
O texto fala de todo o caminho percorrido pelo
leite para que chegue em nossas mesas, seu
processo de transporte, armazenagem e todos os
empregos gerados na rea. Como o texto  todo
descrito partindo do objeto (leite) temos uma
boa oportunidade para explicar como formamos
a Voz Passiva no presente em ingls.
naes diversas, consultar uma lista/dicionrio).
Pea ento a eles que passem as seguintes
frases para a Voz Passiva:
She produces films in Hollywood (resp. Films
are produced in Hollywood).
They organize the house in the weekend
(resp. The house is organized in the weekend)
Paul paints beautiful pictures (resp. Beautiful
pictures are painted by Paul).
She teaches the lesson everyday (resp. The
lesson is taught everyday).
He writes nice books about crimes (resp. Nice
books about crime are written).
5. Depois de corrigir as frases com eles, pea que
cada um escreva em um pargrafo como algo
 feito ou produzido (algo que eles saibam,
como um bolo, uma msica, enfim, algum objeto
que eles tenham noo de como  feito).
Todos os passos da produo devem ser descritos
na Voz Passiva.
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Comentar sobre
hbitos de consumo. Perguntar: Qual o sentido,
no texto, da expresso esconder o leite?
Discutir os sentidos possveis. Lembrar, se necessrio,
que esconder o leite  uma expresso
coloquial que significa encobrir, fingir, dissimular,
ocultar alguma coisa, negar o que havia
prometido, mostrar-se medroso, no revelar
um plano, uma idia, uma realizao, um
dom etc. Informar que, no Rio Grande do Sul,
as pessoas usam a expresso tirar leite de
vaca morta. Qual  o sentido pretendido?
Lamentar-se de males para os quais j no h
remdio.
2. Pedir aos alunos que procurem se lembrar de
outras expresses coloquiais com a palavra
leite: chorar o leite derramado, tirar leite
das pedras.
3. Pedir aos alunos que procurem se lembrar de
outras expresses populares com a palavra tirar:
tirar sarro, tirar o cavalo da chuva, tirar
um barato, tirar linha, tirar da reta, tirar o
corpo fora etc. Solicitar frases orais com essas
expresses em sentido real e metafrico. Por
exemplo:
 sentido real: Manuel tirou o cavalo da chuva
e levou-o para a cocheira.
 sentido figurado: Tira o cavalo da chuva,
pois essa mulher nunca vai beijar voc.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Tiras de papel.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O jogo do Tirar  Expresses coloquiais com o verbo "tirar"
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de perceber expresses conotativas e populares.
Ampliar a capacidade de redigir frases bem
pontuadas em portugus.
8
Te x t o
Objetivo
 Praticar a expresso oral e escrita com expresses
coloquiais. Criar frases para ordenar, informar,
perguntar, mostrar surpresa, dvida ou
desejo.
Introduo
Algum j mandou voc tirar o cavalo da chuva?
Voc j chorou pelo leite derramado?
Dicas do professor: O dicionrio Aurlio indica mais de 50
sentidos do verbo tirar. Sugerimos a consulta. A partir das
acepes l contidas,  possvel solicitar aos alunos que
criem frases e, assim, despertar a ateno para a polissemia
e a sinonmia dessa palavra.
48  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
4. O jogo do Tirar
a) Preparar previamente tiras de papel com as
acepes de tirar (Tirar o p da lama.
Sem tirar nem pr. Tirar um peso das
costas. Tirar o cavalo da chuva) e entregar
uma para cada grupo.
b) Pedir que, a partir do sentido que est no
papelzinho escolhido, criem seis frases com
o verbo tirar, a fim de:
A. Dar uma ordem.
B. Dar uma informao
C. Fazer uma pergunta
D. Mostrar uma reao de surpresa
E. Mostrar uma reao de dvida ou perplexidade
F. Mostrar um desejo
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  49
rea: Lngua estrangeira - Ingls Nvel II
Explique a charge aos alunos:
 Just do it (apenas faa)  o slogan da Nike,
empresa de materiais esportivos.
 Do without   uma expresso que significa
virar-se sem em portugus. Por exemplo:
 We dont have money to buy a car, so we have
to do without it. (no temos dinheiro para
comprar um car, ento teremos de nos virar
sem um).
Assim sendo, nas camisetas temos um homem
com o slogan da Nike e um sem-teto com uma
camiseta dizendo apenas vire-se sem. Obviamente
temos uma crtica social aqui, marcando a
existncia de dois grupos na sociedade: um que
compra roupas de marcas famosas, gasta bastante
dinheiro com isso e chega a fazer propaganda
de seu slogan; e outro, desamparado socialmente
que literalmente se vira para sobreviver,
sem ter as mesmas chances.
D aos alunos os seguintes slogans:
 Im loving it (McDonalds)
 We will succeed (GM)
 Give them the tools to succeed (Microsoft)
 Make every drop count/ Life is Good (Coca
cola)
 Its the cola (Pepsi)
Descrio da atividade
Atividade P Slogans
Resultado esperado: Devem conseguir compreender
o significado dos slogans propostos na
atividade e saber coment-los criticamente.
9
Te x t o
Objetivo
 Discutir o consumo e a situao social atravs da
anlise de logotipos e slogans de empresas americanas,
tomando como base a charge proposta
Introduo
A charge usa o slogan da Nike para fazer uma
crtica social.  interessante levar os alunos a um
debate sobre consumo, sobre as grandes multinacionais
e seu contraste com a situao social
no Brasil e no mundo. Tomaremos como exemplo
as empresas norte-americanas por causa do
idioma alvo (ingls) e por causa da importncia
do papel dos EUA na cultura do consumismo.
 Touching lives, improving life (Proctor and
Gamble)
 There are some things money can't buy. For
Christmas there's MasterCard. (Mastercard)
 Don't leave home without it. (American
Expess)
Pea que eles, em duplas, traduzam cada um dos
slogans. Quando tiverem traduzido, promova um
debate sobre o tema e colete suas opinies. Se
desejar, pea a eles que faam uma redao sobre
o tema (em portugus)
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Leia o texto em voz alta, preocupando-se com
a pronncia e a entonao das palavras.
2. Pea aos alunos que leiam o texto silenciosamente
e anotem as palavras ou expresses
desconhecidas por eles.
3. Junto com os alunos, organize na lousa as
palavras anotadas de modo a formar um
glossrio do texto.
4. Depois do estudo do glossrio formule as
seguintes questes:
a. A quin va dirigido el texto?
b. A qu tipo de trabajo se dedica el autor
del texto?
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Alternativas al consumo del tabaco
Resultado esperado:
Produo escrita sobre os questionamentos do consumo
responsvel entre os jovens menores de
idade.
10
Te x t o
Objetivo
 Compreender o texto em lngua estrangeira para
opinar sobre o consumo responsvel entre os
jovens.
Introduo
No Brasil, cresce o consumo de cigarros entre os
jovens. O consumo precoce preocupa cada vez
mais as autoridades e os profissionais de sade.
A pesquisa Vigilncia do Tabagismo em
Escolares foi criada em 1998, e vem sendo feita
em todos os pases do mundo para se obter informaes
sobre o consumo de cigarros entre eles, e
que faz parte de um estudo mundial desenvolvido
pela Organizao Mundial da Sade (OMS)
para monitorar o tabagismo em estudantes de 13
a 15 anos, idade mdia de incio do uso do tabaco.
No Brasil esse projeto chama-se Vigescola,
e foi realizado em doze capitais brasileiras em
2002/2003. Os dados da pesquisa revelam que
um tero dos adolescentes est experimentando
cigarro antes dos 12 anos. Esses dados so um
sinal de alerta, pois quanto mais cedo o jovem
comea a fumar, maiores so as chances de
desenvolver a dependncia ao tabaco. No pas,
mais de 75% dos adolescentes que fumam compram
cigarro sem nenhuma represso nos pontos
de venda. Relacionando estas informaes com o
texto em espanhol quais seriam os benefcios, se
os jovens fumantes seguissem a proposta de
economizar o valor de um mao de cigarros
diariamente? Tambm entram outras questes:
Pode-se fumar no trabalho? E na escola?
50  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
c. Cul es el tema del texto?
d. Qu opinas de la sugerencia del autor a los
jvenes para ahorrar el dinero del tabaco?
e. Y t, Eres fumador o fumadora?
5. Solicitar que escrevam um pequeno texto em
Espanhol expressando sua opinio.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  51
rea: Matemtica Nvel II
a. Encontre a taxa de juros cobrada por um comerciante,
na seguinte situao: ao comprar
um terno de R$ 160,00, Joo pagou sua conta,
com um cheque pr-datado para 45 dias,
no valor de R$ 170,08.
b. Calcule o valor das prestaes que Fabiano
pagou por um emprstimo de R$ 600,00;
tomados  taxa de 2,8% ao ms, por um
perodo de 6 meses; sendo que o emprstimo
foi pago em prestaes iguais e fixas;
c. Verifique qual dever ser o valor devolvido 
uma cidad que teve uma conta cobrada, por
uma Instituio de Ensino Superior, a qual j
havia pago a seis meses. O valor cobrado ilegalmente
foi de R$ 480,00.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Calculadora e Cdigo de
Defesa do Consumidor.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Trabalho, consumo, direitos e cidadania
Resultados esperados:
a) Saibam de seus direitos como cidados-consumidores.
b) Estudem questes matemticas relacionadas
com: juros, capitais e multas aplicadas cotidianeamente
por bancos, comrcios e outros
setores econmicos e sociais.
11
Te x t o
Objetivos
 Esclarecer os direitos dos consumidores;
 Desenvolver estudos contendo clculos matemticos
de situaes cotidianas dos consumidores.
Introduo
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) 
uma associao de consumidores que possibilita
s pessoas consultar sobre suas dvidas, direitos
e dificuldades encontradas diante um servio
real prestado, produtos defeituosos ou compra e
venda abusivas. Embora exista o Cdigo de
Defesa do Consumidor, todas as pessoas no tm
familiaridade com os termos jurdicos e, por
outro lado, muitas desconhecem seus direitos
como consumidores. O texto de Domingos Alves
Evangelista Neto  de leitura acessvel e informativa,
um belo exemplo de cidadania, o autor
afirma que  necessrio que o prprio consumidor
se conscientize de seus direitos e lute por
eles. Lembre que consumidor consciente 
cidadania presente. Voc e seus alunos conhecem
o Cdigo de Defesa do Consumidor? Sabe que o
documento existe para reconhecer e proteger os
direitos do consumidor? Voc j sofreu prticas
abusivas em relao a consumo? Em sua localidade
existe rgo de Proteo ao Consumidor?
H diferena entre Cdigo ou Lei? Como voc
age quando  vtima de propaganda enganosa?
Voc j ouviu falar em consumerismo? (movimento
social organizado)
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. A partir da leitura do texto, solicite que, no
caderno, cada um dos alunos faa uma
listagem dos direitos dos consumidores;
2.  medida que os alunos fazem a leitura de
seus escritos, o (a) professor (a). sistematiza o
contedo na lousa;
3. Em pequenos grupos, os alunos fazem uma
listagem dos principais produtos que consomem
mensalmente, destacando os gastos
com a alimentao e as dificuldades de sobrevivncia.
O que consideram como suprfluo
e o que consideram como necessidade bsica?
Algum dos alunos j passou fome na
vida?
4. Indique os ndices estatsticos sobre a situao
da fome no mundo e no Brasil e discuta com
eles sobre a importncia dos trabalhadores/
consumidores satisfazerem suas necessidades
como seres humanos. De que mais
temos fome?
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Consumo consciente: voc tem fome de qu?
Resultado esperado:
Relacionar a questo do consumo com as
condies de vida da populao.
X
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a relao entre consumo e necessidades
humanas, tendo em conta as contradies
entre capital e trabalho.
Introduo
Alm de defendermos nossos direitos como consumidores,
ser que no deveramos defender o
direito de todos os seres humanos saciarem a
forme? Segundo relatrio da Organizao para a
Alimentao e a Agricultura (FAO), apresentado
no ano de 2006, existem no mundo 845 milhes
de pessoas subnutridas. A cada trs habitantes da
frica subsaariana um sofre de fome crnica. Na
primeira metade da dcada de 1990, essa cifra
havia cado em 26 milhes, voltando a subir, na
segunda metade, o nmero de famintos no
mundo. O capitalismo levou s ltimas conseqncias
as contradies entre capital e trabalho,
ameaando a vida dos seres humanos. Um dos
efeitos da globalizao da economia  a globalizao
da pobreza: atualmente, o nmero de pessoas
famintas vem aumentando, alcanando a
taxa de 4 milhes ao ano. Alm da fome de consumir
produtos de qualidade, de que mais as pessoas
tm fome? O que  produzido e para quem
 produzido?
Dicas do professor: 1. Sobre a fome no mundo, consulte
o site da Organizao para a Alimentao e a Agricultura
(FAO) https://www.fao.org.br/ 2 . Veja Sobre a situao de
segurana e insegurana alimentar, bem como outros
dados sobre as condies de vida no Brasil veja o site do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica  IBGE
(www.ibge.gov.br). 3. Leia Linha de dignidade: a construo
de um novo indicador, de Dora Henrique da Costa
(Revista Movimento, n. 4, da Faculdade de Educao da
Universidade Federal Fluminense).
52  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
11
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  53
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, investigar como os
alunos se comportam diante de um produto
adquirido ou servio contratado que no lhe
agrada ou satisfaz (se reclamam ou no, como
fazem e se j se utilizaram o cdigo do consumidor);
2. Fazer um levantamento de produtos adquiridos
e nunca utilizados;
3. Explorar os fatores que determinaram a compra.
Listar na lousa os motivos apresentados
pelos alunos;
4. Destacar dentre os motivos relacionados
aqueles que diretamente se ligam  questo
esttica;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1h30
Atividade P Vida de consumidor
Resultados esperados:
a) Que o aluno reflita sobre os seus padres de
consumo e seja capaz de identificar os motivos
que o levam a consumir algo.
b) Que o aluno perceba o papel da propaganda na
valorizao e estmulo de determinados padres
estticos e a influncia que estes exercem
sobre o consumidor na hora da aquisio de um
produto e/ou contratao de um servio.
11
Te x t o
Objetivos
 Explorar o comportamento do aluno enquanto
consumidor.
 Discutir a presena de padres estticos na
aquisio de produtos ou contratao de
servios.
Introduo
Os estudos e manuais que analisam e orientam o
comportamento do consumidor alertam para a
necessidade de se fazer listas antes de se sair
para as compras, de se analisar objetivamente
um produto e sua procedncia antes de adquirilo,
e diante de qualquer diferena entre o escolhido
e o recebido, reclamar e fazer valer seus
direitos.
H que se observar tambm que nas sociedades
modernas com a exploso de marcas e mltiplas
alternativas de produtos e servios, o consumidor
por vezes se esquece temporariamente da
real necessidade de um determinado produto e
acaba por vezes seduzido por uma oferta
irrecusvel de algo que jamais pensou consumir,
ou pela habilidade de um vendedor, ou pelo
carter simblico que a publicidade agrega 
marca, etc. A realidade do produto, porm,
muitas vezes decepciona.
Se observarmos bem, entre os fatores que determinam
a aquisio de algo encontraremos
padres estticos que favorecem mais a aproximao
do consumidor a determinado produto
mais do que a outro.
A palavra esttica, de origem grega, significa faculdade
de sentir. Do ponto de vista da filosofia
 a cincia que estuda o belo, o gosto, os estilos,
as percepes artsticas e o sentimento que eles
despertam no homem. Padres estticos so a
um s tempo culturais e individuais. O que  belo
para um pode ser feio para outro. Todavia, tanto
num caso como no outro, foram os padres
estticos que guiaram a interpretao.
5. Discusso final relacionando a presena da
esttica na aquisio de produtos e/ou contratao
de servios.
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rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Pea a um ou mais alunos que leiam o texto em
voz alta.
2. Questione-os se conhecem o cdigo do consumidor?
3. Provoque uma discusso sobre quais as formas
que utilizam para resistir a todos os apelos das
propagandas.
4. Pergunte qual deles j comprou um aparelho de
exerccios veiculado na televiso.
5. Continue a discusso investigando por que compraram
ou gostariam de comprar esses aparelhos?
6. Proponha a seguinte atividade:
a) divida a turma em dois grupos;
b) cada grupo dever escolher uma propaganda
de televiso sobre produtos para atividade
fsica e dramatiz-la para o outro grupo;
c) os grupos devero sentar separados, um de
frente para o outro, para realizar um debate
sobre as propagandas escolhidas;
d) cada grupo dever defender a sua propaganda,
utilizando argumentos convincentes;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Voc  um consumidor consciente?
Resultado esperado: Reflexo sobre a importncia
do trabalhador controlar os impulsos de
consumo excessivo. Discusso sobre o apelo da
propaganda de produtos de atividade fsica.
11
Te x t o
Objetivo
Discutir os direitos do consumidor, as formas adequadas
de consumo.
Introduo
Voc conhece os seus direitos como consumidor?
J leu o cdigo do consumidor? J foi explorado
em alguma compra? Voc analisa o produto e as
formas de pagamento antes de comprar algo?
Compra produtos em muitas prestaes sem avaliar
os juros no custo final? Essas perguntas so
importantes de serem feitas, pois os meios de
comunicao esto cada vez mais explorando os
desejos de consumo da populao.  preciso ir a
busca de informaes fundamentais antes de realizar
uma compra, como por exemplo, por que as
lojas esto facilitando as compras em vrias prestaes?
Na rea de Educao Fsica os produtos de
consumo crescem e ficam cada vez mais especializados:
aparelhos para todo tipo de exerccio, roupas
diversificadas, tnis sofisticados com alta tecnologia.
Como proceder na hora da compra?
54  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
Contexto no mundo do trabalho Combate ao consumo
excessivo e endividamento do oramento mensal.
e) cada grupo contrrio ir atacar a propaganda
do outro grupo;
f) um integrante de cada grupo se coloca entre
as duas equipes e tiram par-ou-mpar para o
incio do debate;
g) o grupo vencedor tem trs minutos para
defender a sua propaganda;
h) o grupo contrrio tem trs minutos para
criticar;
i) o grupo vencedor tem um minuto de rplica
e o atacante mais um minuto de trplica;
j) imediatamente aps o outro grupo comea
sua defesa em trs minutos e assim por
diante.;
k) no final da atividade destaque os argumentos
importantes de cada turma, tanto de
defesa como de ataque.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  55
rea: Histria Nvel I e II
1. Realizar uma leitura com a turma, em forma
de jogral, estrofe por estrofe;
2. Levar para a sala de aula, se possvel, uma
cpia do Cdigo de Defesa do Consumidor.
Explicar para o grupo seu significado;
3. Dividir a turma em grupos e, dependendo do
nmero de alunos, distribuir uma estrofe ou
mais para cada grupo;
4. Solicitar que os grupos releiam, interpretem,
discutam e reescrevam a estrofe com suas
palavras;
5. Apresentar ao grande grupo e sistematizar, a
partir das idias lanadas pelo livrinho rimado,
o que significa ser um consumidor consciente;
6. Motiv-los a produzir para sua comunidade
um outro livrinho rimado, abordando o consumo
consciente na realidade em que vivem e
atuam. Cada grupo dever produzir uma
estrofe rimada;
Descrio da atividade
Material indicado:
P Texto do Cdigo de
Defesa do Consumidor
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P O que significa ser um consumidor consciente?
Resultado esperado: Produo de um livrinho
rimado expressando atitudes de um consumidor
consciente.
11
Te x t o
Objetivos
Refletir sobre os diversos significados de ser um
consumidor consciente
Introduo
O Cdigo de Defesa do Consumidor, Lei Federal
N. 8.078, de 11 de setembro de 1990 , trata da
proteo dos direitos do consumidor brasileiro.
Este documento  muito importante na luta contra
os abusos e os desrespeitos aos direitos bsicos
de cidadania. Sugerimos, a partir do livrinho
rimado, tratar dos direitos do consumidor, relacionando-
o  realidade vivida pelos alunos, ao
cotidiano, s condies de vida, nvel de renda e
consumo. Esse trabalho poder ser muito til,
pois desenvolver as concepes de consumo e
consumidor consciente.
Dicas do professor: Procurar material na sede ou no site
do Procon da localidade,
www.idec.org.br  IDEC Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor
7. Distribuir, se possvel, o livro para outros
alunos da escola.
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Conversar sobre os
direitos do consumidor e a efetiva ao para
colocar em prtica esses direitos.
2. Pedir que observem os versos:
Por isso vamos falar
Nesse livrinho rimado
Os passos que devemos
dia a dia com cuidado
Seguir para comprar
Pra melhor utilizar
Nosso dinheiro suado
Compras por telefone
Ou reembolso postal
Vendas porta a porta
No so de todo mal
Vindo a se arrepender
Sete dias pra devolver
De volta o valor total
3. Pedir que procurem, na memria, palavras
como dia-a-dia e porta a porta, que se repetem
para formar uma expresso (gota a gota, frente
a frente, cara a cara, boca a boca, passo a passo,
ano a ano, homem a homem).
4. Fazer notar a grafia de dia-a-dia e porta a
porta (ambos sem crase e uma com hfen).
5. Explicar que em palavras repetidas, o a  simplesmente
preposio. No tem sentido, pois, o
sinal indicativo de crase.
6. Explicar que, excetuando-se TO-S e TOSOMENTE,
os elementos que compem uma
locuo adverbial no so ligados por hfen: de
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 aulas
Atividade P Uso do hfen em expresses que repetem palavras.
Resultado esperado:
Grafar corretamente dia a dia, dia-a-dia e
expresses similares.
11
Te x t o
Objetivos
Ampliar a capacidade de grafar corretamente o
hfen em expresses que repetem palavras.
Introduo
Qual das trs frases est correta:
Como  o dia-a-dia de um consumidor?
Como  o dia  dia de um consumidor?
Como  o dia a dia de um consumidor?
56  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
repente, s cegas,  vontade,  toa, DIA A DIA,
sem cerimnias. Pedir que procurem uma
locuo semelhante no texto (com certeza).
7. Certas locues adverbiais, entretanto, podem
funcionar como substantivos ou adjetivos:
a) Ele chegou sem cerimnia. (sem hfen)
b) A sem-cerimnica com que ele chegou nos
surpreendeu. (com hfen)
a) Ela estava nervosa  toa. (sem hfen)
b) Todos notaram que um probleminha -toa a
deixou nervosa. (com hfen)
8. Pedir que justifiquem o uso do dia-a-dia (com
hfen) nos versos do poema: ( substantivo: Os
passos que devemos em + o dia-a-dia... 
Lembrar que qualquer palavra precedida de
artigo, em portugus,  substantivo).
9. Sugerimos algumas frases para serem usadas
em exerccios:
a) Dia a dia, dormimos preocupados.
b) Ele estava preocupado com o dia-a-dia.
c) Por favor, fique  vontade e vamos resolver
no brao a brao.
d) Todos viram o -vontade com que se portou.
e) As coisas esto piorando dia a dia.
f) Meu dia-a-dia  muito alegre
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  57
rea: Histria Nvel I e II
1. Apresentar o desenho de Guto Lacaz para os
alunos. Pedir que eles falem livremente a
respeito do que a imagem suscita;
2. Organizar na lousa as opinies;
3. Propor uma pesquisa a respeito do autor
(Guto Lacaz) e debater qual seria a inteno
dele ao fazer o desenho;
4. Debater a relao entre o desenho e a frase a
roupa faz o monge, atravs da proposta de
uma parte da classe organizar argumentos e
exemplos contra a afirmao e outra parte da
classe argumentos e exemplos para fundamentar
a frase. (Lembrar que, por um lado, a
roupa pode fazer parte da identidade cultural
de um povo e, por outro, muitas vezes, ela 
usada como forma de ostentao de um status
social, ou ainda para se aparentar um pseudopapel
social. Entre outros exemplos.)
5. Sistematizar o debate anotando na lousa o
que foi dito;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A roupa faz o monge?
Resultado esperado:
Espera-se que os estudantes reflitam a respeito da
relao entre vestimentas e o papel social das pessoas
na sociedade.
12
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito da relao entre vestimentas e o
papel social das pessoas na sociedade.
Introduo
Algumas histrias falam da importncia da roupa
na vida das pessoas. Cinderela precisou de um
vestido de baile para conhecer o prncipe; e o rei
Lus XVI no conseguiu fugir da Frana durante a
Revoluo Francesa porque foi barrado na fiscalizao
 como estava disfarado, sem o traje real
estava tambm sem autoridade. Ser que  corre-
6. Propor, no final, que os alunos produzam
desenhos relacionados com o tema, inspirados
na obra de Guto Lacaz.
to reafirmar o ditado de que a roupa faz o monge?
A roupa nos faz quem somos, ou nossa individualidade
 independente da roupa que vestimos?
Qual a importncia da aparncia? Qual a
relao entre aparncia, consumo e riqueza?
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rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar uma leitura coletiva da imagem em
sala de aula;
2. Solicitar aos alunos que definam cada um dos
modelos que so apresentados (o que cada
um deles representa) e justifiquem suas
respostas;
3. Definir qual o sexo das modelos em questo
chamando a ateno, inclusive, presena da
cor-de-rosa nas trs vestimentas;
4. Destacar qual dos trs modelos  mais caracterstico
dos homens e discutir com os alunos
que, na nsia de ampliar as vendas, a moda
passa por cima de preconceitos, padres
estticos e diferenas sexuais;
5. Debater ainda que a moda  geradora de
padres de comportamento, ou seja, ao se
comprar o produto, compra-se tambm uma
postura que  exibida numa novela, numa
revista, num show de msica ou num jornal,
em suma, especialmente quando  exibida
num meio de comunicao de massa;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A moda e o consumo
Resultados esperados:
a) Refletir sobre o papel da moda na sociedade;
b) Avaliar se em seu crculo de vida a moda est
presente e de que forma;
c) Assumir uma posio crtica sobre o consumo
exagerado e suas conseqncias para o meio em
que vivemos.
12
Te x t o
Objetivo
Possibilitar a reflexo sobre o papel desempenhado
pela moda na sociedade, como estimuladora do
consumo e geradora de padres de comportamento
e as conseqncias diretas ou indiretas para o
meio ambiente e qualidade de vida das pessoas.
Introduo
O consumo sempre esteve presente na vida humana
desde os tempos pr-histricos, pois atravs
dele se satisfazem as necessidades bsicas de vida
e sobrevivncia. Na medida em que o modo de
produo capitalista vai se consolidando, o estmulo
ao consumo vai ganhando importncia.
A moda exerce um papel vital na existncia desse
sistema de produo, pois ela provoca uma dinamizao
no consumo, ampliando o mercado consumidor
e conseqentemente a margem e lucro
dos produtores.  importante lembrar que o consumo
em grandes quantidades  gerador de resduos
de forte impacto no meio ambiente, tanto
pelo descarte de produtos, quanto pelo prprio
processo de produo destes que consome quantidades
crescentes de energia e matrias primas naturais,
alm da produo dos resduos industriais.
58  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
6. Debater ainda que o consumo exagerado,
especialmente nos pases mais ricos, tem um
impacto muito significativo no meio ambiente,
tanto na produo das mercadorias (consumo
de energia, matrias-primas, produtos
naturais) quanto no consumo (embalagens,
descartes, reposio freqente);
7. Solicitar aos alunos que faam uma pesquisa
breve em seu cotidiano para avaliar o consumo
de produtos, bem como a real necessidade
desse consumo, e a gerao de resduos;
8. Sugerir que anotem no caderno da sntese
dos debates.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  59
rea: Histria Nvel I e II
1. Motivar os alunos a observarem os desenhos;
2. Solicitar que falem dos desenhos. Ouvir suas
impresses, sentimentos, reaes;
3. Lanar e discutir as questes: O que  moda?
Quais as implicaes da moda na sociedade?
Quais os benefcios e os problemas acarretados
pela indstria da moda na vida das pessoas,
em especial dos jovens;
4. O professor deve ir anotando os conceitos,
definies, as palavras-chaves levantadas pelo
grupo;
5. Ao final da discusso redigir, a partir desses
conceitos, um pequeno texto coletivo com a
turma sobre a moda e suas implicaes na
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Papel e lpis de cor
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Moda, modismo, consumo e consumismo
Resultados esperados:
a) Reflexo sobre o poder de influncia da moda e
suas conseqncias na vida de cada um;
b) Produo de um texto ilustrado.
12
Te x t o
Objetivos
 Discutir a moda como um fenmeno social e suas
implicaes na vida das pessoas, dos consumidores,
em especial dos jovens.
Introduo
Segundo o dicionrio a moda  a tendncia de
consumo da atualidade. A moda  composta de
diversos estilos que podem ter sido influenciados
sob diversos aspectos. Acompanha o vesturio e
o tempo, que se integra o simples uso das roupas
no dia-a-dia.  uma forma passageira e facilmente
mutvel de se comportar e sobretudo de
se vestir ou pentear. (http://pt.wikipedia.org/
wiki/Moda, acesso em 02/12/2006). Como voc
pode ver, vrios conceitos e aspectos esto presentes
nesta definio, tais como: consumo,
tempo, estilo, forma passageira e mutvel.
Podemos levantar inmeros outros elementos
que cercam a questo porm,  importante, frisarmos
como demonstram os estudiosos que a
moda  um fenmeno socio cultural e histrico,
pois explicita os valores, ideais, usos e os costumes
de uma sociedade em determinados tempos
e espaos. Outros aspectos devem ser considerados
como o econmico, o mstico, o religioso,
o psicolgico e tambm o tecnolgico. No
d para menosprezar o poder da mdia, dos
avanados meios de comunicao atuais na
difuso da moda e dos modismos e dos interesses
de incremento do consumo. No ? Para criar
estilos, modismos, os especialistas usam de uma
alquimia de elementos, como: a cor, a silhueta, o
caimento, a textura e a harmonia. Tudo isto tem
vrias implicaes nos padres de beleza, no
consumo (in)consciente, no ? Voc j ouviu a
expresso vtima da moda? Quantas pessoas
prejudicam a sade ou chegam ao extremo de
morrer, vtima de padres impostos pela moda?
Quantos no se endividam? Outros prejudicam o
meio ambiente? Enfim, so vrias implicaes.
Propomos desenvolver uma reflexo sobre a
moda e as suas implicaes na vida das pessoas,
em especial dos jovens. Vamos l?
Dicas do professor:
1) MOUTINHO, Maria Rita. A Moda no Sculo XX. So
Paulo: Editora Senac.2005
2) LIPOVETSKY, Gilles. O Imprio do efmero. So Paulo
Companhia das Letras, 2006.
3) MELLO E SOUZA , Gilda de. O esprito das roupas. So
Paulo Companhia das Letras, 1996.
vida dos jovens. Solicitar que ilustrem o texto.
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos tragam suas carteiras de vacinao
ou de familiares.
2. Usando a carteira de vacinao, o aluno deve
fazer uma lista relacionando o nome das vacinas
que tomou e qual era a sua idade quando
isto ocorreu. O aluno deve tambm procurar
identificar o nome da doena que cada vacina
imuniza.
3. Pea aos alunos que comparem as listas elaboradas
visando identificar quais vacinas foram
empregadas em todos os alunos e quais vacinas
foram utilizadas apenas por um ou mais
grupos especficos.
Descrio da atividade Materiais indicado:
P Carteiras de vacinas
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Vrus e vacinas
Resultados esperados:
a) Identificao do conceito de vrus;
b) Identificao do modo de ao de vacinas.
13
Te x t o
Objetivos
 Identificar o conceito de vrus;
 Identificar o modo de ao de vacinas.
Introduo
O texto aborda a questo de vacinas contra
doenas. Vacinas so usadas para combater
doenas causadas por vrus. Vrus so seres vivos
sem estruturas celulares (acelulares) e de tamanho
diminuto. So constitudos por apenas duas
classes de substncias qumicas  cidos nuclicos
(DNA ou RNA) e protenas. Como no possuem
capacidade de fazer funcionar seu programa
gentico, eles precisam das clulas que os
hospedam. Isto significa os vrus so parasitas
intracelulares. Quando o vrus invade uma clula,
ela passa a funcionar produzindo novos vrus,
causando uma infeco viral que causa alterao
do metabolismo da clula, que pode chegar a
morrer. O vrus geralmente ataca um ou poucos
tipos de clula, j que ele s infecta uma clula
que possua, em sua membrana, substncias qumicas
s quais o vrus possa se ligar. Os vrus
reproduzem-se rapidamente nas clulas, hospedeiras.
Vrus podem causar infeces tais como
resfriado, varola, raiva, febre amarela, Aids etc.
Poucos medicamentos mostram-se eficazes em
destruir vrus sem causar graves efeitos colaterais
e  por isso que vacinas so utilizadas.
Vacinas so substncias quimicamente parecidas
ou derivadas de um agente infeccioso causador
de doena. Quando um indivduo  vacinado -
geralmente por via oral ou por injeo esta substncia
 reconhecida pelo seu sistema de defesa
(imunolgico), que responde como se realmente
tivesse sido infectado pelo agente. Esta resposta
 lenta e pouco especfica, mas, como na vacina
no existe um agente infeccioso com capacidade
de se multiplicar rapidamente, isto d ao organismo
o tempo necessrio para preparar uma
resposta especfica. Futuramente, se o indivduo
vacinado for realmente infectado, o sistema imunitrio
responder com rapidez e eficcia, protegendo-
o da doena.
Dicas do professor: A varola j foi praticamente erradicada
do planeta, sendo a vacinao feita com vrus atenuado,
de uma linhagem que ataca o gado bovino. J vacina contra
a poliomielite pode ser feita usando-se um vrus virulento
inativado, como ocorre com a vacina Salk, ou com o vrus
vivo atenuado, como ocorre com a vacina Sabin.
60  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  61
rea: Portugus Nvel I e II
1. Preparar previamente uma grande caixa com
objetos diversos. Uma pequena caixa com cartes
contendo os nmeros 1, 2, 3 e 4.
2. Ler o texto com os alunos e fazer perguntas
absurdas relativas ao texto: Que nome teria o
gro de arroz que foi produzido com os genes
do inhame? Que pessoa seria reproduzida
centena de vezes em sua cidade se voc fosse
um cientista e soubesse a frmula de reproduzir
pessoas? Se voc fosse uma personagem
de desenho, qual gostaria de ser? Se os ratos
aprendessem a ler, que tipo de texto escolheriam
para seu deleite? Se fssemos descendentes
dos ratos, como seria nossa civilizao?
E outras perguntas que apenas despertem
a imaginao.
3. Uso de ler, dar, crer e ver.
a) Pedir que os alunos observem a frase:
Alguns ratos geneticamente modificados,
que foram treinados em laboratrios secretos
de pesquisa para aprenderem a LER.
Observar que, pela ortografia vigente, apenas
os verbos ler, dar, crer, ver e seus compostos
dobram o E na terceira pessoa do
plural. (O rato l/ Os ratos lem Ele v/
Eles vem; Rato no cr/ Ratos no crem;
Que o rato d/ Que os ratos dem...)
b) Pedir a um aluno que retire da caixinha um
nmero. Se tirar um, ser o lder dos
LEITORES; se tirar dois, ser o lder dos
CARIDOSOS; se tirar trs, ser o lder dos
CRENTES; se tirar 4, ser o lder dos
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P pequenas caixas, cartes.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Jogo do ler, dar, crer e ver.
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de escrever corretamente na norma culta.
13
Te x t o
Objetivo
 Grafar corretamente os verbos ler, dar, crer e ver no
presente do indicativo.
VISIONRIOS. Chamar os outros trs
futuros lderes.
c) Os demais alunos tiraro um nmero da
caixinha e se juntaro ao lder respectivo.
d) A seguir, um lder vai  caixa grande e retira,
baseando-se apenas no tato, um objeto.
Levar o objeto para seu grupo. Se for o
lder dos leitores, solicitar ao grupo que
crie uma histria com aquele objeto e, no
interior da histria aparecero as aventuras
de um rato que L e de ratos que LEM. Os
caridosos escrevero histria com o objeto
escolhido pelo lder e com rato que CR e
ratos que CREM. Os visionrios criaro
histria com o objeto escolhido e rato que
V e ratos que VEM demais.
Introduo
Eles lm ou lem? Creem, crm ou crem?
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
Pea aos alunos que tragam para a sala de aula
as suas despesas com aluguel ou pagamento da
casa prpria, impostos e taxas, como INSS,
Imposto de Renda, IPTU, IPVA, transporte, escola,
alimentao, vesturio, remdios, lazer,
viagem, cultura, telefone, gua, luz, gs, entre
outros que fazem parte do seu oramento.
Comece a aula com uma leitura silenciosa do
texto. Em seguida, cada aluno far um levantamento
dos seus gastos mensais comparando-o
com o salrio que recebem. Registrar os resultados.
Perguntas para um debate em plenria: de
que  composta minha receita? E minha despesa?
Como escolho e pago os itens da minha
despesa? A diferena entre o que recebo e o que
gasto  positiva ou negativa? No caso de ser negativa,
qual a explicao para esse resultado e
quais as alternativas utilizadas para cobri-la. No
caso de positiva, quais os cuidados observados
para alcan-la? Aps o debate, os alunos em
grupos proporo uma situao ideal com receita
e despesas que cubram necessidades variadas
de uma famlia de quatro pessoas, justificando-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Oramento familiar: receitas e despesas
Resultado esperado:
Elaborao de oramento familiar ideal e real e
discusso sobre seu compasso/descompasso.
14
Te x t o
Objetivo
 Posicionar-se de maneira crtica em relao  composio
do oramento familiar e aos apelos do consumo
e de suas estratgias de venda.
Introduo
O consumidor consciente sabe quanto pode gastar
sem comprometer o seu oramento.
Saber dos seus direitos de consumidor, fazer o
oramento familiar, conscientizar-se dos seus
gastos bsicos, planejar, pesquisar preos, pensar
antes de comprar, cortar gastos desnecessrios e
analisar criticamente as campanhas publicitrias,
so tarefas imprescindveis para tornar-se um
consumidor consciente. O que leva uma pessoa a
gastar acima do que ganha? De que lana mo
para driblar esta situao? Quais os problemas
que decorrem de um oramento desequilibrado?
Dicas do professor: Sites:
Consumo, novaescola.abril.com.br/PCNs/trab_cons5_8
www.culturabrasil.org/cruz_credo.htm
Excelente site com pequenos textos, grficos sobre
prestao, mercado. Mauro Halfeld, Seu dinheiro: www.editorafundamento.
com.br/imgs/Seudinheiro_web_cap1
O crculo virtuoso precisa de um motor de arranque: dowbor.
org/03circulovirt%20para%20luciano.doc
Elaborao de oramento familiar:
financenter.terra.com.br/Index.cfm/Fuseaction/Secao/Id_Se
cao/422
62  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
as. Os resultados sero apresentados em folhas
de modelo livro-caixa. Comente os resultados
com os alunos. Pea-lhes para comparar o ideal
com a situao real em que vivem, identificando
diferenas, problemas e levantando possveis
alternativas.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  63
rea: Matemtica Nvel II
1. Inicie a atividade perguntando quem est,
no momento, pagando uma compra que fez
a prazo. Pergunte se sabem qual a taxa de
juro que esto pagando. Organize a turma
em grupos de modo que cada grupo tenha
pelo menos um estudante que esteja pagando
uma prestao de uma compra realizada
com juros. Se no houver ningum, os grupos
devem inventar situaes, com base nas
suas memrias de mercadorias e juros que
conhecem.
2. Pea que cada grupo descreva as situaes de
compras a prazo na forma de um problema.
Oriente a formulao das situaes problemas
de modo que os textos contenham o valor inicial
da mercadoria, o valor e a quantidade de
parcelas e a taxa de juros. As perguntas dos
problemas podem ser quanto ao montante de
juros que esto pagando, a comparao com o
preo  vista, a comparao com uma aplicao
em caderneta de poupana, etc. Verifique
com cada grupo a coerncia dos textos e
as possibilidades de outros os entenderem.
3. Cada grupo deve apresentar seu problema pa-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Analisando os juros
Resultados esperados:
a) Textos de situaes-problemas extrados de
experincias reais dos educandos;
b) Resoluo de problemas de juros simples;
c) Analise de situaes de compra a prazo.
14
Te x t o
Objetivos
 Elaborar, de forma escrita, situaes problemas
extrados de experincias reais.
 Resolver problemas de juros simples.
 Analisar situaes de compra a prazo.
Introduo
Dvida, juro, inadimplncia...eis um tema que os
jovens e adultos trabalhadores devem conhecer.
Considerando que seus salrios so insuficientes
para cobrir suas necessidades e desejos, a compra
a prazo aparece como uma soluo. Boa
parte das vezes, no se trata, como requer o
texto, de uma m administrao das finanas
pessoais.  a nica forma que se encontra para
atender necessidades. Sabem, pelo menos, verificar
quanto pagam de juros? Tm conscincia da
explorao que isto representa? Poderiam fazer
diferente? E o apelo da propaganda, que influncia
tem nesta situao?
ra outro grupo resolver. Oriente o uso de calculadora
para a resoluo dos problemas.
4. Aps as resolues, os grupos devem apresentar
seus clculos que fizeram para a turma,
opinando se foi uma boa compra ou no e por
qu.
5. Proponha que os grupos leiam o texto e comparem
os argumentos com as situaes vivenciadas
pelos colegas da classe, discutindo: O
que os leva a comprar a prazo? Como isto
compromete seus oramentos? Seria possvel
adquirir aquele produto de outro modo?
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Escreva as razes que representam a situao
de devolues de cheques no primeiro ms de
2005 e , em janeiro de 2006,
2. Encontre, por meio de clculos, a percentagem
de cheques devolvidos no primeiro ms
de 2006;
3. Determine o custo que um cidado teve sendo
que cinco cheques seus foram devolvidos pelo
banco. Considere que, normalmente, bancos
cobram R$ 14,00 por cheque devolvido e que
para limpar o nome, no Serasa, se paga mais
uma taxa de R$ 24,80.
4. Realize um planejamento para o ms de
dezembro, poca em que gastos extras esto
presentes. Considere sua renda, veja o que
voc pode e quer consumir, lembre que maro
tem impostos extras, tais como: IPTU, IPVA,
material escolar e outras despesas.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Dvidas do consumidor
Resultados esperados:
a) Escrevam razes matemticas;
b) Calculem porcentagens;
c) Determinem e analisem custos bancrios pagos;
d) Realizem planejamentos considerando suas rendas
e gastos.
14
Te x t o
Objetivos
 Analisar os juros bancrios e comerciais cobrados
no ato da compra de um produto;
 Incentivar o hbito do planejamento de gastos
familiares.
 Resolver situaes-problema.
Introduo
Em janeiro de 2006, o volume de cheques sem
fundo cresceu 24,2% no Pas. Os meios de comunicao
no medem esforos para anunciar produtos;
propagandas, enganosas ou no, fazem de
ns pessoas predispostas ao consumo. Diante de
tantas opes de compra, na maioria das vezes, o
consumidor no planeja seu oramento e, acaba
contraindo dvidas desnecessrias e quase que
incontrolveis. O Brasil  o pas que tem taxas de
juros mais altas, h falta de fiscalizao, embora
haja Leis. Por parte do comerciante, seu objetivo
na hora da venda  vender o mximo possvel,
especialmente em datas comemorativas, onde a
emoo, a frustrao e outros aspectos psicolgicos
afloram nas pessoas. Pergunte aos alunos :
quais as razes dos juros serem to altos? Vocs
sabem o que  Serasa? Vocs sabem como so
determinados os juros? Vocs costumam fazer
oramento mensal? Usam talo de cheques?
Consideram-se consumidores conscientes? Quem
pode comprar  vista no Brasil?
Dicas do professor: Assistir ao filme: Roseli vai s compras
Sites: http://serasa.com/
http://www.serasa.com.br/guia/conteudo.htm
64  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  65
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto e perguntar a um aluno se, de acordo
com o texto,  um consumidor consciente.
Discutir o sentido de consciente quando se
fala de economia domstica e quando se fala
de cidadania. CONSCINCIA COLETIVA: representaes,
sentimentos ou tendncias no
explicveis pela psicologia do indivduo, mas
pelo fato do agrupamento dos indivduos em
sociedade. CONSCINCIA DE SI: autoconscincia;
faculdade de estabelecer julgamentos
morais dos atos realizados.
2. Ditar a seguinte frase: Antes de contrair dvidas,
 recomendado ao consumidor avaliar os
riscos de se comprometer uma grande parte
do oramento com o pagamento de juros 
no Brasil pratica-se uma das maiores taxas do
mundo. Na medida do possvel, deve-se comprar
 vista.
3. Verificar como os alunos escreveram  vista.
Perguntar o porqu. Depois, explicar: A forma
correta   vista, ou seja, de acordo com o
que  justo, legal. De acordo com a lei, 
vista significa na presena de quem compra e
vende. , pois, o tipo de compra e venda em
que o preo ajustado  pago no ato da entrega
do produto. A prazo (sem crase) quer dizer
o pagamento feito em prestaes, num espao
de tempo determinado, por oposio a pagamento
 vista.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Ortografia: a vista e  vista
Resultado esperado: Ampliar a capacidade de
bem escrever na norma culta. Praticar o gnero
anncio.
14
Te x t o
Objetivo
 Escrever corretamente "A vista,  vista" "a prazo".
Introduo
Quais frases esto corretas: DEVE-SE COMPRAR
A VISTA? DEVE-SE COMPRAR  VISTA? O preo
  vista ou a prazo? O preo  a vista ou 
prazo?
4. Sugerimos o seguinte exerccio: Considerando
que A VISTA (sem crase) refere-se ao substantivo
vista, olho, rgo visual, paisagem e 
VISTA (com crase) significa na presena de
dinheiro, pagamento da mercadoria adquirida;
escreva frases empregando-as corretamente.
5. Pedir que criem um pequeno anncio para
vender um produto que fora comprado por
impulso e, agora,  um transtorno em casa
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rea: Matemtica Nvel II
Pea aos alunos que:
1. Escrevam a expresso algbrica que representa
a soma do quntuplo de shoppings com
camels legais, ou seja, cadastrados pela secretaria;
2. Encontrem o valor do CD e do DVD, usando
sistema de equaes, sabendo que o produto
entre ambos  de R$12,50 e a soma  R$7,50;
3. Escrevam a expresso algbrica fracionria representada
pelo cubo das camisas da seleo
brasileira pirateada dividido pela soma do
nmero 5 com o triplo de relgios;
d. Procurem dados no texto e dem exmplos de
expresses algbricas.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Somente vendedor ambulante e camel praticam vendas ilegais?
Resultados esperados:
a) Escrevam expresses algbricas inteiras e fracionrias;
b) Criem sistemas de equaes;
c) Criem expresses algbricas com dados retirados
do texto;
d) Discutam e encontrem possveis solues para o
problema da pirataria.
15
Te x t o
Objetivos
 Questionar a realidade do trabalho, do consumo
e da pirataria;
 Construir e resolver expresses algbricas.
Introduo
O texto se refere a pirataria realizada no Rio de
Janeiro, no entanto,  possvel afirmar que alm
deste estado, muitos outros e muitas cidades e
pases praticam o ato do comrcio ilegal. O
Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, do dia 19
de outubro de 2006, um dos maiores meio de
comunicao do Rio Grande do Sul, traz semelhante
informao, 7,5 mil brinquedos foram
apreendidos em 15 dias, a ao envolveu 60 fiscais
no Centro de Porto Alegre e foram apreendidos
7555 brinquedos, 2526 bons, 511 peas de
roupas e 383 pares de tnis, a maioria deles falsificado.
Com isso, as lojas vm sofrendo o
processo de esvaziamento e alguns pagam altos
impostos para continuar com suas empresas. O
que fazer para modificar essa situao? H pirataria
na rua, mas e aquela da grande e riqussima
loja em So Paulo? Esse  um problema social
que precisa ser resolvido, quem o resolveria? E o
vendedor ambulante que no consegue emprego,
pois no tem estudo, est errando ao buscar essa
forma, talvez a nica encontrada, para o sustento
de sua famlia? Ser que baixando impostos e
escolarizao efetiva a todos poderia contribuir
para a no pirataria?
Dicas do professor:
a) Lembre que: uma expresso matemtica representada
por nmeros e letras  denominada algbrica ou literal;
b) Convidar um guarda municipal ou outra autoridade para
palestrar sobre o tema Pirataria.
66  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  67
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Depois da leitura do texto, pea que respondam
em seus cadernos: por que existe uma
faixa de Gaza no Rio de Janeiro?
Legalizados ou no, o que leva os trabalhadores
ao comrcio ambulante? Por que os
trabalhadores brigam entre si? Afinal, quem
so os responsveis por ter tanta gente trabalhando
na rua?
2. Leitura dos escritos e discusso.
3. Solicite que cada um dos estudantes conversem
com dois ou trs trabalhadores de rua
que vendem produtos industrializados: por
que estes trabalhadores esto na rua? Desde
quando? O que vendem? Onde  produzido?
Eles tm algum vnculo empregatcio? A atividade
 legalizada ou no? Quem deve
legalizar a atividade? O que o produtor tem a
ver com isto?
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A (in)formalizao da economia (in)formal
Resultado esperado: Refletir sobre a situao
dos trabalhadores de rua.
15
Te x t o
Objetivos
 Compreender que a economia informal faz parte
da dinmica da economia formal capitalista.
Introduo
Com a globalizao da economia, encontramos
nos chamados mercado formal e mercado
informal uma grande quantidade de quinquilharias
produzidas em todos os cantos do
Planeta. Como nos indica o texto, entre estes
dois mercados, existe uma verdadeira guerra. De
um lado do campo de batalha, esto os soldados/
trabalhadores que, tendo perdido seus postos
como trabalhadores assalariados, ocupam a
rua da cidade para poder ganhar a vida. De
outro lado esto os soldados/trabalhadores que
so policiais ou fiscais da Prefeitura, pagos para
reprimir os trabalhadores de rua. Na verdade, 
tnue a fronteira entre economia formal e economia
informal. Alm de considerar que o Estado
deve organizar o espao pblico, no podemos
esquecer que todos os trabalhadores de rua,
sejam eles formais ou informais, contribuem
para escoar as mercadorias produzidas nas
empresas de capital, sejam elas formal ou informalmente
estabelecidas. Enquanto os trabalhadores
se digladia entre si, quem ganha com a
produo e venda de tantas quinquilharias espalhadas
nas caladas?
Dicas do professor: 1. Leia Crtica da razo informal, de
Manoel Malaguti (Boitempo)
4. Em grupos, os alunos se renem para comparar
as respostas dos trabalhadores de rua.
5. Apresentao dos grupos/comentrios.
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rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos.
2. Cada grupo dever fazer uma relao de produtos
pirateados que j possuiu, possui ou
poderia vir a possuir ou fazer uso.
3. Escolher pelo menos um produto para anlise.
O professor dever cuidar para que os grupos
escolham produtos diferentes. Os grupos no
podero saber quais so os produtos escolhidos
pelos demais grupos.
4. Cada grupo dever construir o percurso do
produto escolhido para anlise do original ao
pirata, levando em considerao todas as
fases e etapas desde a criao do autor  sua
aquisio pelo consumidor. Questes como
direito autoral, produo, impostos, mo-deobra,
segurana etc, devero ser analisadas e
discutidas em detalhe tanto do ponto de vista
da produo do produto original como o do
pirata. Por exemplo, quem  o trabalhador do
original e quem  o da cpia. Quais as
condies de trabalho de um e de outro? Qual
a origem? Onde  encontrado? Quem o comercializa?
Etc.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1h30
Atividade P Feira de pirateados
Resultados esperados:
- Que o aluno possa vislumbrar, no mbito da produo
e do consumo, o papel da desigualdade
social na pirataria.
- Que o aluno seja capaz de identificar os perdedores
e o ganhadores do ato da pirataria.
- Que o aluno discuta a criminalidade e sua relao
com a pirataria.
15
Te x t o
Objetivos
 Montar uma feira imaginria de produtos
pirateados.
 Analisar o papel do consumidor na pirataria.
Introduo
A pirataria tem sido na atualidade um dos
maiores problemas enfrentados pela indstria,
governo e polcia. Sua origem, porm,  antiga.
A denominao pirata usada para os saqueadores
do mar e de cidades costeiras aparece
pela primeira vez na Grcia, na Odissia, de
Homero. Freqentadores das rotas comerciais,
desde a antiguidade, os piratas protagonizaram
batalhas sangrentas e cruis de pilhagem e
seqestro e ao longo da histria, se por um lado
foram perseguidos e julgados como criminosos,
por outro, muitas vezes estiveram a servio de
governos enriquecendo-os. Os piratas, vistos
como homens rudes e cruis, porm destemidos
e persistentes, povoam nosso imaginrio, de
forma envolvente e quase mtica.
68  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
5. Os grupos apresentaro suas anlises, atravs
de uma feira imaginria de produtos pirateados.
Um membro do grupo ser escalado como
vendedor do produto e dever anunci-lo com
os dados da anlise. O vendedor no poder
nomear o produto. Caber  classe, segundo os
dados da anlise descobrir qual  o produto.
6. Discusso final tendo por foco o papel do consumidor
na estrutura da pirataria.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  69
rea: Portugus Nvel I e II
1. Antes da leitura do texto, entregar aos
alunos em folha digitada ou escrever na
lousa as frases:
a) Ali, vendem-se livremente produtos pirateados
como CDs, DVDs, relgios, camisas, cigarros,
tnis e sapatos.
b)  uma referncia bem humorada  e um
tanto mrbida  aos constantes enfrentamentos
entre o comrcio ambulante ilegal e
a Guarda Municipal.
c) A rea  o local de maior concentrao de
camels por metro quadrado do Rio.
d) Faixa de Gaza  como os cariocas
chamam o trecho da avenida Rio Branco
entre as ruas Sete de Setembro, Ouvidor,
Uruguaiana e Largo da Carioca, no centro
da cidade do Rio de Janeiro.
e) Pelo local, passam diariamente mais de 500
mil pessoas, potenciais consumidores. No
ano passado, de acordo com os dados da
Guarda Municipal, ocorreram, naquela
regio, 34 confrontos, que resultaram em
uma morte e 89 feridos.
f) (em referncia  conflituosa regio do
Oriente Mdio, onde se enfrentam judeus e
palestinos)
2. Informar que essas so frases que compem
um pargrafo de um texto.
3. Pedir que transcrevam as frases em uma
ordem possvel, de modo a dar sentido ao
pargrafo.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina, pincel atmico. Tempo sugerido: 3 horas.
Atividade P A coeso e a coerncia textual. Uso de "Vende-se" e "Vendem-se"
Resultado esperado:
Estruturar corretamente um pargrafo e flexionar
corretamente verbos na voz passiva.
15
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de dar coerncia e coeso ao
pargrafo.
Introduo
Vende-se produtos pirateados ou Vendem-se produtos
pirateados?
 melhor no vend-los e escrever corretamente!
4. Conferir com o texto original.
5. Prtica Lingstica: VENDEM-SE produtos
pirateados. VENDE-SE produto pirateado.
Explicar que o verbo vender, nos exemplos,
deve concordar com o sujeito produtos e
ficar no plural ou com produto e ficar no singular.
Na passiva sinttica (formada com verbos
transitivos diretos + pronome SE) o sujeito 
o termo que recebe a ao verbal: Consertamse
carros.
Com verbo transitivo indireto, junto de
pronome se, porm, o sujeito fica indeterminado
pela presena do pronome se (VTI +se).
O verbo no pode estar no plural, mesmo que
seu complemento esteja: Precisa-se de bons
profissionais.
Ao contrrio, os verbos transitivos diretos, nas
mesmas circunstncias, possuem sujeito:
Vendem-se flores.  Flores  o sujeito: Flores
so vendidas.
6. Pedir aos alunos que criem cartazes com todas
as possibilidades acima.
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70  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
Pea aos alunos que, se possvel, no prazo de
uma semana, fiquem atentos s propagandas
dirigidas s crianas, em vrios veculos. Em
sala, faa a leitura coletiva do texto. Pea aos
alunos que, em grupos, identifiquem no texto e
registrem a importncia da regulamentao da
propaganda direcionada ao pblico infantil, bem
como os avanos na legislao conquistados por
outros pases. Em seguida, organize com os
alunos um frum de debates sobre o tema
Criana e Consumo aproveitando o trabalho
dos grupos. Divulgue o evento e convide os
diversos setores da escola para participar.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Criana e consumo
Resultados esperados: Apresentao de um
frum de debates sobre o tema Criana e
Consumo.
16
Te x t o
Objetivo
 Debater a importncia da regulamentao da
publicidade dirigida a crianas.
Introduo
As propagandas voltadas ao pblico infantojuvenil
no passam por nenhuma restrio
especfica no Brasil. Grupos defensores dos direitos
da criana e do adolescente propem que
haja maior controle na veiculao da publicidade
por meio de leis. Atualmente, existem apenas
recomendaes para que as mensagens publicitrias
infantis dem ateno especial s caractersticas
psicolgicas da audincia-alvo, respeitando
a ingenuidade e a credulidade, a inexperincia
e o sentimento de lealdade dos menores.
Estes so os dois primeiros pargrafos do texto
que discute o aumento ou no do controle de
propaganda infantil. Talvez a pergunta mais
importante seja: Por que  to difcil a regulamentao
das propagandas dirigidas ao pblico
infantil?.
Dicas do professor: Se possvel, grave propagandas em
que apaream crianas, apresente-as para seus alunos e
anime o debate sobre o tema.
Livro: Simone Campos, No Shopping. Universo de quem tem
menos de 20 anos e faz do templo do consumo a sua praia
e seu estilo de vida. Editora 7 Letras
Sites:
As Marcas do Invisvel, Propaganda, Infncia e Produo de
Identidades -
www.conteudoescola.com.br/site/content/view/139/31/
A criana  a bola da vez -
www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/criana
Frum de debate O controle de propaganda infantil deve
aumentar?
noticias.aol.com.br/pinga_fogo/2005/0015.adp
Frum de debate sobre criana e mdia da ANDI e
unicefwww.andi.org.br/forum/topic.asp?TOPIC_ID
ANDI/Agncia de Notcias dos Direitos da Criana
www.ybnews.org.br/?system=news&action=read&id=582
&eid=232
unicef: www.unicef.org/brazil
Entrevista: Simone Campos,
www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0051.asp
Vera Iaconelli: www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0103.
asp
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  71
rea: Matemtica Nvel II
1. Encontre quantos minutos as crianas
brasileiras e as crianas alems assitem  TV,
considerando o seguinte sistema de equao:
a soma do tempo das crianas alems e
brasileiras, que assistem  TV  de 301 minutos
e o produto dos tempos frente ao aparelho
televisivo  de 19.110 minutos;
2. Encontre a rea da televiso da casa de uma
criana alem. A TV mede 30 cm de largura e
50 cm de altura;
3. Calcule que altura a TV, da casa da criana
alem se encontra em relao ao solo, considerando
que a televiso est instalada em
uma estante a uma altura com o triplo da
altura da prpria TV.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Calculadora
P Cdigo de Defesa do
Consumidor.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Crianas vtimas do consumo.
Resultados esperados:
a) Realizem transformaes de horas em minutos;
b) Resolvam um sistema de equao, em que a
equao de 2 grau provar o tempo que as crianas
alems e brasileiras assistem  TV;
c) Apliquem conceitos geomtricos tais como rea
e altura;
d) Discutam a necessidade da Regulametao ao
Consumismo Infantil.
16
Te x t o
Objetivos
 Alertar os estudantes sobre a publicidade televisiva
e o problema do Consumo Infantil;
 Incentivar a elaborao de regulamentao e
aprovao e aplicao de lei que proteja crianas
de consumismos abusivos e de falsas idias de
felicidade, beleza e incluso social.
Introduo
A publicidade dirigida a crianas, em muitos
pases,  restringida; no Brasil as crianas esto
entre as que mais assitem  TV no mundo todo.
A comunicao televisiva, por meio principalmente
de comerciais mas no s, tem provocado
um crescente consumismo apresentado por
crianas nos ltimos tempos.  importante
destacar que o tema mereceu o evento: I Frum
Internacional Criana e Consumo, realizado em
So Paulo, no ms de outubro de 2006. O que
voc pensa acerca da regulamentao de propagandas
destinadas a crianas no Brasil? H cinco
anos tramita na Cmara de Deputados, um documento
que altera o Cdigo de Defesa do
Consumidor, proibindo a publicidade de produtos
infantis. Por que ser que  to demorada
essa regulamentao e sua aprovao? A quem
interessa no haver lei para esse assunto? Ser
que as crianas so mais vulnerveis aos apelos
da publicidade do que os adultos? A no divulgao
do consumo diminuir o conflito social
nos dias de hoje?
Contexto no mundo do trabalho Crianas e muitos
adultos assitem a anncios que do idia que consumir
determinado produto vai deix-los felizes, ricos, bonitos e
no excludos; o que no  verdade. A inteno do anunciante
 vender o seu produto. Emissoras e anunciantes
deveriam ter compromisso com a cidadania, com os direitos
das crianas e adolescentes. O Brasil se tornaria melhor,
todos estariam exercendo o direito  cidadania.
Dicas do professor: a) Livro: Russomanno, Celso. Voc
merece o melhor! So Paulo: Editora Gente, 2002;
b) Convidar um(a) juiz(a) da Vara da Infncia e Juventude
para falar sobre o tema: "Consumismo, crianas e publicidades".
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Apresente aos educandos a seguinte pergunta:
quantas horas por dia seu filho (pode ser um
irmo mais novo) fica assistindo TV? Anote as
respostas na lousa e pea que eles calculem a
mdia das horas que as crianas da turma  filhos
e irmos mais novos  assistem TV.
2. Escreva a seguinte pergunta na lousa: voc 
a favor de regulamentar a propaganda infantil?
Por qu? (Se necessrio; explique o significado
da palavra regulamentar;) V contando/
registrando as respostas SIM em uma
coluna e as NO em outra. Registre os
porqus em uma terceira coluna. Ao final,
pea que calculem a porcentagem do total de
respostas sim e a de respostas no.
3. Proponha a leitura do texto, num primeiro
momento de forma silenciosa e individual.
4. A seguir, v relendo o texto de forma pblica
e mediando um dilogo sobre seus argumentos,
comparando com os argumentos dos alunos
anotados na lousa no passo 2, com a
mdia encontrada no passo 1 e as porcentagens
de sim e, no do passo 2. Verifique se os
educandos vo mudando de opinio com a
leitura do texto, se vo se propondo mudar
suas atitudes com suas crianas.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Criana e TV: um par que nem sempre d certo.
Resultados esperados:
a) Clculos de mdia aritmtica e de porcentagem.
b) Lista de argumentos a favor e contra a regulamentao
da propaganda infantil.
c) Percepo dos prejuzos  infncia da propaganda
sem restries.
16
Te x t o
Objetivo
 Empregar clculos de mdia e porcentagem para
melhor compreender os argumentos de um texto.
Introduo
O texto  um alerta para os prejuzos que a propaganda
indiscriminada pode causar  infncia.
Existem aqueles que concordam e fazem alguma
coisa e h os que concordam e no conseguem
fazer nada. Mas existem tambm aqueles que
nem se do conta disto. Em que grupo os estudantes
da EJA, pais e mes de crianas esto? O
que poderiam fazer diante deste problema?
72  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
5. Proponha, por fim, que escrevam uma carta
ao Congresso Nacional, defendendo a regulamentao
da propaganda infantil.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  73
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos;
2. Cada grupo escolher uma publicidade ou
merchandising dirigida ao pblico infantil
para analisar:
a. texto (o que estimula enquanto universo
simblico  interpretativo), imagem
(descrever o cenrio em detalhes);
b. cores (verificar o padro de cores utilizado
e se existe predominncia de alguma 
observar o que as cores utilizadas sugerem
para o espectador);
c. personagens (quem so e o que transmitem);
d. som (se existe um fundo musical ou uma
msica especialmente composta);
e. pblico-alvo (a quem se destina e para que
classe social  dirigida);
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1h 30
Atividade P O pequeno consumidor
Resultados esperados:
a) Que o aluno verifique se houve alterao na
interpretao de uma determinada publicidade
ou merchandising aps a anlise realizada.
b) Que o aluno perceba a multiplicidade de fatores
envolvidos e aes realizadas para a venda de
um produto.
c) Que o aluno questione a responsabilidade e a
influncia da televiso na formao da criana.
16
Te x t o
Objetivo
 Analisar criticamente a publicidade televisiva
dirigida ao pblico infantil.
Introduo
O texto traz uma srie de palavras, algumas j
incorporadas ao linguajar cotidiano, pelo menos
dos grandes centros urbanos, como publicidade,
marketing e merchandising, que exploram
maneiras de fazer um produto chegar s mos de
um consumidor.
Como a prpria palavra indica, a publicidade
tem por objetivo tornar algo conhecido, neste
caso, um produto. Para que isso acontea estudos
e estratgias realizadas por especialistas que
pesquisam o consumidor so realizados resultando
em abordagens diversas.
Por exemplo, Beba leite  uma propaganda.
Uma publicidade seria beba leite da marca X.
Enquanto que o merchandising seria consumir o
leite da marca X, numa cena de novela ou
durante um programa ou ainda distribu-lo para
um futuro pblico consumidor em um ponto de
venda.
Essas aes esto diretamente relacionadas ao
marketing, que  o estudo do pblico-alvo do
produto em questo, resultando no estabelecimento
estratgias que tragam como resultado o
aumento de venda do produto.
O marketing estuda o mercado procurando conhecer
necessidades e desejos do consumidor. 
a partir dos resultados desses estudos que campanhas
publicitrias e/ou polticas so construdas
(no esquecer que o poltico hoje tambm 
tratado como um produto a ser consumido por
um consumidor bastante especial: o povo).
f. mensagem;
g. em que horrio e tipo de programao 
veiculada;
5. Os grupos apresentam a publicidade ou merchandising
escolhido e sua anlise;
6. Discusso final tendo por foco a publicidade
dirigida ao pblico infantil e sua influncia no
comportamento da criana.
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rea: Histria Nvel II
1. Apresentar para os alunos o tema a propaganda
dirigida  criana brasileira para ser
estudado;
2. Propor que debatam o assunto em grupo,
apontando quais as questes esto relacionadas
ao tema. Se possvel, entregar aos
grupos (ou solicitar que tragam para a aula)
revistas com propagandas dirigidas s crianas
para que sejam analisadas;
3. Propor que, em grupo, leiam o texto, destacando
as questes colocadas relativas ao
tema. Pedir, ainda, que cada grupo fique
responsvel por coletar do texto informaes
especficas a respeito:
a. vulnerabilidade infantil;
b. a criana e o consumo;
c. publicidade da TV para as crianas no
Brasil;
d. a publicidade da TV para as crianas em
outros pases;
e. as responsabilidades dos pais e da
sociedade para com a criana;
f. a regulamentao da publicidade dirigida 
criana.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Criana e propaganda
Resultado esperado: Espera-se que os estudantes
reflitam a respeito da responsabilidade da
sociedade diante da propaganda dirigida s
crianas.
16
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito da responsabilidade da sociedade
diante da propaganda dirigida s
crianas.
Introduo
A expanso da produo capitalista tem transformado
diferentes segmentos sociais em consumidores
em potencial. Esse tem sido o caso de
jovens, crianas e idosos que passaram a ser
alvos da produo industrial e da sua propaganda.
No caso da criana, isso se torna problemtico
por estar em processo de aprendizagem e
desenvolvimento, tendo pouca informao para
discernir criticamente o que  ou no voltado
para seu bem-estar. Alm disso, cabe  sociedade
refletir a respeito desse problema, debat-lo e
regulamentar a economia e os meios de comunicao
de modo a preservar e cuidar das crianas.
74  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
4. Socializar as discusses dos grupos;
5. Organizar as informaes coletadas em um
quadro na lousa e debater essas informaes.
Registr-las no caderno.
6. Propor, para ser apresentado numa aula
seguinte, que os grupos faam uma pesquisa
sobre a publicidade dirigida ao pblico infantil.
Alguns grupos podem entrevistar crianas
e outros os pais. Com as crianas  possvel
investigar a influncia da propaganda no que
pensam e desejam; com os pais investigar o
que pensam sobre o problema e se controlam
ou no a relao entre as crianas e a publicidade;
7. Socializar e debater os resultados da pesquisa;
8. Propor que os grupos montem painis na
escola expondo o tema amplamente.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  75
rea: Lngua estrangeira - Ingls Nvel I e II
Aps ler o texto e discuti-lo com os alunos, pea
a eles que se organizem em grupos de 3 a 4 pessoas.
Eles tero de criar um anncio para revista
e outdoor EM INGLS para vender um determinado
produto. Eles no podero escolher o produto
para a criao do anncio. Distribua a eles
folhas com a tarefa (uma diferente para cada
grupo). Por exemplo, um grupo dever vender
um carro (especifique modelo e marca), outro
dever vender eletrodomsticos (especifique
marca), outro dever vender um brinquedo
(especifique) e assim por diante. Alguns produtos
podem ser: comida light/diet, roupas esportivas,
calados, cursos, viagens, bolsas, etc.
Cada grupo ter uma folha de cartolina para
criar o anncio. Eles devero recortar e colar
fotos e letras de revistas para montar o anncio.
Cada anncio deve conter, no mnimo 3 frases
em ingls.
No final, cada grupo apresentar sua idia para
os demais (a apresentao pode ser em portugus).
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P cartolinas
P colas
P tesouras
P revistas
P dicionrios portugus/
ingls
Tempo sugerido: X horas
Atividade P Advertisement
Resultado esperado: Passar uma mensagem
em ingls sobre determinado produto de modo eficiente
(que todos compreendam
16
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a capacidade criativa dos alunos em
ingls
Introduo
O texto trata das campanhas publicitrias
voltadas para o pblico infantil.  uma oportunidade
de ajudar os alunos a desenvolverem sua
rea criativa principalmente utilizando uma lngua
estrangeira
Dicas do professor: Se puder alugar o filme Muito Loucos,
com Duddley Moore e Daryl Hannah, passar os primeiros 10
a 12 minutos da histria para os alunos como forma de ativar
a criatividade deles
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rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Perguntar:
a) Ser que o consumismo traz, de fato, felicidade?
b) Quanto tempo por dia, em mdia, as crianas,
em sua casa, passam diante da TV?
Qual sua opinio a respeito desse hbito
das crianas?
c) Algum tem um exemplo concreto sobre os
benefcios trazidos pela TV no desenvolvimento
da inteligncia da criana?
d) Podemos acreditar ou desconfiar de algumas
afirmaes do texto. Vocs poderiam
dar exemplos de crianas que tiveram
problemas psicolgicos por desejar um presente
que os pais no podiam comprar?
e) Uma TV pode ser s educativa? Comente a
frase que fala da opinio do deputado
Fantazzini.
f) Como voc se vale dos direitos assegurados
pelo Cdigo de Defesa do Consumidor? J
o utilizou a seu favor em alguma circunstncia?
2. Dividir a sala em dois grupos. O primeiro
grupo ser favorvel  restrio das propagandas
dirigidas s crianas. O outro, ser
contra.
3. Orient-los:
a) Discutir, oralmente, quais seriam os argumentos
necessrios para convencer o
auditrio a aceitar a posio de restringir
ou liberar a propaganda para crianas.
b) Por escrito, criem um texto que se estruture
da seguinte forma:
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 aulas
Atividade P Criao de texto opinativo
Resultado esperado: Ampliao da competncia
de criar e sustentar argumentos.
16
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de argumentar.
76  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
c) Introduo: Apresentao do tema e reflexos
sociais.
d) Desenvolvimento: Apresentao dos argumentos
contrrios, imaginados pelo grupo.
Apresentao dos argumentos favorveis,
que sero defendidos pelo grupo.
e) Concluso: Ponderao a respeito dos argumentos
contrrios e favorveis, com nfase
nos favorveis. Declarao do posicionamento
do grupo em relao ao tema.
Observaes finais.
4. Fazer rigorosa correo do aspecto formal.
Comentar, depois, as idias e submeter os dois
textos a julgamento para verificar que equipe
foi mais criteriosa e persuasiva.
Introduo
Ser que consumir traz felicidade?
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  77
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Promova uma discusso entre os alunos para
que pratiquem a expresso oral:
En defensa del consumidor infantil y juvenil
a. Reglamentar o prohibir la propaganda televisiva
dirigida a los nios y a los adolescentes?
b. Cmo deben actuar los padres o los mayores
frente a la programacin infantil en la
pequea pantalla?
2. Organize na lousa as opinies emitidas pelos
alunos e comente-as.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Folhetos com propagandas
infantis, revistas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Los ms jvenes, nuevos objetivos de la publicidad
Resultado esperado: Que os alunos identifiquem
os malefcios das propagandas dirigidas s
crianas e aos jovens e possam promover mudanas
de conduta frente a essa questo.
16
Te x t o
Objetivo
 Identificar a analisar a influncia da publicidade
televisiva no comportamento infantil e juvenil.
Introduo
O texto nos informa que as crianas e os jovens
brasileiros so os que mais assistem  TV e como
a televiso pode influenciar seu comportamento.
Refere tambm que a propaganda destinada ao
pblico infantil seja regulamentada como j
acontece em outros pases, e mesmo proibida,
caso da Sucia. Na Alemanha h canais exclusivos
com programao infantil, sem publicidade
ou propaganda. Nos ltimos tempos houve
grande aumento de consumo pelas crianas. Elas
so ao mesmo tempo os atores e o objetivo privilegiado
dos anncios. Representam cerca de
50% das compras familiares. As apresentadoras
de programas televisivos infantis no Brasil contribuem
para isso com seus produtos desenvolvidos
especialmente para esse pblico. Estes com a
clara funo de aumentar suas contas bancrias.
Enquanto se espera a aprovao do Projeto que
tramita no Congresso, que aes os pais, os professores
podem incentivar para que as crianas
no sejam as vtimas inocentes do interesse mercantilista?
O mundo do entretenimento e do trabalho
responsvel, dirigido ao pblico infantil
deve ser respeitado e estimulado.
Dicas do professor: Junto com os alunos, analise propagandas
dirigidas ao pblico infantil que esto sendo veiculadas
na TV, revistas e folhetos.
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rea: Artes Nvel I e II
1. Levar  discusso o tema sobre almanaques e
os tipos que a classe conhece, relacionar na
lousa as diferentes sees que devem compor
um almanaque para criar com a classe um
sobre o tema do caderno;
2. Dividir a classe em grupos. Cada grupo ficar
responsvel por um segmento do almanaque;
3. Criar uma comisso editorial que dever
reunir e organizar a produo dos grupos;
4. Incluir no almanaque o texto O Usque, do
Baro de Itarar;
5. A apresentao do almanaque poder ser feita
atravs de painis ou de cpias para a classe;
6. Discusso do exerccio tendo por foco a facilidade
ou dificuldade em tratar o tema do texto
do caderno dentro de um almanaque.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 1h 30
em dois dias
Atividade P O almanaque
Resultados esperados:
a) Que o aluno busque na criatividade formas
alternativas para a discusso de temas srios;
b) Que o aluno passe pela experincia de criar
uma publicao.
17
Te x t o
Objetivo
 Discutir o tema do caderno em publicao no formato
de Almanaque.
Introduo
Dentre as muitas criaes do jornalista Baro de
Itarar, encontra-se o Almanhaque, criado em
1949, com o objetivo de gerar lucro e com este
sanar as dvidas de seu jornal Manh.
Segundo o Dicionrio Aurlio, almanaque 
definido como sendo um tipo de publicao que
alm de um calendrio completo, contm
matria recreativa, humorstica, cientfica,
literria e informativa. O Almanhaque do Baro
de Itarar trazia textos de sua prpria autoria
alm de passatempos, jogos, anedotas, curiosidades,
contos humorsticos, enigmas, frases
divertidas e quadrinhas.
Dicas do professor:
http://www.releituras.com/itarare_bio.asp
http://www.culturabrasil.org/itarare.htm
78  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  79
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que tragam rtulos de embalagens
bebidas alcolicas (cerveja, vinho,
cachaa, usque, etc.)
2. Pea aos alunos que elaborem uma tabela
contendo: a fonte de amido da bebida, o teor
alcolico presente, e classificando a bebida
como destilada ou fermentada.
3. Pea aos alunos que desenhem o esquema de
preparao de uma bebida destilada.
Descrio da atividade Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Do que  feito o usque
Resultados esperados: Conhecimento do
processo de fabricao de usque, identificando os
processos de fermentao e destilao no seu
preparo.
17
Te x t o
Objetivo
 Conhecer o processo de fabricao de usque;
 Identificar os processos de fermentao e destilao
no seu preparo.
Introduo
O usque  uma bebida das mais apreciadas e
consumidas em todo o mundo. Cada bebida possui
uma fonte de cereal que  fermentada pelas
leveduras, microorganismos que degradam o
amido, produzindo etanol. No caso do usque, a
cevada e o centeio so os principais ingredientes
que sofrem fermentao. Quando a quantidade
de etanol presente atinge cerca de 13%, a levedura
 inativada, deixando de realizar a fermentao.
A preparao de bebidas destiladas, com
teor alcolico que chega a atingir 40%, envolve o
processo de destilao. Na destilao, o lquido
fermentado  aquecido e o etanol presente passa
para a fase de vapor. Quando o vapor encontra o
condensador, que nada mais  que uma camisa
de resfriamento torna-se lquido novamente e 
recolhido. O resultado  a diminuio da quantidade
de etanol presente no lquido de fermentao,
fazendo com que a levedura volte a atuar
produzindo mais lcool, at atingir 13% e o
processo de destilao  repetido. O etanol assim
produzido ser utilizado para se alcanar o teor
alcolico desejado. O tipo de usque conhecido
como Puro Malte  preparado apenas a partir da
cevada que  mantida umedecida por dois dias,
para a germinao, depois  seca em fornos que
so aquecidos por carvo mineral e turfa, um
combustvel fssil vegetal que d aroma  cevada.
Depois de moda e peneirada, a cevada  misturada
 gua quente e tem incio o processo de
fermentao empregando-se as leveduras, que
transformar o acar chamado maltose em
etanol. A prxima etapa  a destilao e o malte
usque assim preparado  transferido para barris
de carvalho onde permanece por um perodo que
varia entre 3 a 8 anos para o envelhecimento.
Contexto no mundo do trabalho O mercado de
bebidas alcolicas envolve toda a cadeia produtiva, desde
o trabalhador do campo at degustadores profissionais
que escolhem o melhor aroma e sabor da bebida.
Dicas do professor: Cada bebida possui uma fonte de
amido diferente: o vinho  obtido da fermentao da uva, a
aguardente de cana vem da fermentao da sacarose
seguida do processo de destilao etc. Alm do usque puro
malte, existe ainda o grain usque, feito a partir de vrios
cereais, em geral o milho, e o blend usque, que  uma mistura
de puro malte e o grain usque.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Problematizar a questo do consumo de
lcool e do alcoolismo na sociedade;
2. Ler e discutir o texto com os alunos;
3. Dividir a turma em grupos para a discusso.
Nomear um ou mais relatores para os grupos.
Motiv-los a debater e registrar sobre:
a. Efeitos na sade do indivduo;
b. Efeitos no trnsito;
c. Efeitos na famlia;
d. Efeitos na gravidez;
e. Efeitos no trabalho e nos estudos;
f. Como combater o alcoolismo;
g. Como tratar?
h. O que pode ser feito pelos rgos de sade
pblica e pela sociedade?
4. Cada grupo dever apresentar suas concluses
ao restante da sala para um debate-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Alcoolismo, sade e qualidade de vida
Resultados esperados:
a) Alerta para os efeitos nocivos do consumo
exagerado de lcool para a sade e qualidade
de vida das pessoas;
b) Produo de texto resumindo o coletivo das
concluses do debate.
17
Te x t o
Objetivo
 Discutir os efeitos do consumo de lcool para a
sade e a qualidade de vida das pessoas.
Introduo
Consumir bebidas alcolicas na sociedade contempornea
 de modo geral, aceito, difundido,
considerado por muitos algo inofensivo, bacana
e at elogivel. Faz parte das comemoraes, do
partilhar alegrias, tristezas, do afogar as mgoas.
No ? Voc j no viu algum se vangloriando
de ter tomado umas e outras? Entretanto, todos
ns sabemos que, em excesso, o consumo de
lcool passa a ser um problema para o indivduo,
a famlia e a sociedade. Os efeitos so inmeros,
tais como acidentes de trnsito, atos de violncia
ligados a episdios de embriaguez etc. Alm
disso, o consumo de lcool em longo prazo,
dependendo da freqncia do uso, das doses
ingeridas e das circunstncias, pode gerar
dependncia, ou seja, alcoolismo. Assim, o consumo
do lcool de forma inadequada constitui
um problema que afeta toda a sociedade, uma
questo de sade pblica, na medida em que traz
efeitos nocivos para sociedade. O texto, bemhumorado,
nos possibilita discutir uma questo
sria, muitas vezes triste e dolorosa. Quais os
principais efeitos do consumo do lcool para a
sociedade? Vamos problematizar, discutir e conscientizar
nossos alunos? Alcoolismo  uma
questo sria!
Dicas do professor: Livro: Drogas: Atualizao em
Preveno e Tratamento, editores Arthur Guerra de
Andrade, Sergio Nicastri, Eva Tongue. Publicado pelo GREA
 Grupo Interdisciplinar de Estudos de lcool e Drogas, pelo
ICAA, com apoio da UNDCP, United Nations International
Drug Control Program.
Site: www.grea.org.br USP
80  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
geral e, ao final, a professora poder sistematizar
as concluses da classe em um texto
coletivo que todos devero registrar.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  81
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos.
2. Mostrar no texto: minha mulher me disse para
despejar todas na pia, porque SE NO...
Observar a grafia de se no. Pedir que substituam
a expresso por um sinnimo (caso
contrrio, se assim no for).
3. Escrever na lousa a frase: No lhe restaram
....... uns poucos amigos.. Pedir que completem
com SE NO ou SENO. (seno)
4. A partir dos exemplos, levar os alunos a deduzir
o uso:
SE NO: emprega-se quando o SE pode ser
substitudo por CASO ou NA HIPTESE DE
QUE (Se no chover, viajarei amanh). Enfim,
em frases que indicam condio, alternativa,
incerteza, dvida.
SENO: quando significa
a)  do contrrio / de outro modo
b) mas sim, exceto, salvo de.
c) defeito, falha.
5. Jogo da Placa
a) Dividir a sala em duas equipes.
b) PRIMEIRA PARTE: A equipe A escolhe um
voluntrio da equipe B e vice-versa. Os dois
escolhidos sero vendados e colocados 
frente do quadro negro.
c) Entregue a cada um dos participantes duas
placas (que precisam ser visveis). Uma,
com a expresso SE NO. Outra, com a
palavra SENO.
d) Entregue a cada equipe uma lista com vrias
frases que podem ser completadas com
seno e se no.
Descrio da atividade
Atividade P Jogo da Placa - Uso de "se no" e "seno"
Resultado esperado: Grafar corretamente
vocbulos em portugus.
17
Te x t o
Objetivo
 Grafar corretamente "se no" e "seno"
Introduo
Quando uso SENO ou SE NO?
e) Divida o quadro em dois blocos: A e B. Pea
a um aluno da equipe A que v ao quadro e
escreva (silenciosamente) uma frase da
lista recebida, deixando em branco a
expresso se no ou a palavra seno.
f) O mesmo aluno pergunta ao participante:
Escrevi uma frase na lousa. Devo complet-
la com se no ou seno?
g) O aluno da equipe B levanta uma das placas
e grita ou JUNTO ou SEPARADO. Se
a placa coincidir com o grito do aluno, marque
um ponto para a equipe B (mesmo que
a resposta esteja errada). Se, alm da coincidncia,
a resposta for correta, marque
outro ponto para a equipe e pea ao aluno
para completar a frase na lousa. Se no
houver coincidncia, a frase continua na
lousa para ser completada na segunda
parte. O jogo prossegue da mesma forma.
h) SEGUNDA PARTE: Quando todas as frases
estiverem na lousa, anuncie o placar. Os
alunos vendados so dispensados. A seguir,
d alguns minutos para que as equipes pensem
na forma correta de preencher as frases
da lousa que foram escritas pela outra
equipe e no foram preenchidas.
i) A seguir, um aluno da equipe A vai ao quadro
e completa as lacunas das frases. Para
cada uma que acertar, atribua um ponto
para a equipe. Para cada resposta errada,
atribua um ponto para a equipe concorrente
e pea a um aluno que complete corretamente
a frase. Ao final, some os pontos e
proclame a equipe vencedora.
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rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever reunir-se para decidir sobre
um tema de interesse e um suporte coerente
ao tema a ser utilizado por todos e sobre o
qual o aluno criar sua obra.
2. A classe dever optar por um mesmo material
para a construo do suporte (papelo, papel,
isopor etc).
3. Cada aluno dever criar sua obra no suporte,
utilizando as tcnicas que desejar. A obra dever
refletir sua opinio, sua viso sobre o
tema.
4. As obras sero expostas em pontos estratgicos
da escola.
5. Os alunos devero registrar as reaes e
comentrios sobre as obras.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: Etapas 1 e 2 1h; etapas 4 a 6 - 2h.
Atividade P O outro lado da histria.
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa experimentar a criao de
arte em suportes diferentes aos comumente utilizados.
b) Que o aluno possa entrar em contato com vises
diferentes criadas sobre um mesmo material.
c) Que o aluno possa expressar-se artstica e esteticamente
em relao a um tema comum.
19
Te x t o
Objetivo
 Criar uma obra artstica usando como base um
tema comum que justifique a escolha de um
suporte nico.
Introduo
Muitas intervenes artsticas tm incio em diferentes
partes do mundo e por diferentes razes. A
exposio cowparade, exibida pelas ruas de
diversas cidades brasileiras, teve sua primeira
apresentao nos Estados Unidos, ocorrendo em
cidades grandes como Nova York e Chicago. Foi
uma forma de integrar artistas utilizando o
mesmo objeto (suporte): no caso, uma vaca de
tamanho natural, feita de fibra de vidro. Vacas
com diversos desenhos e cores foram espalhas
pelas ruas de grande movimento da cidade. Cada
artista recebeu um apoio financeiro para sua produo.
No Brasil, os artistas foram obrigados a
procurar apoio de empresas que patrocinassem
seus trabalhos. Muitas empresas viram, assim,
uma oportunidade para espalhar e divulgar suas
marcas. Este  um dilema vivido pelos que criam
e produzem arte num pas como o Brasil. A produo
passa a depender de forma bastante elevada
do apoio da iniciativa privada que acaba
recebendo iseno de impostos alm de garantir
a divulgao de suas marcas de uma maneira
diferenciada. Formas alternativas de apoio cultural
e artstico vm sendo discutidas por todo o
pas. Mas a idia do trabalho como o da cowparade
no deixa de ser uma forma interessante de
colocar artistas lado a lado, manifestando suas
concepes estticas e artsticas em relao ao
mesmo objeto. Iniciativas mais simples, menos
arrojadas poderiam ser apresentadas para que
artistas possam se encontrar, manifestar suas
idias, opinies e vises estticas.
82  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
6. Discusso final tendo por foco as observaes
feitas, a experincia do exerccio e a importncia
e eficcia ou no da utilizao de manifestaes
artsticas como estas para a discusso
de temas de interesse.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  83
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que tragam de casa receitas
domsticas para preparao de laticnios,
como queijo, manteiga, creme de leite,
iogurte, coalhada, requeijo, etc.
2. Os alunos devem comparar as receitas,
avaliando quantidade de leite utilizada e
quantidade de produto fornecido, tempo de
preparo, custo e modo de consumo etc.
3. Os alunos devem selecionar as trs melhores
receitas, que devem ser produzidas a baixo
custo e tambm fornecer um produto de qualidade,
com sabor e durabilidade adequados.
4. As trs melhores receitas de cada laticnio
devem compor um livro de receitas, que dever
ser redigido pela turma.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Receitas de laticnios
produzidos artesanalmente.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Laticnios
Resultados esperados:
a) Identificao de processos envolvidos na produo
de derivados do leite;
b) Avaliao de custos e benefcios da produo
artesanal de laticnios;
c) Produo de um livro de receitas de laticnios
produzidos artesanalmente.
19
Te x t o
Objetivos
 Identificar processos envolvidos na produo de
derivados do leite.
 Identificar laticnios que podem ser produzidos
artesanalmente.
Introduo
No texto,  relatada uma exposio de arte
chamada Cowparade, em que os artistas devem
produzir vacas de fibra de vidro. Isto gerou
protestos, pois os patrocinadores so do ramo de
laticnios. D-se o nome de laticnios aos alimentos
preparados  base de leite, como queijo, manteiga,
coalhada, iogurte, creme de leite etc. Vrios
desses alimentos podem ser produzidos artesanalmente,
de modo caseiro. Podemos produzir coalhada
e iogurte caseiros. A coalhada, por exemplo,
pode ser preparada fervendo-se o leite em um
recipiente fechado e depois resfriando-o at a
temperatura ambiente por meio de um choque
trmico, empregando um banho de gua gelada.
Ao leite frio, adiciona-se 1/5 de um copo de coalhada
por litro de leite. Pode-se tambm usar fermento
ltico. A coalhada ou o fermento devem ser
misturados ao leite, que  tampado e deixado em
repouso, em local fresco, por cerca de 12 h. A
coalhada pronta deve ser mantida na geladeira a
fim de continuar com uma consistncia firme. O
iogurte caseiro  geralmente produzido em temperaturas
prximas a 40-45C. O leite deve ser fervido
e a ele adicionados cerca de 3% de leite em
p  isto melhora a consistncia do iogurte. Devese
ento adicionar 1/5 de um copo de iogurte por
litro de leite. A vasilha do leite deve ser tampada
e mantida morna. Para isso, pode-se embrulh-la
e coloc-la no forno (apagado) ou em uma caixa
de isopor. Esta temperatura  necessria para o
crescimento das bactrias Streptococcus thermophilus
e Lactobacilos bulgaricus, que formam o
iogurte por meio da fermentao do leite. O
iogurte fica pronto aps cerca de 8h e deve ser
mantido em geladeira para consumo posterior.
Dicas do professor: A coalhada pronta pode ser consumida
com acar ou mel, alm de podermos ainda mistur-la
a frutas diversas.
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rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever observar, num dia normal
de suas atividades, tudo que esteja relacionado
ao consumo desnecessrio.
2. Cada aluno dever anotar suas observaes e
criar frases para um folheto de distribuio
(como aqueles que so entregues no farol)
que trate da preservao de uma fonte de
riqueza (alimentao, energia, produo).
Para isso, o aluno dever reler o texto selecionado
e pensar em alternativas de consumo
consciente.
3. Dividir a classe por escolha de tpico: alimentos,
energia, produo industrial, produo na
agricultura etc.
4. Cada grupo dever criar um folheto para
conscientizao do consumo. O folheto
poder conter textos e desenhos.
5. Os grupos devero apresentar os folhetos
criados.
6. Discusso final do exerccio tendo por foco o
contedo dos folhetos e a forma de apresen-
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Canto do Consumo
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa pensar sobre o seu papel
como consumidor, no apenas em seus direitos,
mas tambm seus deveres.
b) Que o aluno possa, por meio de observao e
anlise, criar possibilidades de colaborar com o
consumo consciente.
c) Que o aluno tenha possibilidade de imaginar
formas de comunicao.
20
Te x t o
Objetivo
 Criar folhetos de propaganda para distribuio que
trate da conscientizao do consumo.
Introduo
 muito comum hoje conhecermos e discutirmos
os direitos do consumidor. Poucas vezes discutimos
seus deveres diante da ameaa de desaparecimento
das fontes de gua ou energia, de
reservas de ar puro e alimentos. O texto selecionado
procura levantar os problemas do consumo
exagerado. Ao caminharmos pela cidade
podemos observar a grande quantidade de produtos
 venda e tambm a de compradores. E
no falamos apenas nas lojas estabelecidas,
podemos considerar desde as lojas de departamentos,
at vendedores ambulantes, placas de
vende-se at folhetos distribudos pelos faris.
Nosso dia-a-dia  determinado no apenas pelo
que consumimos, mas tambm pelo que notamos
que est sendo consumido e, muitas vezes, sem
necessidade: pelo simples ato de consumir. Do
que realmente necessitamos para viver bem e
permitir que outros tambm vivam? O que devemos
fazer para que outros tambm faam?
Dicas do professor:
http://www.akatu.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=h
ome
84  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
tao. Nesta, devero ser observados aspectos
como utilizao racional do papel, distribuio
do texto ou desenho, estilo, cores
etc.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  85
rea: Lngua estrangeira - Espanhol Nvel II
1. Faa com os alunos um levantamento das
aes notadamente predatrias ao meio ambiente
na sua regio.
2. A partir disso, os alunos devem construir um
painel com as principais metas que o grupo
considera que podem ser adotadas para promover
aes conscientes de consumo sustentvel.
3. Pea que elaborem os textos em verso ao
espanhol.
4. Organize um glossrio temtico:
Ejemplo: consumo consciente  consumo sostenible
 disminucin de la produccin de la basura 
pases en desarrollo  el bienestar de la poblacin
 prcticas conscientes - productos y servicios  calidad
de vida  preservacin de la vida  recursos
naturales  responsabilidad social, cambiar la
actitud ante el consumo, etc.
5. Expor os cartazes na sala de aula.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina
P tesoura
P canetas hidrogrficas
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P El consumo consciente y la responsabilidad social
Resultado esperado:
Elaborao de textos com possveis solues para
assumir atitudes de consumo sustentvel.
20
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre o impacto de um consumo desmedido
sobre o meio ambiente. Estimular os alunos a
aes conscientes de consumo.
Introduo
gua, energia e alimento so servios bsicos
que esto ameaados se a populao no se conscientizar
sobre a responsabilidade que cada
cidado tem nas aes que podem causar danos
irreversveis ao planeta. Adotar padres de produo
e de consumo sustentveis  a nica sada
possvel. Cabe principalmente aos pases em
desenvolvimento que tm todo o direito de
crescer economicamente, mas no deve repetir o
modelo predatrio e buscar alternativas para
gerar riquezas sem destruir florestas ou contaminar
fontes de gua. Para construir uma
sociedade mais sustentvel e justa, quais seriam
as aes conscientes que poderamos adotar cada
um em sua regio?
Dicas do professor:
Sitio:
www.opcions.org./cast/consumo_responsable
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rea: Lngua estrangeira - Ingls Nvel II
Diga aos alunos que o planeta Terra possui diversos
relevos, diferentes fontes de gua e tipos de
solo e clima. Explique ento que eles vero como
se diz alguns destes em ingls:
Mountain
Valley
Mount
Desert
Swamp
Plain
River
Lake
Pond
Ocean
Shore/ Coast
Island
Cave
Canyon
Cliff
Forest
Vulcan
Pea aos alunos que formem duplas e consultem
o dicionrio para entender as palavras novas.
Quando tiverem terminado essa tarefa, devero
dar um exemplo para cada uma das palavras
aprendidas (por exemplo: Island  Fernando de
Noronha). Podero utilizar exemplos do Brasil
ou de outros pases (para deserto, canyon e vulco
no h exemplos no Brasil)
Descrio da atividade
Material indicado:
P dicionrios ingls/ portugus
Tempo sugerido: 60 minutos
Atividade P Do you Know?
Resultado esperado:
Aprender nomes partes do relevo da Terra em
ingls
20
Te x t o
Objetivo
 Ensinar aos alunos o vocabulrio de relevo na
natureza
Introduo
No texto temos informaes alarmantes sobre a
explorao excessiva dos recursos naturais de
nosso planeta e a possvel extino destes em um
futuro no muito distante.  interessante utilizar
essa oportunidade para apresentar o vocabulrio
de relevo em ingls aos alunos.
86  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  87
rea: Geografia Nvel I e II
1. Motivar a turma para a discusso;
2. Ler e compreender o texto;
3. Lanar um desafio para a turma: como promover
o desenvolvimento sustentvel sem
destruir o meio ambiente do planeta? Quais as
atitudes de um consumidor consciente que
podem contribuir com este desafio? O que podemos
fazer? Sugerir que comecem pensando em
pequenas atitudes individuais;
4. A turma dever debate e montar um painel
bem bonito com frases, imagens, colagens que
explicitem atitudes positivas de consumidores
conscientes;
5. Apresentar o trabalho ao restante da escola.
Afixar.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Papel pardo
P revistas
P cola
P tesoura
P pincis.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Consumo consciente e o futuro do planeta
Resultados esperados:
a) Reflexo sobre a necessidade de mudana de
hbitos em benefcio do meio ambiente e qualidade
de vida;
b) Produo de um painel coletivo.
20
Te x t o
Objetivo
 Relacionar consumo consciente, desenvolvimento
sustentvel e o futuro do planeta.
Introduo
O texto faz um alerta a humanidade caminha
para um beco sem sada. Se o atual ritmo de
explorao do planeta continuar, em um sculo
no haver fontes de gua ou de energia, reservas
de ar puro nem terras para agricultura em
quantidade suficiente para a preservao da
vida. Voc j pensou sobre isto? Sabemos o
quanto  complicado, pois no Brasil vivenciamos
uma situao de desigualdade e pobreza
extrema, em que milhes de pessoas no consomem,
por exemplo, o mnimo de calorias
necessrias  sobrevivncia digna. Alm de no
possurem moradia, vivem sem energia eltrica e
saneamento bsico. Ou seja, h uma significativa
parcela da populao que vive  margem do mercado
de trabalho formal e do consumo. No ?
Isto no quer dizer que no devemos nos preocupar,
ou pensar que isto  culpa dos americanos.
No, a defesa do planeta  tarefa e desafio de
todos. Como o texto afirma: os pases em desenvolvimento
tm todo o direito a crescer economicamente,
cabe o desafio de no repetir o
modelo predatrio e buscar alternativas para
gerar riquezas sem destruir florestas ou contaminar
fontes de gua. A questo : como? O que
podemos e devemos fazer? Vamos pensar sobre
isto?
Dicas do professor: Guia do Consumo Consciente
http://www.brde.com.br
Jornal Folha de S.Paulo. Caderno Mais, 03/12/2006.
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Observar que, no
primeiro pargrafo, o autor diz: A humanidade
caminha para um beco sem sada. No
terceiro, abranda a fala: A nica sada  todos
adotarmos padres de produo e de consumo
sustentveis.. Perguntar: o autor se
contradiz? Ou o uso da expresso beco sem
sada  apenas um artifcio para mostrar a
gravidade da situao? Ser que s h mesmo
uma sada? No pode, do mesmo modo, estar
se valendo da nfase para realar sua tese?
2. Ler o ltimo pargrafo e perguntar: Qual seria
nossa participao efetiva, no dia-a-dia, para
ajudar a construir uma sociedade mais sustentvel
e justa? Pedir exemplos concretos.
3. Prepare previamente recortes de fotos e gravuras
sobre desmatamento, queimadas, poluio
das guas, das praias e outras formas de
destruies do planeta.
4. Colar os recortes no quadro e pedir aos alunos
que, livremente, escolham uma delas. Ao
final, os alunos que escolheram a mesma foto
iro agrupar-se.
5. Formados os diversos grupos, pea aos alunos
que respondam: Por que escolhi esta foto ou
gravura? Qual a relao dela comigo? O que
mais me aborrece ao v-la?
6. Depois da discusso, pedir aos grupos que
apresentem as razes da escolha e as
impresses do grupo sobre a foto ou gravura.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P recortes de fotos e
gravuras sobre destruio
do planeta.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A foto que me comove - Relatrio de atividade
Resultados esperados: Ampliao da habilidade
de redigir relatrios.
20
Te x t o
Objetivos
 Escrever corretamente um relatrio subjetivo das
atividades feitas em sala.
Introduo
Participo, de algum modo, da destruio do planeta?
88  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
7. Por fim, pedir a cada aluno que conte, por
escrito, em forma de relatrio, a experincia
interior envolvida na escolha, discusso e
apresentao das impresses para a sala.
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  89
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Faa uma anlise sobre o vencimento e os
descontos que incidem sobre o salrio de um
trabalhador sindicalizado, que recebe por
meio de contra cheque ou olerite;
2. Represente os valores relativos aos descontos
em forma de porcentagem;
3. Encontre o valor anual descontados referentes
s contribuies sindicais, ao INSS e ao FGTS;
4. Calcule a variao de crescimento do salrio
mnimo Nacional, nos ltimos dez anos
mostrando-a.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Calculadora
P contra-cheque (olerite ou
recibo de pagamento)
P salrios Nacionais dos
dez ltimos anos.
Tempo sugerido: X horas
Atividade P Trabalho, capital e salrio.
Resultados esperados:
a) Faam reflexes e discusses sobre a evoluo
do trabalho e de salrios;
b) Calculem porcentagem;
c) Apliquem operaes elementares tais como:
adio, subtrao, multiplicao e diviso;
d) Organizem tabelas salariais.
21
Te x t o
Objetivos
 Estudar a evoluo da relao do trabalho e do
salrio do trabalhador brasileiro;
 Aplicar operaes matemticas relacionadas com
trabalho pago por meio de salrios.
Introduo
O sculo XIX tem como marca a luta pela sobrevivncia;
poca em que a durao do trabalho
atingia um nmero elevado, combate ao
emprego infantil, algumas vezes a partir dos 3
anos de idade, os salrios baixos, os perodos de
desemprego e, com isso a condio de moradia e
de vida precrias. As lutas dos operrios marcam
esse sculo e provavelmente, marcaro todos os
sculos porque muitas vezes, entre um projeto de
lei e sua deciso  preciso esperar cinco, dez ou
vinte anos. Do trabalho "Taylorizado" herdou-se
o aumento da produtividade, a organizao rgida
e a vigilncia sobre os trabalhadores.
Associado a essa prtica surgiu o fordismo que
deu origem as linhas de produo nas fbricas, se
caracteriza pela execuo de uma tarefa especfica
para cada trabalhador com tempo determinado
para execut-lo. Os mecanismos de produo
nas indstrias brasileiras, atualmente, adotam os
dois modelos de trabalho citados no texto? Existe
relao entre produo e consumo?  possvel
associar trabalho, consumo e doena? Qual o
sentido do trabalho em sua vida?
Contexto no mundo do trabalho: As jornadas de trabalho
so definidas pelo capital. Muitos trabalhadores
pelo condicionamento do trabalho fazem com que o
tempo do trabalho e o tempo fora dele se tornem
indissociveis provocando perda de qualidade de vida.
Dicas do professor: de Dejours, Christophe. A loucura do
trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. Trad. Ana I.
Paraguay e Lcia L. Ferreira. 5 ed. ampliada. So Paulo:
Cortez, 1992.
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Solicite a leitura silenciosa do texto, sublinhando
as parte que julgarem mais importantes;
2. Problematize com seus alunos: O que  trabalho?
O que  trabalho assalariado? A fbrica
sempre existiu? Como era a produo antes
do capitalismo?
3. Apresente fotografias de jornais e revistas
retratando as condies de vida dos desempregados.
Pergunte aos seus alunos quantos
desempregados eles conhecem e como explicam
o desemprego; Algum de seus alunos vive
ou j viveu o desemprego?
4. Retome o texto para explicar sobre a crise
atual do sistema capitalista;
5. Solicite uma redao sobre o atual mundo do
trabalho.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Mundo(s) do trabalho
Resultados esperados:
Refletir sobre o mundo do trabalho, hoje.
21
Te x t o
Objetivo
 Analisar o atual mundo do trabalho , enfatizando
a crise do trabalho assalariado.
Introduo
O texto faz um histrico sobre as diferentes formas
de organizao social do trabalho, dando
nfase  forma assalariada sob o capitalismo. 
fundamental no processo de construo da conscincia
de classe a compreenso do trabalho
como atividade central na vida humana. Para
entender a sociedade, em qualquer tempo
histrico, precisamos conhecer a forma como se
d o trabalho. O que  o trabalho? Como diferenciamos
trabalho e emprego? Quais as principais
caractersticas do trabalho assalariado? Que
mudanas tm ocorrido na organizao do trabalho
desde a revoluo industrial? Quais os
impactos das ultimas mudanas ocorridas na
vida dos trabalhadores? Responder a essas
questes  um passo importante para compreenso
do modo capitalista de produzir a vida social.
90  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  91
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Pedir que comentem
a seguinte frase do texto: O Brasil revela,
no entanto, que essas mudanas no so
uniformes. Hoje, convivemos com um trabalho
que se aproxima da escravido, e trabalho
extremamente qualificado.
2. Escreva na lousa a palavra TRABALHO. Cada
um dos alunos ir ao quadro e escrever, em
torno da palavra, o sentimento que essa palavra
lhe provoca no momento.
3. Discutir os termos que ficarem na lousa e, se
possvel, a partir do nmero de sentimentos
expressos, traar o perfil da sala em relao
ao trabalho.
4. Convide trs alunos a se retirarem da sala.
Quando j estiverem separados, atribua a
cada um deles uma das seguintes personagens
em busca de trabalho:
a) mulher no segundo ms de gravidez;
b) homem com 55 anos;
c) jovem em busca do primeiro emprego.
5. Entregue aos alunos que ficaram na sala uma
folha de papel sulfite e um durex. Informe-os
que fazem parte do grupo dos Funcionrios
Empregados. Atribua a cada um uma das
seguintes funes e solicite que escrevam a
funo atribuda no sulfite:
a) gerente jovem;
b) chefe robotizado;
c) funcionrio do marketing;
d) chefe da promoo;
e) recm-contratado  filho do presidente;
f) encarregado do arquivo;
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O Jogo do Emprego  argumentao
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de argumentar e de narrar.
21
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de argumentar em situaes
difceis.
Introduo
Argumente e consiga seu emprego!
g) velha secretria com 20 anos de empresa;
h) responsvel pela agenda do gerente geral;
i) arquivista com problemas familiares;
j) moa recm-casada, ainda em lua- quasede-
mel;
k) deficiente auditivo;
l) telefonista.
6. Informe aos empregados que h duas vagas na
empresa. Todos precisam de um funcionrio
em sua seo e tm poder de deciso.
Entrevistaro trs pessoas por dia e podem ou
no admitir os entrevistados.
7. Pea a um dos alunos candidatos que entre na
sala e observe os empregados (tero as placas
na frente). Dever escolher um deles para negociar
a vaga que h naquela seo. Falar de seu
curriculum e de suas habilidades e tentar, com
todos os argumentos, provar-se capaz para a
funo. O empregador poder fazer perguntas,
mostrar-se indeciso e, por fim, admitir ou
no o candidato.
8. Se no conseguir a vaga, o aluno que procura
emprego poder tentar convencer mais uma
pessoa do grupo dos empregados. Se no conseguir,
dever desistir.
10. Por fim, pedir que cada aluno escreva um
texto narrativo, a partir do que viram em sala
de aula, para contar o dia em que meu amigo
conquistou (ou perdeu) um bom emprego.
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que faam um desenho
esquemtico de uma estao de tratamento de
gua, mostrando todas as etapas do tratamento:
da captao  distribuio ao consumidor
final.
2. Pea aos alunos que identifiquem algumas
medidas de uso racional do recurso gua
potvel: reuso de gua de tanques/mquinas
de lavar para a limpeza de cho; escovao de
dentes e lavao de loua com torneira fechada,
banhos mais curtos etc.
3. Propor a confeco de cartazes alertando para
o uso racional da gua.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Cartolina
P lpis de cor
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Tratamento de gua
Resultados esperados:
a) Identificao das etapas de tratamento da gua
bruta para transform-la em potvel;
b) desenvolver hbitos de uso racional da gua.
22
Te x t o
Objetivo
 Identificar as etapas de tratamento da gua bruta
para transform-la em potvel.
Introduo
Quando o texto fala da tarifa de gua, refere-se
 cobrana feita por empresas de saneamento. A
gua doce representa menos que 3% do total de
gua do planeta e apenas cerca de 1/10 desta
gua est disponvel em rios, lagos e aqferos. A
gua bruta, aps ser captada em rios, barragens
e lagos, necessita ser limpa e descontaminada
por meio de tratamentos para eliminar os riscos
 sade e tornar-se potvel. Esta captao  feita
usando-se bombas, sendo a gua levada at as
estaes de tratamento de gua (ETA). Nas ETA,
adiciona-se sulfato de alumnio  gua, que permite
a formao de flocos de impurezas  floculao,
que podem ento ser removidas mais facilmente.
A etapa seguinte  a decantao, que permite
a separao dos flocos de impurezas por
gravidade, j que eles so mais pesados do que a
gua e assentam-se no fundo de um decantador.
Na filtrao a gua  filtrada por vrias camadas
filtrantes, que retm flocos pequenos ainda no
decantados. Essas trs etapas clareiam a gua,
que fica lmpida, e recebem o nome de clarificao.
O teor de acidez da gua  ento corrigido
quimicamente, sendo esta etapa seguida da
clorao, na qual adiciona-se cloro  gua para
desinfeco, isto , para destruio os microorganismos.
A fluoretao consiste na adio de
flor  gua, a fim de reduzir a incidncia de
crie nos dentes da populao. A gua, aps este
tratamento,  armazenada em reservatrios,
sendo bombeada e distribuda ao consumidor
por meio de tubulaes. Todas essas etapas
visam a assegurar ao consumidor gua que atenda
aos padres de potabilidade requeridos pelo
Ministrio da Sade.
Contexto no mundo do trabalho A produo de
gua potvel exige investimentos vultosos (construo
da ETA, compra de substncias qumicas etc.). O uso
de gua potvel deve, portanto, ser feito de modo
racional por trabalhadores do campo e da cidade.
Dicas do professor: A gua tratada  submetida a diversos
testes em laboratrio, para que sejam avaliadas se suas
caractersticas fsicas, qumicas e microbiolgicas esto de
acordo com as normas de potabilidade. As ETA devem assegurar
no s a qualidade da gua produzida, mas tambm
a quantidade, que deve ser suficiente para atender s
demandas da populao (residencial comercial e industrial).
92  Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho
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Caderno do professor / Qualidade de vida, Consumo e Trabalho  93
rea: Histria Nvel II
1. Conversar com os alunos sobre a importncia
do petrleo como fonte de energia e a
Petrobras como uma empresa estatal produtora
de petrleo, relacionando-a ao desenvolvimento
sustentvel do Brasil;
2. Levar o mapa do Brasil para a sala de aula e
situar os principais pontos de explorao e de
refinarias de petrleo do Brasil. Discutir a
importncia da auto-suficincia do petrleo
para o pas;
3. Ler o texto com os alunos e situar no mapa do
Brasil os outros lugares mencionados no
texto;
4. O texto afirma que a empresa foi marcada
nos ltimos anos por poluir o ambiente.
Questionar: algum se lembra de algum fato,
acontecimento? Como a explorao de
petrleo pode prejudicar o meio ambiente;
5. O texto tambm afirma que a empresa pode
reverter uma situao perversa e tornar-se
socialmente responsvel. Questionar os
alunos, como? Quais aes da Petrobrs so
Descrio da atividade
Material indicado:
P Mapa poltico do Brasil
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A produo de petrleo, meio ambiente e cidadania
Resultados esperados:
a)Reflexo sobre a possibilidade de se aliar interesses
empresariais, defesa do meio ambiente e
cidadania.
b)Produo de texto expressando essa reflexo.
23
Te x t o
Objetivo
 Discutir a produo de petrleo e de outras fontes
de energia, relacionando-a  defesa do meio ambiente
e da cidadania
Introduo
Nos ltimos anos a histria da produo de
petrleo no Brasil esteve ligada s questes do
desenvolvimento sustentvel, do meio ambiente,
da auto-suficincia do pas, enfim esteve na
agenda das discusses polticas, econmicas,
sociais e ambientais. A Petrobrs como a maior
empresa estatal brasileira apresentou altos
ndices de produtividade e lucratividade, o que a
torna referncia importante para a cadeia produtiva
de energia em nosso pas. O texto levanta
uma situao interessante de ser debatida: os
danos ao meio ambiente e a responsabilidade
social da empresa. Vamos debater esse tema?
Motive a turma a investigar a histria do
petrleo em nosso pas, sua importncia para o
desenvolvimento, para a riqueza da nao. Por
que tanto se fala em auto-suficincia? O que isto
significa? Enfim, so vrias problemticas que
podem ser estudadas de forma interdisciplinar e
criativa.
Dicas do professor: Sites  Dica: www.petrobras.com.br;
Petrobras
www.idec.org.br; Instituto de Defesa do Consumidor
consideradas exemplares na defesa dos direitos
de cidadania?
6. Aps a discusso, elaborar um texto coletivo
relacionando as trs questes: petrleo, meio
ambiente e cidadania.
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rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 2
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 4
Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Qualidade de vida, consumo e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0075-4 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0075-8 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Consumo (Economia) 3. Livros-texto (Ensino Fundamental)
4. Qualidade de vida 5. Trabalho I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho.
II. Demarco, Diogo Joel. III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0402 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Qualidade_2370.qxd 1/26/07 3:36 PM Page 96

